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domingo, 21 de setembro de 2014

Livros que comprei na Bienal

Oi pessoal!
Aqui é a Fê, tudo certinho com vocês?!

Conforme o prometido nos posts do especial que escrevi sobre a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, hoje eu vim mostrar para vocês os 26 livros que comprei para mim (os dois da Ana Caroline estão embalados, por isso não saíram na foto). :)

 25 livros - esqueci um na minha bolsa! Damn! - e a participação oficial da minha coruja linda preferida
(O Hobbito, como ela é conhecida por aqui).

Resolvi apresentá-los por editora, assim fica mais fácil de vocês saberem onde encontrá-los, caso também queiram.

Melhoramentos

Os dois autografados. \o/

Livro: Flicts - Edição Comemorativa
Autor: Ziraldo
Sinopse: Tudo tem cor. O mundo é feito de cores, mas nenhuma é Flicts. Uma cor rara, frágil, triste, que procurou em vão um amigo entre outras cores, que não encontrou um lugar para ficar. Abandonada, Flicts olhou para longe, para o alto, e subiu, para finalmente encontrar-se.

Livro: O menino que veio de Vênus
Autor: Ziraldo
Sinopse: Vevê é um dos velozes meninos de Vênus, um planeta que gira muito rápido em volta do Sol. O tempo nesse planeta é indecifrável, e o que acontece hoje pode já ter acontecido, ou talvez ainda vá acontecer. Assim como os outros meninos de Vênus, Vevê tem uma missão: alvejar homens e mulheres com suas flechas e provocar neles o encontro dos olhares, o acelerar do coração e a união das mãos e das almas pelo amor. Ziraldo, nessa recriação do mito do Cupido, nos reconta também a mais linda história de amor de todos os tempos: Romeu e Julieta, mudando seu final.

Universo dos Livros

Veja como foi o encontro com A. C. Meyer aqui.
Livro: Louca por você
Autor: A. C. Meyer
Sinopse: Julie tem dois grandes sonhos: cantar profissionalmente e fazer com que Daniel a enxergue como mulher. Ele é o charmoso dono do badalado bar After Dark e se diz avesso a compromissos, sempre pronto para noitadas casuais. Em uma noite de muito movimento, o estabelecimento se vê sem um vocalista para dar continuidade à programação musical, e Julie é colocada por um dos sócios de Daniel à frente da banda para resolver o problema. Mas a voz e a presença de palco da nova cantora encantam o público... e também o atraente garanhão. Descontrolado de ciúmes, Daniel está disposto a usar toda a sua autoridade para tirar Julie dos holofotes e dar uma chance ao seu verdadeiro amor. Ele só não contava com as investidas insistentes de Alan, o sexy guitarrista da banda, que resolveu fazer de tudo para conquistar o coração da nossa mocinha. Será que o sonho de Julie finalmente vai se concretizar com Daniel ou seu verdadeiro príncipe encantado é o guitarrista sensual?

Livro: Os gatos nunca mentem sobre o amor 
Autor: Jayne Dillon
Sinopse: Lorcan Dillon tinha sete anos quando sua mãe, Jayne, o ouviu dizer “eu te amo” pela primeira vez. As palavras não foram dirigidas a ela, mas à Jessi, seu bichinho de estimação. Lorcan é autista e sofre de mutismo seletivo, uma condição que o impossibilita de falar em determinadas situações, tornando-o incapaz de expressar emoções ou desfrutar do carinho de seus familiares. Ele nunca disse que amava alguém, mas tudo isso começou a mudar com a chegada de uma gatinha filhote chamada Jessi. Os gatos nunca mentem sobre o amor é a história tocante de como o afeto e a atenção de uma companheira amorosa possibilitou que um menininho começasse a se comunicar com o mundo que o cerca. Lorcan passa horas brincando, fazendo carinho e dizendo o quanto a ama. Ele também passou a se abrir mais para os outros, fazendo amizades na escola e progredindo constantemente. Jessi deu provas de ser tão inspiradora que recebeu os títulos de Melhor Amigo e Gato Nacional do Ano de 2012 pela Cats Protection Awards. Este livro é o relato emocionante de uma grande amizade e de como o amor entre um garotinho e seu animal de estimação mudou a vida de uma família para sempre.

Novo Século Editora

Nessa foto faltou o que estava na minha bolsa: Cartas à Amélia. Livro lindo.
Sobre o autógrafo em Diário Póstumo de Charlotte, clique aqui.
Livro: Fangirl
Autor: Rainbow Rowell
Sinopse: Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme. Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real. Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto. Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências. Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?

Livro: Eleonor & Park
Autor: Rainbow Rowell
Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Livro: Como nasce a poesia
Autor: Fátima Gabriel

Livro: Diário Póstumo de Charlotte
Autor: Jairo Sarfati
Sinopse: Charlotte é uma garota humilde e fora dos padrões estéticos. Isolada, ela conta apenas com o seu diário para desabafar; até um jovem chamado Victor ser transferido e passar a frequentar a sua sala e sentar-se ao seu lado. Mas o que aconteceria se algo interrompesse a sua vida medíocre e a recolocasse no corpo de uma jovem bonita e de alta sociedade? Os laços com Victor continuariam tão estreitos? A morte pode não ser o fim para sua história.

