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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

[Resenha] A casa dos budas ditosos, de João Ubaldo Ribeiro

Sempre ouvi muito a respeito de A casa dos budas ditosos, de João Ubaldo Ribeiro. Uns falavam bem, outros mal, a maioria focava na sacanagem em questão. Por isso resolvi aproveitar as férias para tirar a prova dos nove com os meus próprios olhos. 

Fernanda Torres, na adaptação teatral de A casa dos budas ditosos.
A obra começa com uma nota do autor dizendo que recebeu os relatos de CDL gravados em fita. A baiana de 68 anos resolve rasgar o verbo sobre a sua vida e pede para que o autor publique sua história. Distante dos fatos, o escritor menciona que apenas transcreveu o texto, que se transformaria no volume sobre a luxúria, da série Plenos Pecados, publicada pela editora Objetiva.

De fato, a vida de CDL é pautada em seu pleno apetite sexual, já quem ela mesma, em um momento epistemológico, diz que q vida ser resume a foder. Contudo, ao contrário de muitos livros sobre a lascívia, A casa dos budas ditosos traz uma reflexão intensa sobre a forma como a sociedade vê não apenas o sexo em si, mas a ética e o papel das mulheres no cotidiano.

CDL defende que todas as pessoas são seduzíveis. Partindo deste princípio, nossa narradora mostra como é capaz de corromper outra pessoa (homem ou mulher) por meio da oferta do prazer. É assim que ela consegue notas enquanto cursa Direito na universidade. É assim que - por meio de uma barganha nunca cumprida - cursa a pós-graduação no exterior. Também é assim que consegue drogas, quando passa a consumi-las. Entretanto, ela não usa o sexo como um negócio apenas, já que nossa narradora realmente sente prazer não apenas em conhecer o próprio corpo, mas também em explorar os corpos das pessoas com quem se relaciona.

João Ubaldo Ribeiro é um escritor visionário neste sentido. Em vários momentos ele - por meio de sua narradora - defende que as mulheres tenham a mesma liberdade que os homens ao se relacionar. Além disso, em vários trechos, sua obra condena a visão que muitos homens têm que relaciona a experiência sexual feminina a algo vulgar. CDL relata que muitas vezes teve que fingir que não sabia o que fazer na hora da transa para conseguir que seu parceiro relaxasse e aproveitasse o momento. Ela diz que se fizesse de cara o que pretendia - e acabava fazendo quando o homem se sentisse mais à vontade e seguro, normalmente não na primeira saída -, o parceiro a julgaria e perderia o tesão por ela. 

A obra defende a todo o instante a liberdade feminina, entretanto, condena a visão estereotipada que muitos têm sobre o feminismo. Nossa protagonista diz - e com razão - que ser feminista não é querer ver os homens numa posição inferior a das mulheres, mas sim ter os direitos de igualdade, de liberdade de fazer o que quiser com o seu corpo sem ser julgada, de trabalhar e ocupar os espaços sem ter alguém olhando torto, de agir conforme a própria vontade e não como a sociedade acha melhor. Se hoje podemos discutir sobre esta maneira de pensar mais aberta e facilmente - internet, sua linda! - em 1999 (ano de publicação da primeira edição do livro) a coisa não era tão fácil quanto parece. Só pela coragem em trazer esta questão à roda, Ubaldo Ribeiro merece o destaque tão merecido que o livro teve.

Embora tenha esta carga reflexiva e algumas intertextualidades - CDL é uma pessoa que, por ser estudada, conhece e cita outros escritores e filósofos ao longo de suas digressões -, a narrativa é de fácil entendimento. A narradora fala como se estivesse conversando diretamente com o seu leitor, contando os fatos como lhes vem a mente. As vezes, eles podem chocar os leitores menos abertos ao amor livre (como quando conta dos relacionamentos com o irmão, com o tio e com algumas mulheres a quem amou), mas tudo é contado com sentimento e sinceridade. Aliás, a sinceridade é um dos ingredientes que prendem o leitor para querer saber que fim, afinal, a história terá.

Que A Casa dos Budas Ditosos é uma obra extremamente bem feita é inegável. Polêmica? Talvez. Mas, sem dúvida, uma leitura que vale a pena ser feita.

