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sábado, 18 de outubro de 2014

Londres homenageia Sherlock Holmes


"O homem nunca viveu e nunca morrerá". Com este título contundente, Londres homenageia o personagem mais famoso de Sir Arthur Conan Doyle - e um dos mais conhecidos da literatura inglesa. 

Sherlock Holmes recebeu uma exposição no Museu de Londres (Museum of London), que festeja o personagem que já foi tema de filmes, séries de tv, jogos eletrônicos e livros (como o Xangô de Baker Street, escrito pelo brasileiro Jô Soares e publicado pela Companhia das Letras).

Que a fama de Holmes é grande, isto é elementar. Segundo Alex Werner, do Museu de Londres, “Seu perfil e ‘armas’ – cachimbo, lupa e chapéu de caça – são imediatamente reconhecidos em todo o mundo. No reino dos detetives de ficção, Sherlock Holmes é o rei”. Pessoas do mundo todo enviam cartas para o seu famoso endereço em 221B, Baker Street.

Vídeo sobre a exposição, feito pelo Museum of London.

Durante a visita à exposição, as pessoas poderão ver desde o caderno em que Doyle rascunhou suas primeiras histórias até o casaco usado por Benedict Cumberbatch usou na adaptação para a série Sherlock, produzida pela BBC One.

Imagem do caderno de Arthur Conan Doyle.
A exposição ficará em cartaz entre o dias 17 de outubro de 2014 e 12 de abril de 2015. O ingresso de um adulto custa £12. Para obter mais informações, visite o site do museu (em inglês) clicando aqui

segunda-feira, 28 de julho de 2014

[Resenha] Um nome escrito em sangue, de Matt Rees

Davi com a cabeça de Golias.
(Michelangelo Merise da Caravaggio)
Óleo sobre tela. Galeria Borghese, Roma, Itália.
A cabeça do Golias é um autorretrato de Caravaggio.
Michelangelo Merisi da Caravaggio é o principal nome da pintura Barroca italiana. Segundo os registros históricos; o pintor, além de talentosíssimo, detinha uma personalidade forte, envolvendo-se em amores e brigas que lhe custaram a vida. Como e onde morreu? Bem, este é um mistério que Um nome escrito em sangue: a história de Caravaggio, de Matt Rees, tenta responder.

O romance-histórico está dividido em três partes e guia o leitor ela vida do pintor conforme ele elabora a sua obra. Cada criação marca um conflito e as relações amorosas do artista. Para escrever o seu livro, Rees fez pesquisas pelos lugares em que Caravaggio viveu, além de aprender esgrima e pintura. Isso fez que com ele captasse parte da percepção que Caravaggio tinha da vida.

Muito bem escrita, a narrativa desperta sensações em seus leitores. Sentimos a maldade dos becos de Roma, a escuridão do bairro Espanhol da Sicília, a tensão dos diálogos travados entre o pintor e o Inquisidor da igreja católica. É impossível não sentir o nosso próprio sangue ferver quando Caravaggio é provocado ou não se consternar com o amor que ele encontra no Jardim do Mal. Definitivamente, Matt Rees nos transporta para o século XVII de maneira clara e prazerosa.

A linguagem empregada é simples e direta. Como forma de trazer o leitor para o mundo das personagens, muitas vezes encontramos inscrições em itálico com cada pensamento delas. Isto nos leva a indagar sobre a forma como nós reagiríamos a determinado fato ocorrido. Iríamos tão longe por nossa arte (ou por algo que realmente acreditamos) ou por nossa honra?! O Caravaggio foi. E quanto mais nos debruçamos sobre as páginas de Um nome escrito em sangue, mais desejamos saber até aonde suas atitudes o levarão.

Caravaggio foi o grande difusor do chiaroscuro, nos mostrando que é possível chegar à luz através da sombra. O romance-histórico de Rees nos reitera isso. Sem dúvida é uma excelente leitura tanto para os amantes das artes, quanto aos que se deleitam com uma grande história.

Livro: Um nome escrito em sangue: a história de Caravaggio
Título original: A name in blood
Autor: Matt Rees
Tradução: Valter Lellis Siqueira
Editora: Novo Século
Sinopse:  Gênio da arte, mestre do barroco, ou um boêmio, violento e blasfemo? Michelangelo de Merisi da Caravaggio foi, ao longo dos séculos, pintado com as mais diversas cores, julgado e idolatrado por sua rebeldia e por seu incrível talento. O grande artista foi capaz de chocar a sociedade italiana ao pintar figuras elevadas (papas, santos ou mesmo a Virgem) tendo como modelos personagens do cotidiano (camponeses, mendigos ou prostitutas) e, ao mesmo tempo, de deslumbrar os homens mais poderosos de seu tempo com obras de incontestável beleza. Em 'Caravaggio - Um nome escrito em sangue', o autor Matt Rees apresenta sua versão dessa história, em um jogo de luz e sombras que certamente encantará os fãs de arte e de um bom romance.