Livro: Freud, me tira dessa!
Autor: Laura Conrado
Sinopse: Problemas familiares, insatisfação profissional e uma vida amorosa frustrada. Quem não gostaria da ajuda de Freud, pai da Psicanálise, para sair dessa e de algumas outras? O livro Freud, me tira dessa! da escritora Laura Conrado, lançado pela editora Novo Século, narra com humor e sensibilidade a trajetória da jovem Catarina, uma jovem que passa a morar sozinha em função do novo emprego. Disposta a rever suas escolhas, Cat busca ajuda na psicoterapia. Como se não bastasse o dolorido processo de conhecer a si mesma e de adentrar na relação com seus familiares, Catarina se apaixona pelo terapeuta. No auge de sua angústia, a personagem recorre ao pai da Psicanálise para sair dessa. Por meio da vivência de Catarina e suas amigas descritas no livro, são compartilhados situações comuns às mulheres: inseguranças, medo da solidão, traição, ciúmes, competição entre mulheres, depressão pós-parto, idealização do amor e a espera fantasiosa de um príncipe. Durante o processo terapêutico, Catarina faz as pazes com ela mesma, refaz seus vínculos familiares e passa a enxergar as pessoas como um novo olhar. A divertida e emocionante trajetória certamente poderão inspirar outras pessoas a rever suas escolhas.
Capa que não
saiu na foto.

Livro: Cartas a Amélia
Autor: Pedro Costi
Sinopse: Não te abisma, Amélia, a impotência humana de admirar o mundo? Ao iniciar uma viagem que busca descobrir o Ao iniciar uma viagem que busca descobrir o mundo e a si mesmo, Pierre relata através de cartas destinadas a sua amada Amélia, um profundo questionamento filosófico sobre a vida, o ser e alma humana. Poesia, amor, tristeza, solidão e todos os sentimentos que permeiam o espírito são aludidos e inquiridos com extrema sensibilidade. Cartas a Amélia promete proporcionar ao leitor um verdadeiro mergulho filosófico à essência humana, que busca sanar indagações e trazer acalanto à alma.

Editora Gutenberg (Grupo Autêntica)

A Dayse Dantas foi queridíssima ao autografar o meu Nada Dramática.
Leia aqui.
Livro: Nada Dramática
Autor: Dayse Dantas
Sinopse: Camilla Pinheiro conseguiu passar sua vida escolar praticamente ilesa, sem se envolver em dramas adolescentes. Isso é uma grande vitória para ela, que sempre foi muito aplicada nas aulas. E pretende continuar assim, agora que está no terceiro ano do ensino médio do colégio Coliseu, um dos mais puxados e concorridos de Goiânia. Sempre organizada, seus planos para o último semestre se resumem a um só objetivo: passar no vestibular com as melhores notas. Porém, graças a uma confusão amorosa envolvendo seu melhor amigo, Camilla vê seus dias calmos de estudos se transformarem, em meio a revoluções escolares, brigas familiares, intrigas na turma, dúvidas sobre o futuro e até uma inesperada paixão, que ela insiste em negar para si mesma. Para se abstrair do mundo real, agora virado de cabeça para baixo, ela posta em seu blog as aventuras da “Agente C”, sua identidade nada secreta para quem a conhece e sabe o que é viver um dos períodos mais intensos da vida.

Livro: A menina que colecionava borboletas
Autor: Bruna Vieira
Sinopse: Bruna Vieira está cada vez mais longe dos quinze, e sabe que crescer nunca é tão simples. Considerada uma das blogueiras mais influentes do mundo, mais uma vez ela dá vazão ao seu talento como escritora com este seu novo livro de crônicas e pensamentos, em que mostra o quanto amadurecer e conquistar a independência é maravilhoso, mas tem seus desafios e poréns. A garota do interior que usa batom vermelho e que realizou seus maiores sonhos continua inspirando adolescentes de todo o país. Para ela, as páginas deste livro significam o bater de asas das borboletas que colecionou dentro do peito por algum tempo e que agora, finalmente, pode deixar que voem livres por aí.

Livro: Diário de Classe - A verdade
Autor: Isadora Faber
Sinopse: Aos 13 anos, Isadora Faber, uma estudante de escola pública de Florianópolis (SC), indignada com os problemas de ensino e infraestrutura de seu colégio resolveu criar uma página no Facebook, o Diário de Classe, para denunciá-los. Chamou a atenção da imprensa nacional e internacional, mobilizou milhares de seguidores e conseguiu as mudanças que reivindicou. Sua jornada, no entanto, foi árdua: sofreu críticas, ameaças, represálias, agressões e processos. Porém, não desistiu, e hoje tem mais de 625 mil seguidores, inspirou a criação de mais de cem Diários de Classe, já participou de inúmeras palestras e eventos, ganhou prêmios e fundou a ONG Isadora Faber, com a qual continua seu trabalho por uma educação pública de qualidade no Brasil. Mais que um relato de coragem e do poder do webativismo, este livro é um retrato perturbador da situação da educação e dos serviços públicos brasileiros, que grita por cidadania e por transformações urgentes.

Intrínseca


Vocês sabem o quanto eu amo os livros da Jennifer Egan, não?! *_*
Livro: Olhe para mim
Autor: Jennifer Egan
Sinopse: Com uma trama rica e bem elaborada, Olhe para mim, publicado originalmente em 2001, tem um enredo grandioso e interliga personagens muito diferentes. Os dois principais chamam-se Charlotte: a primeira, uma modelo com trinta e tantos anos, que depois de sofrer um terrível acidente de carro tenta reconstruir seu rosto e sua vida. A outra, filha da antiga melhor amiga de colégio da modelo, é uma adolescente imprevisível que vive numa pequena região de Illinois. Um excêntrico professor obcecado pelo passado industrial da cidade onde nasceu, um detetive particular divorciado e infeliz e um estranho enigmático que troca nomes e sotaques enquanto prepara um ataque apolítico contra a sociedade americana são outros personagens de um elenco tão diverso quanto numeroso. Ao concluir que é impossível voltar a exercer a profissão de modelo, Charlotte é atraída por uma empresa de internet e expõe sua vida em uma página pessoal por meio de vídeos e relatos pouco fiéis à realidade. A outra Charlotte se envolve com homens mais velhos na tentativa de obter respostas para suas questões adolescentes.