Livro: A Casa dos Budas Ditosos
Autor: João Ubaldo Ribeiro
Páginas: 164
Editora: Objetiva
Sinopse: Quando vários jornais anunciaram que João Ubaldo Ribeiro estava escrevendo um romance sobre a luxúria, para a coleção Plenos Pecados, da Editora Objetiva, o escritor foi surpreendido com um misterioso pacote em sua portaria. Eram os originais de A Casa dos Budas Ditosos. Depois da gula (Luis Fernando Verissimo), da ira (por José Roberto Torero) e da inveja (por Zuenir Ventura), chega agora a vez de João Ubaldo escrever sobre a luxúria na coleção Plenos Pecados. O livro traz a história de CLB, uma mulher de 68 anos, nascida na Bahia e residente no Rio de Janeiro, que jamais se furtou a viver - com todo o prazer e sem respingos de culpa - as infinitas possibilidades do sexo. Seriam as memórias desta senhora devassa e libertina um relato verídico? Ou tudo não passa de uma brincadeira do autor? Nunca saberemos. Importa é que ninguém conseguirá ficar indiferente à franqueza rara deste relato e a seu humor corrosivo.
Livro no skoob.

Sobre a Autora:
Fernanda Rodrigues é bacharela em Letras (Português e Inglês) e licenciada no curso de Formação de Professores da USJT. Além de ser professora de Língua Inglesa, é louca por assuntos que envolvam a Literatura, as demais artes e o processo de ensino e aprendizagem. Escreve no Algumas Observações e no Teoria, Prática e Aprendizado.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Especial João Cabral de Melo Neto: O engenho

João Cabral de Melo Neto
(Por João Cabral de Melo Neto)

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro).

A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.

Especial João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina

Morte e vida severina foi publicado pela primeira vez em 1955 como parte do livro Duas Águas. No poema épico que narra a travessia de Severino do sertão ao litoral, temos presente a morte como tema constante na vida do narrador. O poema é de extrema relevância para a literatura brasileira, uma vez que tem um estilo próprio, presente na composição forte, de versos curtos e de sintaxe viva. 

Em 1966, a obra ganhou uma versão teatral, que faz parte da história nacional, ao ganhar a trilha sonora composta por nada mais, nada menos que Chico Buarque. De lá para cá a peça rodou várias partes do Brasil e do mundo, consolidando a nossa literatura ao redor do globo.

Abaixo, segue uma animação baseada em Morte e Vida Severina feita a partir dos quadrinhos pelo cartunista Miguel Falcão.

Especial João Cabral de Melo Neto: obras

Abaixo segue uma lista com as principais obras de João Cabral de Melo Neto. Os livros aparecem em ordem cronológica conforme a data da primeira edição. Vale ressaltar que na lista não aparecem os volumes traduzidos para as diversas línguas¹.

  • Pedra do sono. Recife: Edição do autor, 1942 (tiragem especial em papel Drexler). 
  • Considerações sobre o poeta dormindo. Recife: Renovação 1941. 
  • Os três mal-amados. Rio de Janeiro: Revista do Brasil, 1943.
  • O engenheiro. Rio de Janeiro: Amigos da Poesia, 1945.
  • Psicologia da composição com a fábula de Anfion e Antiode. Barcelona: O livro inconsútil, 1947. 
  • Poemas reunidos. Rio de Janeiro: Edição de Orfeu, 1954. - Duas águas Rio de Janeiro: Editora José Olympio. 1956 (tiragem especial em papel Westerprin). - Terceira feira. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1961.
  • O cão sem plumas. Barcelona:0 livro inconsútil, 1950. 2a. ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1984 (com Fotografias de Maureen Bisilliat).
  • Joan Miró. Barcelona: Editions de l'Oc, 1950 (com gravuras originais de Miró). Joan Miró. Barcelona: Editions de l'Oc, 1950 (com gravuras originais de Miró).
  • Joan Miró. Rio de Janeiro: Cadernos de Cultura do MEC, 1952.
  • O rio ou Relação da viagem que faz o Capibaribe de sua nascente à cidade do Recife. São Paulo: Edição da Comissão do IV Centenário de São Paulo, 1954.
  • Dois parlamentos. Madri: Edição do autor, 1960.
  • Quaderna. Lisboa: Guimarães Editores, 1960.
  • Poemas escolhidos. Seleção de Alexandre O'Neil. Lisboa: Portugália Editora, 1963.
  • Antologia poética. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1965; 8a. edição, Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1991. 
  • Morte e vida severina e outros poemas em voz alta. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1966; 6a. edição, Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1974 (inclui O rio, Morte e vida severina e Dois parlamentos); 34a. edição, Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1994 (inclui O rio, Morte e vida severina, Dois parlamentos Auto do frade).
  • Morte e vida severina. São Paulo: Teatro da Universidade Católica, 1965.
  • A educação pela pedra. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1966.
  • O Arquivo das Índias e o Brasil [pesquisa histórica]. Rio de Janeiro: Ministério das Relações Exteriores, 1966.
  • Poesias completas. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1968; 4a. edição, Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1986.
  • Morte e vida severina. Rio de Janeiro: Editora Sabiá 1969.
  • Museu de tudo. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1975.
  • O melhor da poesia brasileira (Drummond, Cabral, Bandeira, Vinicius). Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1979.
  • A escola das facas. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1980.
  • João Cabral de Melo Neto. Seleção de José Fulaneti de Nadal. São Paulo: Abril Educação, 1982. 
  • Poesia crítica. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1982.
  • Poesia e composição. Coimbra: Fenda Edições, 1982.
  • Morte e vida severina. Litografias de Liliane Dardot. Recife: Grandes Moinhos do Brasil S/A, 1984. 
  • Auto do frade. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1984; 2a. edição, Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira 1984 (da 2a. edição foi feita uma tiragem de 100 exemplares em papel vergê).
  • Os melhores poemas de João Cabral de Melo Neto. Seleção de Antonio Carlos Secchin. São Paulo: Global Editora, 1985.
  • Agrestes. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1985 (tiragem especial em papel vergê).
  • Poesia completa. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1986.
  • Crime na Calle Relator. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1987.
  • Museu de tudo e depois (Poesia Completa II). Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1988
  • Primeiros poemas. Rio de Janeiro: Edição da Faculdade de Letras da UFRJ, 1990. 
  • Sevilha andando. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1990. 