Ouça as duas músicas que Matt Rees fez para a obra/sobre o Caravaggio:





Sobre a Autora:

Fernanda Rodrigues é bacharela em Letras (Português e Inglês) e licenciada no curso de Formação de Professores da USJT. Além de ser professora de Língua Inglesa, é louca por assuntos que envolvam a Literatura, as demais artes e o processo de ensino e aprendizagem. Escreve no Algumas Observações e no Teoria, Prática e Aprendizado.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Arte do metrô de São Paulo é transformada em livro digital

Quem anda pelo metrô de São Paulo já viu as diversas obras de arte que estão espalhadas nas estações. Agora, todas elas foram reunidas em um livro digital. Segundo o site do governo estadual:
O acervo conta com painéis, murais, pinturas sobre tela, instalações e esculturas, criados por artistas renomados, como Aldemir Martins, Tomie Othake, Antonio Peticov, Denise Milan, entre outros.
 Leia o livro digital, clicando aqui.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

[Vídeo] Sarau de Paraisópolis

alguns dias atrás divulgamos as informações sobre o Sarau de Paraisópolis, que acontece mensalmente no Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis. Veja abaixo um vídeo que mostra um resumo do que aconteceu no último evento, realizado no dia 28 de abril.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Amizade modernista: Anita Malfati e Mário de Andrade

O programa Entrelinhas, da TV Cultura, produziu um vídeo que nos apresenta a amizade entre dois grandes nomes do modernismo brasileiro: a pintora Anita Malfatti e o poeta Mário de Andrade.


No vídeo é citado o livro Cartas a Anita Malfatti, veja abaixo os dados da obra: 

Livro: Cartas a Anita Malfatti
Autor: Mário de Andrade
Organização: Marta Rossetti Batista
Editora: Forense Universitária

Sinopse: As cartas inéditas de Mário de Andrade a Anita Malfatti, ora reunidas graças a um admirável esforço de pesquisa e organização editorial desenvolvido pela professora Marta Rossetti Batista, constituem mais uma faceta deste amplo mosaico da história da cultura brasileira e de nosso modernismo literário, plástico e musical que vem se delineando através da publicação da correspondência do extraordinário escritor paulista.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Lançamentos da Editora da Universidade Estadual de Maringá

A Editora da Universidade Estadual de Maringá (Eduem) lançou quatro livros:

  • Abordagens Socioculturais em Educação Física, organizado pela professora Larissa Michelle Lara, do Departamento de Educação Física; 
  • Subjetividade e Cinema: vida, arte, vida, da professora Elizete Conceição Silva, do Departamento de Ciências Sociais;
  • Mulher e Deusa: a construção do feminino em fireworks de Angela Carter, de Cleide Antonia Rapucci, da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP/Assis);
  • Religiosidade e Cultura Brasileira, Séculos XVI-XVII, de José Maria de Paiva, da Universidade Metodistas de Piracicaba.

Além disso, publicou a segunda edição do trabalho Educação e Diversidade Cultural, organizado pelas docentes Elma Júlia Gonçalves de Carvalho e Rosangela Célia Faustino, do Departamento de Teoria e Prática da Educação. 

Cada obra teve tiragem de 500 exemplares, que estão à venda na Livraria da Eduem, bloco F-5, com preços que variam de R$ 29 a R$ 39. Informações pelo telefone (44) 3011-4394 ou pelo site.

sábado, 14 de janeiro de 2012

História em quadrinhos é literatura?

Já pensou em ler quadrinhos?! Acha que isso é coisa de criança? 

Valentina, de Guido Crepax

Bem, já falamos aqui sobre o que é a Literatura. Agora, aproveitamos a reportagem do programa Entrelinhas - da TV Cultura -, para mostrar esclarecer: História em quadrinhos é literatura? 





Gostou do vídeo? Curte quadrinhos?
Comente dizendo a sua opinião. ;)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mas afinal, o que é literatura?