Livro: Não se apega não
Autor: Isabela Freitas
Sinopse: Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar o namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal PER-FEI-TO! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos. Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, com as tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.

Livro: Um mundo, uma escola
Autor: Salman Khan
Sinopse: Educação gratuita, de padrão internacional, acessível para qualquer um, a qualquer momento, em qualquer lugar do planeta: essa é a missão da Khan Academy, organização criada por Salman Khan, ex-analista de fundos de hedge e engenheiro que descobriu a paixão pelo ensino ao dar aulas particulares de álgebra para sua sobrinha, com a ajuda da internet. O que teve início de forma despretensiosa se transformou em um fenômeno mundial. Instigado pelas dificuldades de seus alunos, Khan iniciou uma série de experiências culminando com a criação de videoaulas gratuitas que fizeram inesperado sucesso no YouTube. Hoje já estão no ar mais de 3.600 lições utilizadas por milhões de alunos, pais e professores. As técnicas e os softwares desenvolvidos por Khan estão presentes em um número cada vez maior de salas de aula em todo o mundo, com um sucesso animador. Em Um mundo, uma escola, Khan repensa os princípios do sistema de educação vigente e imagina como poderia ser o ensino se fosse libertado de um modelo que teve origem há mais de 200 anos. No lugar de massacrantes aulas expositivas e cronogramas rígidos, ele propõe que a sala de aula seja um espaço para autêntica interação, com a valorização do papel do professor. Demonstra que já existem, ao alcance de todos, ferramentas tecnológicas capazes de garantir uma educação de altíssimo nível para todos os estudantes, respeitando os diferentes ritmos de aprendizado e estimulando a criatividade na resolução dos problemas.

Editora Contexto

Livros educacionais, porque a profissão não me deixa. :)
Livro: Como enfrentar a indisciplina na escola 
Autor: Silvia Parrat-Dayan
Sinopse: A indisciplina - um dos maiores obstáculos pedagógicos dos tempos atuais - transformou-se em um pesadelo para o professor. A maioria dos educadores não sabe como interpretar um ato de indisciplina. Deve compreendê-lo? Reprimi-lo? Ignorá-lo? Transformá-lo? Mais que uma infração ao regulamento interno ou um ataque às boas maneiras, a indisciplina na escola é a manifestação de um conflito e ninguém está protegido de situações desse tipo. Como é possível que a classe se desorganize tanto? Por que não se respeita mais o professor? Afinal, como pôr ordem no caos? Esta obra - produzida por uma das maiores especialistas no assunto no mundo contemporâneo - desvenda as causas e indica remédios para prevenir e curar a indisciplina. Livro concebido e escrito especialmente para o público brasileiro pela professora Silvia Parrat-Dayan - hoje radicada na Suíça -, é leitura essencial para professores, educadores, orientadores, psicólogos, diretores de escola e demais profissionais envolvidos com a educação.

Livro: A comunicação na educação 
Autor: Jesús Martín-Barbero
Sinopse: Jesús Martín-Barbero é um dos principais pensadores contemporâneos na área de comunicação. Neste livro, o autor discute questões fundamentais que envolvem a educação (tais como a alfabetização, o papel do livro, o papel da escola), relacionando-as aos temas do universo da comunicação (como a televisão e as novas tecnologias), e estende sua reflexão sobre os desdobramentos que essa relação acarreta para a sociedade. Dialogando com ideias de outros intelectuais de diversas áreas, Martín-Barbero debate variados conceitos, pensando a comunicação e a educação a partir das transformações que se passam no mundo contemporâneo.

Companhia das Letras | Paralela

Box Carlos Drummond de Andrade
Autor: Carlos Drummond de Andrade
Sinopse: Em verso e prosa, a obra de Drummond fala de uma maneira muito sensível e inteligente sobre nós, brasileiros. Por isso é com orgulho que apresentamos esta caixa que reúne quatro títulos fundamentais do grande autor mineiro. Dois livros de versos e dois de prosa: - A Rosa do Povo, Claro Enigma, Contos de Aprendiz e Fala Amendoeira A poesia social e combativa de "A Rosa do Povo"; a reflexão sobre o amor e a vida nos versos de "Claro Enigma"; a delicadeza e a fluência de "Contos de Aprendiz; o humor e a inteligência das crônicas de "Fala Amendoeira". Quatro facetas de uma obra que ainda circula muito em nossas livrarias.

Livro: 1 página de cada vez
Autor: Adam J. Kurtz
Sinopse: “Pense em alguma coisa que deixa você inseguro e escreva o que é em letras enormes. Use o espaço todo! Olhe bem para o que você escreveu. Agora vire a página.” No seu primeiro livro, o artista gráfico americano Adam J. Kurtz usa provocações divertidas como esta para fazer o leitor refletir sobre sua vida ao mesmo tempo em que testa a própria criatividade. Como o título diz, cada página traz uma brincadeira diferente. Pode ser uma pergunta, uma sugestão de desenho ou um pedido para que você crie uma lista de músicas para seu amor verdadeiro ou das melhores fatias de pizza que comeu na vida. O autor também pede para o leitor colar objetos inusitados nas páginas do livro e compartilhar nas redes sociais algumas das anotações feitas nele. Uma maneira espirituosa e lúdica de buscar o autoconhecimento.

Editora Ediouro | Agir


Livro: O pequeno príncipe (versão pop-up)
Autor: Antoine de Saint-Exupery
Sinopse: Por meio de uma narrativa poética, o livro busca apresentar uma visão diferente de mundo, levando o leitor a mergulhar no próprio inconsciente, reencontrando sua criança.