___________
¹João Cabral foi traduzido para o inglês, francês, espanhol, alemão e holandês.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

[Evento] Programação: Hora de Clarice

A Editora Rocco promoverá, no dia 10 de dezembro, a Hora de Clarice, evento para relembrar, homenagear e divulgar a produção literária de Clarice Lispector. Além da mobilização no facebook, a editora realizará eventos em várias cidades. Confira a programação:

Clique nas imagens para ampliá-las.







quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Nobel de Literatura encerra a carreira de escritor

O vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2002, Imre Kertész, decidiu parar de escrever. O autor,  que fora enviado aos campos de concentração de Auschwitz e, então, para Buchenwald, durante a II Guerra Mundial, foi libertado em 1945 e tem sua obra marcada por esta experiência pessoal.

Sua decisão de parar de escrever relaciona-se diretamente a sua vivência durante a Segunda Grande Guerra. Segundo o autor afirmou para o site index.hu: "Já não quero escrever. A obra que está tão relacionada com o Holocausto está concluída para mim".

Toda a obra de Kertész já foi traduzida para as mais diversas línguas, dentre elas o alemão, o espanhol, o francês, o inglês, o russo, o sueco, o checo e o hebreu. Ele foi o primeiro escritor húngaro a receber um Nobel.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Raridades da literatura cearense

A equipe da X Bienal Internacional do Livro do Ceará esteve na casa do professor Sânzio de Avezedo, para conhecer as raridades da literatura cearense que o docente tem em sua coleção. O resultado da visita está registrado no vídeo abaixo. Vale a pena conferir! :)

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Especial Carlos Drummond de Andrade: Poema de Sete Faces

(Por Carlos Drummond de Andrade)

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do - bigode,

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

De Alguma poesia (1930)

Especial Carlos Drummond de Andrade - Citações

Reunimos algumas citações do nosso poeta. Seguem abaixo a beleza da vida nas coisas simples!



"E salve, dia que surge!"

"E para repousar do amor, vamos à cama".

"É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre".

"Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer".

"Há certo gosto em pensar sozinho. É ato individual, como nascer e morrer".

 "Como as plantas a amizade não deve ser muito nem pouco regada".

"Já não penso em ti. Penso no ofício a que te entregas".

"Pisando livros e cartas, viajamos na família".

"O homem (tenho esperança) liquidará a bomba".

"A contagem do tempo do poeta não é a do relógio nem a da folhinha".

"Mesmo no silêncio e com o silêncio dialogamos".

"E como ficou chato ser moderno. Agora serei eterno".

terça-feira, 31 de julho de 2012

Oficinas na Escola de Literatura de Santo André

A Escola de Literatura de Santo André - Casa da Palavra - está com inscrições abertas para quatro cursos voltados à Literatura e à Língua Portuguesa. Vejam as informações:

Casa da Palavra

A Casa da Palavra inicia um novo bimestre de atividades, trazendo novos projetos e cursos focados na cultura literária, na filosofia e no letramento. As inscrições já estão abertas, e devem ser realizadas pelo telefone 4992-7218. Poderão ser feitas durante a semana, das 8h às 17h, ou aos sábados, das 10h às 16h. Segue abaixo os cursos abertos que iniciam na próxima semana.
Compareça!