Segundo o dicionário Houaiss, a palavra Literatura (do latim: lat. litteratúra,ae 'id.', com o sentido de “letra do alfabeto, caráter da escrita”) apareceu pela primeira vez na Língua Portuguesa no ano de 1728 e designa, entre outras coisas, 
1. uso estético da linguagem escrita; arte literária; 2. conjunto de obras literárias de reconhecido valor estético, pertencentes a um país, época, gênero etc. 
A Wikipédia, por sua vez, define a Literatura como “a arte de criar e recriar textos, de compor ou estudar escritos artísticos; o exercício da eloquência e da poesia; o conjunto de produções literárias de um país ou de uma época; a carreira das letras”.


As duas acepções vêem a Literatura como Arte, e é assim que gosto de defini-la. É claro que cada pessoa tem a sua própria definição que lhe agrade mais, que lhe deixe mais confortável – que pode ou não ser parecida com as que citei acima. Para mim, Literatura é arte palpável a todos os gostos, todos os públicos (mais democrática que ela, só a música, talvez). 

E por que a Literatura é tão palpável assim?! Tudo deve ao fato de as letras – aqui, no sentido de língua, de palavras – não dependerem de dinheiro, de classe social... A língua é um domínio de todos, todos podem contar histórias se quiserem. 

Pesquisando na Internet, encontrei outra definição que vem de encontro ao que defendo: 
É o conjunto das produções do intelecto humano, falada ou escrita, que despertam o sentimento do belo pela perfeição da forma e pela excelência das idéias. (não é a obra literária em toda a sua extensão, mas só a que é capaz de provocar uma emoção)
Literatura é, portanto, uma forma artística de expressar as ideias por meio de palavras (prosa ou verso falado ou escrito). Além disso, a Literatura é mágica uma vez que permite que as pessoas que estão em contato com ela (autores e leitores) ampliem seus horizontes: a interação com todas as histórias faz com que não precisemos viver aquela experiência para conhecê-la. Falando de forma simplória, não precisamos ir a Paris para conhecer a Cidade Luz se lermos um bom livro que seja ambientado lá, por exemplo. 

E como diferenciar o texto literário do não literário (seja ele oral ou escrito)? 

Tudo vai depender do uso das palavras, da forma como o autor comunica suas ideias, seus sentimentos. O famoso poema de Gonçalves Dias exemplifica bem o que quero dizer. Ele, que sentia saudades do Brasil durante o tempo em que viveu em Portugal, poderia ter expressado este sentimento por meio de frases como: sinto falta de minha pátria ou tenho saudades do meu país. Estas sentenças, embora claras e objetivas, não fazem o uso artístico das palavras, tampouco buscam provocar um sentimento de comoção em quem as ouvem, efeito contrário de sua poesia, a célebre “Canção do Exílio”: 

Minha terra tem palmeiras, 
Foto: Palmeiras, por José Luís Mendes
Onde canta o Sabiá; 
As aves que aqui gorjeiam, 
Não gorjeiam como lá. 

Nosso céu tem mais estrelas, 
Nossas várzeas têm mais flores, 
Nossas flores têm mais vida,
Nossa vida mais amores. 

 Em cismar, sozinho, à noite, 
Mais prazer encontro eu lá; 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá. 

Minha terra tem primores, 
Que tais não encontro eu cá; 
Em cismar - sozinho, à noite - 
Mais prazer encontro eu lá; 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá. 

Não permita Deus que eu morra 
Sem que eu volte para lá; 
Sem que desfrute os primores 
Que não encontro por cá; 
Sem qu'inda aviste as palmeiras, 
Onde canta o Sabiá. 

Embora as pessoas mais comuns se sintam amedrontadas diante da palavra Arte, estabelecer um contato com a Literatura – seja como autor ou leitor – não é tão difícil quanto parece, ao contrário, é um exercício extremamente prazeroso. Que tal se permitir, se aventurar?!

_________ 
Referências: 

DANZIGER, Marlies K. e JOHNSON W. Stacy. Introdução ao estudo crítico da literatura. Trad. Álvaro Cabral, com a colaboração de Catarina T. Feldmann. São Paulo: Cultrix, 1974. Páginas: 9-14, 18-21 e 25-26. 

DIAS, Gonçalves. Canção do Exílio. Disponível em: http://www.ufrgs.br/proin/versao_1/exilio/index01.html. Acessado em 28 de dezembro de 2011, às 22h59. 

MELLO, Sebastião de. Breve definição de Literatura. Disponível em: http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/1802767. Acessado em 28 de dezembro de 2011, às 22h05. 

Houaiss Eletrônico. Literatura. Instituto Houaiss. Editora Objetiva. 2009. 

Folhetim. Literatura. Disponível em: http://folhetim.tripod.com/literaturatermo.html. Acessado em 28 de dezembro de 2011, às 22h15.
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