Livro: Auto da Compadecida
Autor: Ariano Suassuna
Sinopse: O "Auto da Compadecida" consegue o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição popular do cordel. É uma peça teatral em forma de Auto em 3 atos, escrita em 1955 pelo autor paraibano Ariano Suassuna. Sendo um drama do Nordeste brasileiro, mescla elementos como a tradição da literatura de cordel, a comédia, traços do barroco católico brasileiro e, ainda, cultura popular e tradições religiosas. Apresenta na escrita traços de linguagem oral [demonstrando, na fala do personagem, sua classe social] e apresenta também regionalismos relativos ao Nordeste. Esta peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro".

Editora Vozes

Livro: Língua estrangeira e didática
Coleção: Como bem ensinar 
Sinopse: Quando um adulto necessita guardar, por exemplo, que a palavra cavalo em sua língua, ao ser traduzida para outra se transforma em horse, está vivenciando um processo unicamente memorarivo e, dessa maneira, sem significação. Descobrir palavras, associando-as a "coisas", é tarefa simples a toda criança, porque é uma aventura plena de significações.

Bem, acho que é isso! :D
Espero que vocês gostem!
Beijos e queijos!

domingo, 7 de setembro de 2014

Nosso Clube do Livro apresenta a Bienal de SP para vocês - Parte III

Oi pessoal!
Aqui é a Fê. 

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo acabou, e nós - leitores - já estamos aqui, com a aquela depressão saudosista de quem quer mais. Sábado passado estive lá para me despedir, mas o restante do fim de semana e a semana que sucedeu foram tão corridos, que só tive tempo para sentar aqui e escrever uma postagem bonitinha como vocês merecem agora. 

Cheguei ao Anhembi por volta do meio-dia e fui direto ao estande da Melhoramentos, porque queria muito saber como seria o processo de autógrafos para o Ziraldo. Quem me conhece sabe o quanto eu sou apaixonada pelo trabalho deste autor! Além de talentosíssimo, ele é um querido. Sempre disposto a uma boa conversa apaixonada pelos livros. Por isso, não queria perdê-lo. Fui informada que haveria a formação de filas, sem a distribuição de senha e que não haveria limite de pessoas, porque o Ziraldo é assim: quando ele começa a se sentir cansado, ele avisa a editora. Então, os responsáveis fecham a fila, e ele atende a todos que já estavam nela. 

Peguei dois livros - Flicts e O menino que veio de Vênus - e fui para a fila do caixa. Quando saí dela, adivinhem o que estava se formando?! Acertou quem disse que era a fila para os autógrafos. Pensem que ainda era 12:45 e que o autor só chegaria às 15:30. Tudo bem, sentei-me no chão e resolvei esperar - seria uma das primeiras, então tudo estava lindo. 

Pouco tempo depois, esta era a fila que estava atrás de mim. Dava voltas.
Tão gigante quanto o nosso amor pelo Ziraldo.

O tempo passou rápido. Consegui ler todo O menino que veio de Vênus e fiquei conversando com a moça que estava na minha frente na fila, até que chegou o momento esperado e lá fui eu falar com o "menino do cabelo de algodão". Ele queria conversar, e o nosso diálogo foi assim:

Um dos olhares mais doces que eu já vi na minha vida.

Ele: Oi, tudo bem?
Eu: Oi, sou a Fernanda, uma professora que é encantada pelos seus livros!
Ele sorriu e autografou O menino que veio de Vênus. Depois disse: Você já leu?! O que você achou?
Eu: Eu li agora ali na fila. É um primor, poesia pura! Fiquei sem palavras para tanta poesia!
Ele, enquanto autografava o Flicts, com uma carinha marota: É engraçado o que o Vevê apronta! Todo mundo ama todo mundo!
Eu: Quem dera o mundo fosse assim de verdade... 

Então ele fez um carinho na minha bochecha! O curioso é que da outra vez que nos vimos em 2009, eu havia dito o quanto era sua fã e ele apertou as minhas bochechas. Acho que ele realmente gosta delas! uahahah 

Eu completei a minha fala com um: Eu tenho toda a coleção da planeturma! Amo todos eles!

Quando ele estava prestes a continuar o assunto, a assessora (?) que estava organizando a fila simplesmente soltou um "Já deu que a fila está grande!". Nós dois fizemos uma cara de #chateados. Eu me despedi e fui embora feliz, enquanto ele me dava um sorrisinho ao longe. 

De lá, parti para o estande da Rocco, cheia de vontade de comprar o box do Harry Potter, mas saí de lá frustrada. No estande inteiro só havia uma caixa, que já estava aberta e com a tampa um pouco detonada. Desculpe, mas não iria gastar uma fortuna para não ter a caixa inteira. Não comprei. 

Fui para o estande do Grupo Editorial Record, na tentativa de finalmente encontrar todos os livros da coleção Senhores de Roma. É sempre um sacrifício gigante encontrar o primeiro livro nas livrarias, por isso esperei por pelo menos um ano para comprar na Bienal. Vocês acharam?! Porque eu não! 

(Sim, fiquei muito revoltada por não ter conseguido comprar as duas séries!)

A tarde já havia ido embora e eu já estava cansada - porque entrar nos estandes da Rocco e da Record foi uma verdadeira maratona - quando resolvi passar na Companhia das Letras. Lá, consegui comprar o que queria: 1 página de cada vez e um box do Carlos Drummond de Andrade. Depois rumei para a Gutenberg, pois tinha a missão de comprar e autografar um livro para uma das meninas daqui do blog, a Ana Caroline.

Lá eu conheci duas autoras lindas, fofas e queridas! Que foram extremamente simpáticas! A Bárbara Morais, que autografou o livro para a Cah, e a Dayse Dantas, que além de escritora é professora como eu (o que me levou a comprar o livro dela! uahahah).