Oficina Conto e Contraponto
Com os escritores Vinicius Canhoto e Alberto Lazzarini
De 08 de maio a 26 de junho, sempre às terças-feiras, das 19h às 21h
Local: Casa da Palavra – Praça do Carmo, 171, Centro – Santo André, SP
O presente projeto tem por objetivo propiciar a reflexão a respeito da criação literária por meio da análise de textos significativos na área. Essa reflexão inclui o aumento da capacidade de interpretação desses textos e, a partir disso, desenvolver a criação literária na forma de atividades propostas durante a oficina. Dentro desses parâmetros, pretendemos discutir textos de autores e obras diversificados, contextualizando-os historicamente e esteticamente com o objetivo de traçar um paralelo de aproximação ou distanciamento entre os diferentes estilos literários para incitar a reflexão crítica e desenvolvimento prático e criativo dos participantes. Na oficina, também será utilizada a prática de exercícios de escrita, a leitura e a discussão dos exercícios propostos e realizados com o fim de aperfeiçoar a prática da escrita.
Panacéia Literária
Com as escritoras Rosana Banharoli e Vanessa Molnar
De 09 de maio a 27 de junho, sempre às quartas-feiras, das 19h às 21h
Local: Casa da Palavra – Praça do Carmo, 171, Centro – Santo André, SP
O projeto será mediado sempre por uma das escritoras, Rosana Banharoli ou Vanessa Molnar, sendo a primeira mais voltada à poesia e a segunda à prosa. O projeto tem por objetivo propiciar reflexão a respeito da criação literária através de leitura direcionada e discussão de textos teóricos fundamentais da literatura. Essa reflexão visa ao aumento da capacidade de interpretação desses textos e, a partir disso, o incentivo à criação individual na forma de atividades propostas durante a oficina. Outro objetivo da oficina é contrapor a produção de textos literários recentes, com alguns textos clássicos, o que propiciará uma reflexão crítica sobre as permanências e os desdobramentos dos valores literários.
Círculo de Estudos Literários
Grupo Aberto de Estudos
De 10 de maio a 28 de junho, sempre às quintas-feiras, das 19h às 21h
Local: Casa da Palavra – Praça do Carmo, 171, Centro – Santo André, SP
O Círculo de Estudos Literários é um projeto que promove a leitura coletiva de textos literários e a discussão de temáticas filosóficas relevantes a partir de diversos materiais de referência: livros, artigos, filmes, documentários, imagens, etc. A criação deste grupo de estudos decorre da necessidade de um espaço permanente na Casa da Palavra que realize a leitura e discussão de obras significativas na formação cultural do indivúduo. O objetivo inicial é estimular a leitura de bons textos, exercitar o questionamento e incrementar a cultura democrática. A proposta do grupo é realizar as leituras e debates de maneira coletiva, sem uma orientação de um “professor”, e vivenciando uma pedagogia participativa, como um centro permanente de educação livre, onde o modelo professor-aluno é substituído pela construção coletiva do conhecimento. A diversidade de realidades e paradigmas dos participantes proporciona o enriquecimento do debate e reflexão, inclusive moldando conforme a necessidade o guia de estudos a ser seguido. Até o momento o grupo realizou a leitura completa do Estrangeiro de Albert Camus, bem como leituras de diversos contos e textos selecionados de autores como Jorge Luis Borges, Caio Fernando Abreu, Friedrich Nietzsche, Marina Colasanti, Mia Couto, Mário de Andrade, entre outros. É importante que os interessados tragam uma proposta de leitura para que seja discutida. Dentre os livros indicados destacam-se os de contos e crônicas, ensaios filosóficos, romances curtos, manifestos intelectuais, artigos e estudos acadêmicos. Além de indicações pessoais, a Biblioteca da Palavra poderá ser usada como fonte de pesquisa e de referência para as leituras.
Curso de Revisão da Língua Portuguesa
Com a professora Danielle Guglieri Lima
De 08 de maio a 26 de junho, sempre às terças-feiras, das 14h às 16h Local: Casa da Palavra – Praça do Carmo, 171, Centro – Santo André, SP
Este curso irá ajudar aos interessados na revisão inicial da gramática normativa e contará com diversificados recursos de aprendizagem, a saber: aulas expositivas, material impresso, debates acerca dos conteúdos, material digital e exercícios propostos de vestibular e de concursos públicos pela professora. É um curso que serve a todos os que têm dificuldade ou dúvidas a respeito do tema. Aspectos de estudo: fonética, fonologia, ortografia, novas regras de acentuação e emprego do hífen.
Cronograma para as 8 aulas do curso:
Aula 1 – 08/05 – Introdução aos estudo fonéticos e aparelho fonador; Aula 2 – 15/05 – fonemas (tipos e classificações) e letras; Aula 3 – 22/05 –Classificação de fonemas e construção da sílaba; Aula 4 – 29/ 05 – encontros vocálicos( ditongo, tritongo e hiato); Aula 5 – 05/06 – encontros consonantais ( dígrafos); Aula 6 – 12/06 – divisão silábica; Aula 7 – 19/06 – regras de acentuação gráfica; Aula 8 – 26/06 – uso do hífen.

Para mais informações, clique aqui.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Escrevo

(Por Fernanda Rodrigues)


Escrevo
   Porque
         Humana
                 Sou.

                    Escrevo
          Porque
      Sem
Versos
     Morro.

                    Escrevo
                         Para
              Assim
     Viver.

Em
  Linhas
   Retas
        De
  Versos
           Tortos,

          Como
                A
      Minha
               Vida
          É
    E
     Deve
             Ser!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Lançamentos da Martin Claret

Mahatma Gandhi nº 177 
Huberto Rohden – Coleção A obra-prima de cada autor 

Mahatma Gandhi (1958), escrito pelo filósofo e educador Huberto Rohden, é um marco importantíssimo na cultura brasileira. Rohden foi um dos primeiros a trazer para o Brasil a biografia espiritual do imortal líder, místico e político indiano. 

Gandhi é um fenômeno de incrível força cósmica. Sua mensagem de não violência é a mais revolucionária estratégia social, política e religiosa dos nossos tempos. 

A obra, fartamente ilustrada, contém uma série de fatos interessantes, descrevendo a trajetória de Gandhi: seus estudos, sua vida pessoal, suas ações como líder do movimento de independência da Índia, sua vida espiritual e sua influência para a humanidade.


Leviatã nº 1 
Thomas Hobbes – Coleção A obra-prima de cada autor – Série Ouro 

Leviatã (1651) é a mais importante criação de Thomas Hobbes e considerada por muitos sua obra-prima. 

A filosofia de Hobbes, especialmente sua teoria a respeito da origem contratual do Estado, exerceu profunda influência no pensamento de Rousseau, Kant e dos enciclopedistas. Além disso, contribuiu para preparar, no plano ideológico, o advento da Revolução Francesa. 

Partidário do absolutismo político, defende-o sem recorrer à noção do “direito divino”. Segundo o filósofo, a primeira lei natural do homem é a da autopreservação, que o induz a impor-se sobre os demais – “guerra de todos contra todos”. Leviatã é, sem dúvida, leitura obrigatória para os interessados em filosofia.

Fábulas nº 200 
Jean de La Fontaine – Coleção A obra-prima de cada autor 

Considerado o pai da fábula moderna, La Fontaine tornou-se conhecido internacionalmente com suas criações inspiradas na tradição clássica e oriental. Fábulas é sua obra mais famosa. Escrita em versos, com uma linguagem simples e atraente que conquista imediatamente seus leitores, inclui histórias mundialmente conhecidas, como A cigarra e a formiga, O corvo e a raposa e A lebre e a tartaruga

La Fontaine trata de temas universais, como a vaidade, a estupidez e o vício humanos, retratados por meio dos animais. Segundo ele, sua obra “é uma pintura em que podemos encontrar nosso próprio retrato”. Esta edição é uma antologia de suas mais importantes composições, traduzidas por célebres escritores brasileiros e portugueses, com ilustrações de Grandville.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Lançamentos da Martin Claret

Nossa parceira, Martin Claret, está com vários lançamentos saídos do forno! ;) São eles:




Kama Sutra nº 167 
Vatsyayana – Coleção A obra-prima de cada autor Escrito para a nobreza da Índia por Vatsyayana, estudante celibatário que viveu em Pataliputra, o Kama Sutra faz parte da literatura religiosa hindu. Apesar do caráter erótico e com foco no prazer, seus ensinamentos pregam, em primeiro lugar, a elevação espiritual do homem. 