Bárbara Morais autografando para a Cah.

Dayse Dantas autografando para a teacher aqui
(sim, ela escreveu que era para teacher no autógrafo! #gottaluv!)

Bem, assim terminou a Bienal para mim. Depois, se vocês quiserem, faço um post com todas as comprinhas foram muitas! uahahah

Beijos, queijos e até 2016!


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Adam J. Kurtz manda um recado para os leitores brasileiros

Adam J. Kurtz é autor do livro 1 página de cada vez, que será lançado primeiro aqui no Brasil, pela Paralela.


1 página de cada vez é um diário diferente. Cada uma das 365 tarefas desse diário vai encorajar você a desenhar, escrever, criar listas, refletir e compartilhar. Largue o celular e pegue um lápis, prepare-se para criar algo só seu. #1página


Para acessar o hotsite do livro, clique aqui.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

[Lançamentos] Novos títulos da Companhia das Letras e Editora Paralela


Os seis autores aqui reunidos representam o que há de mais importante na literatura dedicada ao gênero horror. Do precursor Edgar Allan Poe, que apresenta a atmosfera aristocrática das abadias do príncipe Próspero, personagem do conto “A máscara da morte rubra”, passando pela crueldade psicológica de Fortunato, de “A causa secreta”, de Machado de Assis, ou a morte surpreendente de Elias, um cientificista que sofre a vingança de um bicho no conto “A selvagem”, do irlandês Bram Stoker, autor da mais famosa história de vampiro na literatura, Drácula (1897). E ainda “A mão”, do francês Guy de Maupassant, “O rapa-carniça”, de Robert Louis Stevenson e “O cirurgião de Gaster Fell”, do também escocês Arthur Conan Doyle. Todas as histórias aproximam o leitor do obscuro e do indizível que muitas vezes só a literatura consegue traduzir. 

Entre os grandes nomes da nossa poesia, Vinicius de Moraes era também um cronista de primeira, tendo colaborado durante décadas com alguns dos mais prestigiados jornais e revistas do Brasil. Sua produção era vasta, e seus interesses abarcavam os mais diversos aspectos da cultura e da realidade do nosso país. Esta seleção de crônicas cobre assuntos que vão da infância do menino criado num Rio de Janeiro bucólico ao lirismo sobre o amor e os relacionamentos, da observação — sempre bem-humorada e aguda — do cotidiano à reflexão sobre a passagem do tempo. Uma reunião deliciosa de textos que, escritos com delicadeza e sabedoria, se mantêm ainda muito atuais. 

Reprodução, de Bernardo Carvalho 
Em Reprodução, Bernardo Carvalho parece fazer picadinho — com um humor convulsivo — de um típico personagem da nossa era: o comentarista de blogs e portais da internet. Reacionário e racista (embora não se assuma como tal), o “estudante de chinês” que é protagonista deste romance vive entre a realidade e a paranoia, dividido entre sua visão distorcida do mundo e a espera pelo dia em que a China dominará o planeta e então ele, iniciado no estudo do intricado idioma, poderá integrar as fileiras de uma nova classe dominante. Vítima de uma comédia de erros na hora em que pretendia embarcar para Pequim, ao ser detido pela Polícia Federal, desanda a falar venenosamente sobre tudo e todos. E é graças a esse monólogo a um só tempo trágico e patético que o autor pinta um retrato irresistível e cruel dos dias que correm. 

Albert Einstein não impressionou seus primeiros professores. Eles o achavam uma criança sonhadora e com um futuro inexpressivo. Mas em algum momento de sua juventude ele desenvolveu um deslumbramento pelo mundo. Adulto, Einstein lembrou de dois momentos de sua infância — a fascinação, aos cincos anos, pelo compasso e o momento que conheceu a precisão da geometria —, esses talvez tenham sido os primeiros sinais do que ele viria a ser anos depois. De um começo de vida típico de um jovem comum, Einstein se tornou um dos maiores pensadores e cientistas de todos os tempos. Nesta apaixonada biografia, escrita por um professor de física e adorador confesso do cientista, Jeremy Bernstein descreve para os leigos os experimentos de Einstein e as suas teorias revolucionárias, que vão da sua mais famosa descoberta — a teoria da relatividade —, que mudou a nossa concepção de universo e o entendimento de nosso lugar no mundo, à sua pesquisa da teoria do campo unificado que explica as forças do universo. 

Vidas dos grandes artistas, de Charlie Ayres 
Giotto acaba de terminar a Capela Arena. Gian Lorenzo Bernini admira a melhor escultura que já concebeu na vida. Francisco de Goya aguarda a chegada da família real espanhola para um novo retrato. Eugène Delacroix enfrenta a folha em branco. Claude Monet visita seus jardins. E Leonardo da Vinci tenta controlar a impaciência de sua nova modelo, uma moça chamada Lisa. Inspirado em Vida dos Artistas, de Giorgio Vasari, primeiro clássico da História da Arte, Charlie Ayres conduz o leitor nas revoluções da arte do século XIII ao XIX. O autor visitou ateliês, capelas, galerias particulares e retiros no campo até encontrar um momento marcante que ajudou a definir a personalidade de Manet, Rembrandt, Van Gogh, Dürer entre outros. Dirigido ao público infantojuvenil, o livro é uma apresentação sucinta, envolvente e rica dos grandes nomes da arte. Além disso, traz propostas de atividades baseadas nas obras de cada artista, e também links para galerias online, nos quais é possível conhecer a produção dos artistas. 