Kama significa amor, prazer e satisfação. O termo é um dos pilares da religião hindu, em conjunto com o Dharma e o Artha (o mérito religioso e a aquisição de riquezas, respectivamente). 

A obra foi composta nos séculos I e II da nossa era e proclama a arte indiana do amor. O mundo ocidental conheceu o Kama Sutra por meio da clássica tradução de Sir Richard Francis Burton e Foster Arbuthnot.
Atemporal, Kama Sutra é o maior clássico indiano sobre a arte do amor.



A Viuvinha / Encarnação nº 62 
José de Alencar – Coleção A obra-prima de cada autor 

José de Alencar é um dos maiores representantes da ficção romântica nacional e um dos fundadores de uma literatura brasileira autônoma de Portugal. 

Em seus romances urbanos A Viuvinha (1860) e Encarnação (1893), Alencar presenteia o leitor com histórias de amor, paixões, ciúmes, heróis e heroínas, apresentando os costumes, comportamentos e interesses da sociedade carioca na época do Segundo Império. 

Caracterizados pelos preceitos medievais de revelação e conversão cristãs, e de amor e honra heroicos, os romances deste volume possuem importantes valores do Romantismo universal: o culto ao eu, o idealismo, o pessimismo e a melancolia.



Brás, Bexiga e Barra Funda nº 74 
Antônio de Alcântara Machado – Coleção A obra-prima de cada autor

O paulistano Antonio de Alcântara Machado se destacou no movimento modernista quando publicou sua série de contos reunidos no livro Brás, Bexiga e Barra Funda (1927). Seus contos são muito elogiados pela crítica e retratam com humor e exatidão a vida na São Paulo da década de 1920. Brás, Bexiga e Barra Funda é composta por 11 contos que nasceram da experiência do autor como jornalista e são recheados do linguajar típico das notícias. Os três bairros paulistanos que dão nome ao livro retratam a influência e a integração dos imigrantes italianos na cidade de São Paulo. Esta edição reúne também os 12 contos de Laranja da China (1928). Fruto de uma paródia do Hino Nacional muito popular na época de Alcântara Machado, “Laranja da China” é uma expressão que dá o tom humorístico e nacionalista aos contos, todos eles pincelados de humor e linguagem coloquial.


Elogio da loucura nº 37 
Erasmo de Rotterdam – Coleção A obra-prima de cada autor 

Escrito em 1509 e publicado em 1511, Elogio da loucura é considerado um dos mais importantes livros da civilização ocidental e um grande influenciador da Reforma Protestante. Neste ensaio singular, repleto de alusões clássicas, escritas no estilo típico dos humanistas do Renascimento – em que a loucura é a narradora que ao longo do texto vai mostrando o quanto está presente no mundo dos homens e que, no fundo, é quem torna a vida mais branda e suportável –, Erasmo critica o ensino da Escolástica, os falsos sábios distanciados da vida simples, a suntuosidade do alto clero em contraste com os ensinamentos de Cristo, a hipocrisia das instituições humanas e as guerras. Uma das grandes obras do Renascimento, Elogio da loucura influenciou o processo das profundas transformações que marcaram o fim da Idade Média e início da Idade Moderna.



domingo, 13 de maio de 2012

Manuscritos de Olavo Bilac

Quem acompanha o Nosso Clube do Livro desde o começo sabe o quanto eu gosto do blog Questões Manuscritas, escrito por Pedro Corrêa do Lago, que integra o site da Revista Piauí. Desta vez, quero destacar aqui os dados apresentado por Corrêa do Lago no post A carta apaixonada de Olavo Bilac, de 08 de maio deste ano.

A postagem traz a transcrição e a reprodução de uma carta que Olavo Bilac - notável poeta parnasiano - escreveu para Luiz de Oliveira, irmão de sua noiva Amélia de Oliveira, que disponibilizamos abaixo:


“Meu querido Luiz 
Cheguei ontem do Rio, onde fui passar oito dias. Cá estou de novo n’esta medonha Paulicéa. Que inferno!
Participo-te que sexta-feira passada, 11 de Novembro de 87, ás 2 horas e 35 minutos da tarde, ficou sendo minha noiva tua irmã Amélia. Minha noiva, leste bem? Minha noiva! É a primeira vez que escrevo estas duas palavras. Minha noiva! Como estou feliz! Como é bom viver! Como é bom amar e ser amado! 
Manda-me dizer se ficas satisfeito com a notícia, e se ainda és meu amigo, Luiz. Escreve-me, assim que receberes esta carta, para o Diário Mercantil, S. Paulo. Fico ansioso pela tua resposta. Tenho lido a Vida Literária. Estás um poeta de mão cheia. Abraço-te. Escreve-me, escreve-me, escreve-me. Não te mando dizer se tenho feito versos porque não estou agora para tratar d’essas coisas. Qual poesia, nem qual nada! Não há nada como o amor! Não há nada como amar e ser amado como amo e sou amado! Estou com vontade de sair para a rua e de abraçar toda gente, amigos e inimigos, monarquistas e republicanos, Deus e o Diabo! Tal é a minha alegria. 
Escreve-me. Abraça-te, o teu amigo leal
Olavo Bilac”
Adoro ver os manuscritos dos grandes autores, e vocês?!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

[Vídeo] Sarau de Paraisópolis

alguns dias atrás divulgamos as informações sobre o Sarau de Paraisópolis, que acontece mensalmente no Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis. Veja abaixo um vídeo que mostra um resumo do que aconteceu no último evento, realizado no dia 28 de abril.


domingo, 4 de março de 2012

[Evento] Feira de Moda & Literatura

Navegando pelo facebook, vi este cartaz sobre a Feira de Moda e Literatura, que acontecerá em Brasília/DF.  Programem-se e participem!


sábado, 18 de fevereiro de 2012

Inscrições abertas na Escola Livre de Literatura

A partir da próxima quarta-feira (22), a Escola Livre de Literatura de Santo André terá inscrições abertas para três oficinas que se iniciam em março. Saiba mais:

Escola Livre de Literatura.
Oficina: Iniciação Literária
Início: 06 de março de 2012
Término previsto: 24 de abril de 2012
Encontros: todas às terças-feiras, das 19h às 21h.
Facilitados por: Flávio Mello, escritor.

Oficina: Círculo de Estudos Literários
Início: 07 de março de 2012.
Término previsto: novembro de 2012.
Encontros: todas às quartas-feiras, das 19h às 21h.
Facilitados por: Rosana Banharoli e Vanessa Molnar, escritoras.


Oficina: Leitores do Mundo
Início: 08 de março de 2012.
Término previsto: 26 de abril de 2012.
Encontros: todas às quintas-feiras, das 19h às 21h.
Facilitados por: Edson Bueno, escritor.

Os interessados devem se dirigir até a Casa da Palavra, localizada na Praça do Carmo, 171, Centro Santo André. O período de atendimento é de terça a sexta-feira, das 14h às 20h. Cada turma terá no máximo 20 alunos e as inscrições vão até o dia de início de cada curso. Para obter mais informações, ligue para: (11) 4992-7218.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Ferreira Gular ganha prêmio

Em Alguma Parte Alguma, livro mais recente do poeta brasileiro Ferreira Gullar, fez seu autor ganhar o 1º Prêmio Moacyr Scliar de Literatura, de 15 mil reais.A editora José Olympio, dententora dos direitos de distribuição da obra, também foi reconhecida, recebendo 30 mil reais. Priorizando a poesia em sua primeira edição, o prêmio é realização da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul por meio do Instituto Estadual do Livro e da Associação Lígia Averbuck.

Ferreira Gullar

Em Alguma Parte Alguma, marca o retorno de Gullar à publicação de poesias após 10 anos sem fazê-lo. Segundo reportagem publicada no site do jornal O Estado de São Paulo, o autor declarou o apreço sobre o reconhecimento, dizendo:
"Fiquei bastante feliz não só porque é a primeira vez que ele é dado, mas também pela razão de ter o nome de Moacyr Scliar, que era um amigo muito querido, um companheiro fraterno e um grande escritor. Eu gostaria de homenageá-lo com esse prêmio".
Ele ainda completou falando sobre seu processo criativo:
"Escrevo poesia muito raramente porque, no meu caso, a poesia é uma coisa que não controlo. Só quando o mundo espanta, quando alguma coisa surpreende, maravilha ou atordoa é que você escreve. Quem me dera que eu pudesse escrever todo dia um poema".
O último poema escrito por Ferreira Gullar, nasceu em novembro de 2009.

A comissão julgadora foi formada por Heloisa Buarque de Hollanda, Ricardo Vieira Lima, Antônio Carlos Secchin, Armindo Trevisan e Carlos Felipe Moisés. O prêmio será entregue no dia 29 de março. As obras Em Trânsito, de Alberto Martins; A Vida Submarina, de Ana Martins Marques; Lar, de Armando Freitas Filho, e Aleijão, de Eduardo Sterzi, receberam menção honrosa.