Editora Paralela 

Desumano e degradante, de Patricia Cornwell
Ronnie Jod Waddel é um criminoso perigoso sentenciado à cadeira elétrica pelo assassinato brutal de uma jovem apresentadora de televisão. Depois de executado, seu corpo passa a ser tratado como o que seria uma autópsia rotineira para a médica-legista Kay Scarpetta. Porém, mais uma vez ela é desafiada por evidências confusas, e as impressões digitais encontradas em um novo crime conduzem a uma conclusão absurda. Entre tantos fatos contraditórios, novos assassinatos e comentários histéricos da imprensa questionando sua competência, Scarpetta pode ser indiciada pelos mesmos crimes que está tentando resolver. Perdida em seus relatórios e sem poder confiar em seus amigos mais próximos, ela parece ser alvo de uma intriga que vai muito além de seu território.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

[Resenha] A arte de ouvir o coração, de Jan-Philipp Sendker

Foto por Fernanda Rodrigues - clique para ampliar.
A arte de ouvir o coração é o livro a primeira ficção em língua inglesa do alemão Jan-Philipp Sendker, autor de talento inestimável. Tocante e envolvente, o leitor se vê preso ao mistério narrado da primeira a última linha. O livro nos conta duas histórias: tudo começa quando o pai de Julia, um advogado birmanês bem-sucedido simplesmente desaparece sem justificativas aparente. Quatro anos depois do sumiço, a mãe de Julia entrega a filha uma carta de amor de seu pai encontrada e destinada a outra mulher, uma birmanesa chamada Mi Mi. Numa tentativa de entender o que aconteceu e de tentar descobrir onde o seu pai está, Julia vai à busca da única informação que tem em mãos, o endereço de Mi Mi. A partir deste ponto, acompanhamos Julia na descoberta da segunda narrativa da trama: a história de seu pai. 

Ao chegar à Birmânia, Julia estava cheia de dúvidas e planos. Advogada como o seu pai, a garota havia traçado uma estratégia de pesquisa e estava com a cabeça cheia de questionamentos que buscavam suas repostas: por que o pai sumira assim, sem mais nem menos? Será que ele não a amava? A angústia e a pressa a acompanhavam, até que ela conhece um senhor: U Ba, que está disposto a contar a parte da história de seu pai, Tin Win, que a família desconhecia, os seus primeiros 20 anos. 

Julia passa a conhecer um outro Tin Win, seu pai passa a ganhar novas formas. Em meio ao sofrimento dele, Julia é despertada para ver o mundo de uma maneira nunca vista por ela antes: com o coração. O amor entre Tin Win e Mi Mi deixa de ter cor, de ter distância, de ter interesses pessoais. Enquanto a superstição, os costumes e os mais variados sentimentos ditam o destino dos amantes, Julia é moldada por uma paz interior nunca vista. Sem dúvida, A arte de ouvir o coração é de uma sensibilidade jamais vista. 

A cultura birmanesa – com seus templos budistas, seus monges, seu clima e sua pobreza – é descrita de forma primorosa. Os detalhes faz com que os leitores se sintam lá, ouvindo U Ba narrando cada vírgula, cada pormenor. É interessante como o autor apresenta um ponto de vista que foge do senso comum (da pobreza como algo feio), retratando não apenas as belezas naturais, mas a beleza de espírito da população residente em Kalaw, Rangum e adjacência. A simplicidade é uma dádiva, não um peso. A família, como é visto ao fim, é um compromisso, não um fardo. (É na simplicidade e na honestidade que entendemos, inclusive, o porquê da capa ser cheia de insetos de variadas espécies)

É claro que, para entender toda a narrativa e, consequentemente, a razão da separação entre Tin Win e Mi Mi, temos que estar abertos às divergências culturais entre a nossa cultura – muitas vezes baseadas no ter e no imediatismo – e passar a outro ritmo: temos que sentir a cadência de nossos próprios corações. Falando assim, parece clichê; mas, definitivamente, a história está longe disso. De qualquer maneira, Sendker foi prevenido: colocou em Julia a reação e o provável ponto de vista que nós, pessoas com a vida corrida da cidade grande, teríamos. Vale ressaltar que, assim como acontece com Julia, o autor envolve o leitor de tal forma que acabamos nos rendendo a tal arte de ver o outro como pessoa com sentimentos genuínos. 

Mais que um livro de amor – quase utópico – A arte de ouvir o coração é uma história sobre os seres no mundo. Sem dúvida, vale muito à pena, não só pela descoberta que fazemos junto com a Julia, mas pela viagem que fazemos dentro de nós mesmos.

Ah! Sobre o final, quando ele parece óbvio, descobrimos, nas últimas linhas, mais uma informação surpreendente!

Capa.
Livro: A arte de ouvir o coração
Título original: The art of hearing heartbeats
Autor: Jan-Philipp Sendker
Tradução: Carolina Caires Coelho
Páginas: 256
Editora: Paralela
Sinopse: Um bem-sucedido advogado de Nova York desaparece de repente sem deixar vestígios e sem que sua família tenha qualquer ideia de onde ele possa estar. Até o dia em que Julia, sua filha, encontra uma carta de amor que ele escreveu há muitos anos para uma mulher birmanesa da qual nunca tinham ouvido falar. Com a intenção de resolver o mistério e descobrir enfim o passado de seu pai, Julia decide viajar para a aldeia onde a mulher morava. Lá, ela descobre histórias de um sofrimento inimaginável, a resistência e a paixão que irão reafirmar a crença no poder que o amor tem de mover montanhas.