Capa da obra premiada.
Leia, abaixo a sinopse do livro Em Alguma Parte Alguma, publicada no site da editora José Olympio:
Após dez anos da publicação de seu último livro de poemas, Muitas vozes, Ferreira Gullar entrega ao público, agora, este Em alguma parte alguma, em que dá prosseguimento à reflexão poética sobre a existência. Este difere dos livros anteriores, no desenvolvimento de novos temas e, sobretudo, pelas questões que suscita na realização do poema.
É ele mesmo, o autor, quem costuma assinalar, como característica de sua produção poética o fato de que, sem que o busque deliberadamente, cada um de seus livros de poemas difere do outro, bem mais do que costuma ocorrer num mesmo autor. Faz questão de assinalar que não planeja seus livros de poemas, sendo eles, portanto, resultado da própria indagação poética e da reflexão sobre a vida e sobre seu trabalho de poeta. 
Ferreira Gullar afirma que o seu poema nasce do “espanto”, quando inesperadamente depara-se com um aspecto inesperado do real e, a partir daí, vão se sucedendo os poemas, até que a motivação se esgote. Isso explica a recorrência de determinados temas, que, tempos depois, voltam a ganhar atualidade. 
Nestes últimos anos, a obra de Ferreira Gullar, já consagrada pela crítica e pelos leitores, foi distinguida com prêmios de alta significação na vida cultural, como o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, e, este ano, com o Prêmio Camões, a mais alta distinção que se concede a escritores de língua portuguesa. Gullar foi também indicado para o Prêmio Nobel de Literatura, em 2002 e 2004.
Livro: Em Alguma Parte Alguma
Autor: Ferreira Gullar
Gênero: Poesia
Editora: José Olympio 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Bate-papo: Erico Verissimo e Incidente em Antares


O vídeo abaixo é a íntegra do bate-papo que o Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro realizou no dia 26 de janeiro de 2012: “Erico Verissimo e Incidente em Antares”, com participação dos jornalistas e escritores Luis Fernando Verissimo – filho de Erico – e Sérgio Rodrigues. 

Escrito e publicado em 1971, Incidente em Antares foi criado a partir da ideia que Erico Veríssimo (1905-1975) teve ao ver a foto de uma greve de coveiros nos Estados Unidos. Nesse romance, a matriarca Quitéria Campolargo acorda em seu caixão numa sexta-feira 13, em dezembro de 1963, esperando estar frente a frente com o Criador. Mas percebe que está do lado de fora do cemitério da cidade de Antares, junto com outros seis cadáveres, também mortos-vivos. Uma greve geral na cidade, à qual até os coveiros aderiram, impediu o enterro dos falecidos. Os defuntos, já em estado de putrefação, resolvem reivindicar o direito de serem sepultados – caso contrário, assombrariam a cidade. Seguem pelas ruas e casas de Antares, descobrindo vilanias e denunciando mazelas. 

Clique aqui para conhecer o Acervo Literário de Erico Verissimo, sob a guarda do IMS deste 2009. 
Clique aqui para ver, na íntegra, a edição dos Cadernos de Literatura Brasileira dedicada a Erico Verissimo.




Bate-papo: Erico Verissimo e Incidente em Antares from IMS - Instituto Moreira Salles on Vimeo.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Lançamentos da semana na Companhia das Letras

A Companhia das Letras divulgou quais são os lançamentos desta semana: um romance e um livro de literatura infantil. Leia abaixo as sinopses de cada um deles.

Capa das obras.


Livro, de José Luís Peixoto 
O cenário deste romance é a extraordinária saga da emigração portuguesa para a França, contada através de personagens inesquecíveis, de encontros e despedidas e da escrita luminosa de José Luís Peixoto. Entre uma vila de Portugal e Paris, entre a cultura popular e as mais altas referências da literatura universal, revelam-se os sinais de um passado que levou milhares de portugueses à procura de melhores condições. Avassalador e marcante, Livro expõe a poderosa magnitude do sonho e a crueza — irônica, terna ou grotesca — da realidade. 

Monstro que é monstro, de Renata Bueno e Fernando de Almeida 
Você acha que os monstros são aqueles seres fedidos e horripilantes que adoram fazer coisas malvadas? Que nada! Monstro que é monstro teima em comer sem lavar as mãos, bota o dedo no nariz e sempre quer brincar na hora de dormir. Já viu algum desses monstrengos por aí? Eles estão à solta…
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