Sobre a Autora:
Fernanda RodriguesFernanda Rodrigues é bacharela em Letras (Português e Inglês) e licenciada no curso de Formação de Professores da USJT. Além de ser professora de Língua Inglesa, é louca por assuntos que envolvam a Literatura, as demais artes e o processo de ensino e aprendizagem. Escreve no Algumas Observações, no Escritos Humanos, no Teoria, Prática e Aprendizado e no designdiPoesia

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Editora Paralela prepara o primeiro lançamento de 2013

A Editora Paralela divulgou, em sua página do Facebook, informações sobre o seu primeiro lançamento de 2013. A menina que fazia nevar, de Grace McCleen, ganhou um projeto gráfico belíssimo! Veja abaixo a capa e a sinopse da obra.



A menina que fazia nevar, de Grace McCleen, é uma lição para todos que passam pela vida sem reparar nos pequenos detalhes. É também uma poderosa mensagem de esperança e reconciliação que já inspirou muitos leitores em diversos países. 
Aos dez anos, a pequena Judith vê o mundo com os olhos da fé, e onde os outros veem mero lixo, ela identifica sinais divinos e uma possibilidade de criar. Assim, constrói bonecos de pano e inventa para eles histórias felizes no mundo de sucata que criou em seu quarto, chamado Terra Gloriosa. O que nem Judith poderia imaginar é que talvez seu brinquedo seja mais do que uma simples maquete. 
Pelo menos é o que parece quando ela cobre a Terra Gloriosa de espuma de barbear e a cidade aparece coberta de neve na manhã seguinte. Um pequeno milagre, é assim que ela interpreta esse e outros sinais parecidos. Tão pequeno que muitas pessoas poderiam pensar que não passa de coincidência, mas Judith sabe que milagres nem sempre são grandes, e que reconhecê-los é um dom de poucas pessoas. 
Longe de ser benéfico, no entanto, esse poder traz consigo uma grande responsabilidade, afinal nosso ato mais bem intencionado pode ter resultados desastrosos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Lançamentos da Companhia das Letras

Abaixo temos os lançamentos da Companhia das Letras e da Editora Paralela:



O silêncio contra Muamar Kadafi, de Andrei Netto 
Em 10 de março de 2011, familiares, amigos e colegas suspiraram aliviados após vários dias sem notícias do jornalista Andrei Netto no interior da Líbia, então conflagrada pela revolução. O repórter do jornal O Estado de S. Paulo acabava de ser entregue pelas autoridades do claudicante regime líbio aos cuidados do embaixador brasileiro em Trípoli, de onde retornou a sua casa em Paris. Netto, na companhia de um jornalista iraquiano do Guardian, havia sido sequestrado no início do mês por militantes kadafistas na pequena cidade de Sabratha, no oeste do país, e levado para uma prisão secreta nos arredores de Trípoli. A detenção lhe rendeu oito dias de isolamento e deflagrou uma campanha internacional por sua libertação, felizmente bem-sucedida. Neste livro eletrizante e corajoso, o jornalista relata suas experiências humanas e profissionais no país, incluindo diversas entrevistas com vítimas e combatentes. A história da guerra revolucionária que acabou com mais de quatro décadas de opressão kadafista é contada passo a passo por uma testemunha privilegiada dos acontecimentos. 

Novos poemas II, de Vinicius de Moraes
Em 1938, Vinicius de Moraes publicara seu quarto livro sob o título Novos poemas. O uso do adjetivo não era por acaso, pois ali havia mesmo uma mudança de rumos: após uma fase místico-religiosa, os versos mostravam agora ritmos variados, tinham vivacidade, observavam o cotidiano. Em 1959, Vinicius recuperaria o antigo título num volume que reunia poemas escritos entre 1949 e 1956: Novos poemas (II). Mas as mudanças diziam mais respeito à vida que à obra. Só agora – mais de cinco décadas após seu aparecimento - Novos poemas (II) volta a ser editado como volume independente. A edição abre com um caderno de imagens que reproduz versões anteriores àquelas que o poeta fixou, além de fotos relacionadas ao período englobado pela obra. Ao final, o leitor encontrará um posfácio escrito por Ivan Marques e, na seção “Arquivo”, um abrangente ensaio de Eduardo Portela sobre a poética de Vinicius de Moraes. 

O pacifista, de John Boyne 
(Trad. Luiz Antônio de Araújo)
Inglaterra, setembro de 1919. Tristan Sadler, vinte e um anos, toma o trem de Londres a Norwich para entregar algumas cartas à irmã mais velha de William Bancroft, soldado com quem combateu na Grande Guerra. As cartas, porém, não são o verdadeiro motivo da viagem de Tristan. Ele já não suporta o peso de um segredo que carrega no fundo de sua alma, e está desesperado para se livrar desse fardo, revelando tudo a Marian Bancroft. Resta saber se o antigo combatente terá coragem para tanto. O pacifista é uma história de amor e de guerra que se insere na tradição do romance Reparação, de Ian McEwan. Nada é o que parece nesta trama envolvente e vigorosa, que revela as consequências de uma vida tragicamente marcada pelo silêncio. Com uma abordagem original e relevante para o nosso tempo, o autor do best-seller internacional O menino do pijama listrado revisita neste romance o universo da guerra, tendo dessa vez como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial. Sensível e engenhoso, John Boyne esmiúça um dos capítulos mais traumáticos da história da humanidade pela perspectiva de dois jovens soldados que lutam, acima de tudo, contra a complexidade de suas emoções. 

O compositor está morto, de Lemony Snicket 
(Trad. Érico Assis) 
Quem já ouviu uma orquestra tocar, sabe que os músicos têm toda a pinta de culpados. Onde estavam os Violinos na noite do crime? Alguém viu a Harpa? Não parece que o Trompete ficou um pouco nervoso demais, reclamando de tudo? Neste desconcertante e misterioso crime, cada suspeito parece ter um motivo, mas todos têm álibis – os Violinos estavam tocando graciosas melodias, os Violoncelos estavam no acompanhamento, as Violas estavam reclamando da vida, como sempre, as Flautas estavam imitando passarinhos, os Clarinetes fizeram muitos elogios ao Inspetor, os Trombones se embebedaram e a Tuba ficou em casa com a sua senhora, a Harpa, tomando leite morno numa xicarazinha azul. E, no entanto, o Compositor ainda está morto. Depois de ouvir os instrumentos e a narração do próprio Lemony Snicket, ou a versão em português, com música de Nathaniel Stookey interpretada pela Filarmônica de San Francisco, os leitores descobrirão o que aconteceu no crime mais bem orquestrado da história.

A máquina de madeira, de Miguel Sanches Neto 
Uma enorme máquina taquigráfica chega ao Rio, vinda numa embarcação do Recife. Quem acompanha o desembarque é seu criador, o padre Francisco João de Azevedo. A máquina é uma das revoluções do século XIX. Com ela, sermões e discursos poderão ser transcritos com agilidade até então desconhecida, como que num registro do próprio progresso brasileiro. É um momento de ebulição nas ciências nacionais. Dezenas de inventores se agrupam no prédio da Exposição Universal, que receberá visita do imperador d. Pedro e de investidores do mundo todo. Nas ruas, a expectativa de um salto industrial e econômico para o Brasil. Neste romance histórico, o escritor Miguel Sanches Neto usa a trajetória do padre Azevedo, precursor da máquina de escrever e quase desconhecido entre nós, para narrar a formação da identidade de um país. Com humor e um olhar por vezes ferino, mostra um Rio de Janeiro que tenta caminhar do exótico para o moderno, um lugar onde os ventos europeus contracenam com resquícios do Brasil colônia. A figura do padre professor, impelido à desastrada aventura no Rio por suas habilidades manuais e ânsia pelo progresso, serve de baliza para uma trama maior, de exploradores e explorados, de articulações políticas e econômicas, que vai da intriga nos corredores do Paço à residência de uma certa amante do imperador, passando pelos melhores bordéis da cidade. Em meio a essa quase tragicomédia brasileira, surge um personagem denso e complexo. Entre a fé e a ciência, entre o amor e o dever, Azevedo representa uma nova mentalidade. No descompasso de suas ideias progressistas e as já velhas tradições nacionais, surge uma reflexão atual sobre um país sempre em movimento. No Rio de Janeiro do século XIX, recriado minuciosamente por Miguel Sanches Neto, é o Brasil de hoje que se desvela. 

Onde está tudo aquilo agora?, de Fernando Gabeira 
Como seu famoso relato, O que é isso, companheiro?, este livro também nasce de uma indagação. Se, no primeiro, Gabeira usava a militância na luta armada para reavaliar suas posições, em Onde está tudo aquilo agora? é toda essa trajetória de cinco décadas que ele passa em revista. A partir de uma revolta incipiente, “um difuso desejo de liberdade”, acompanhamos os caminhos que o fazem se voltar para o jornalismo e se empregar em redações do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, iniciando então sua atividade política. É como jornalista que ele acompanha o golpe de 1964. Com o endurecimento do regime, Gabeira radicaliza e se envolve num dos mais conhecidos episódios da ditadura, o sequestro do embaixador Charles Elbrick. Na parte final de Onde está tudo aquilo agora?, Gabeira passa a limpo esses dezesseis anos como deputado em Brasília, assim como as duas campanhas políticas, para a prefeitura e para o governo do Rio. Os erros e as dificuldades são inseridos numa meditação ampla sobre o fisiologismo e a política partidária no Brasil. Do rompimento com o PT a uma percepção interna do mensalão, ele transforma a atividade parlamentar em mais um passo para compreender a democracia, a liberdade e o poder. 

Editora Paralela 

Profundamente sua, de Sylvia Day
(Trad. Alexandre Boide) 
Desde o primeiro momento em que se viram, Eva e Gideon experimentaram uma atração incontrolável. Mais do que sexo casual, os dois logo se deram conta de que o que havia entre eles era um amor profundo e arrebatador. E de que viver esse romance seria muito complicado. Segundo volume da trilogia Crossfire, Profundamente sua dá continuidade à jornada que Eva e Gideon começaram em Toda sua, romance publicado em 34 países que já vendeu mais de 1 milhão de exemplares e 600 mil e-books só nos Estados Unidos. Neste livro ainda mais ardente, detalhes perturbadores da história de Gideon são revelados, e Eva se defronta com a reaparição de um fantasma do passado, enquanto os dois lutam para construir um futuro juntos. Recheado de surpresas e cenas picantes, este romance é imperdível! 

Post mortem, de Patricia Cornwell 
(Trad. Celso Nogueira) 
Um brilho inusitado sugere a presença de alguma substância desconhecida no corpo de uma série de mulheres assassinadas. Mulheres saudáveis transformam-se em corpos inertes, assassinadas por prazer. Escassas e obscuras, as pistas não levam a lugar nenhum. A investigação dos crimes está sendo sabotada. A dra. Kay Scarpetta, médica-legista, precisa ir muito além da identificação de um produto químico para chegar ao assassino. Precisa descobrir, por exemplo, quem está do seu lado e quem não está.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Lançamentos da Companhia das Letras

A Companhia das Letras está com quatro lançamentos nesta semana. São eles:



Cândido, ou o Otimismo, de Voltaire 
(Trad. Mário Laranjeira) 
Publicado em 1759, Cândido, ou o Otimismo fez um enorme sucesso ao criticar de forma mordaz e bem0humorada a filosofia do pensador alemão Gottfried Leibniz (1646-1716). O Otimismo de Leibniz é macaqueado brilhantremente por mestre Pangloss, personagem para quem “todos os acontecimentos estão encadeados no melhor dos mundos possíveis”. Mesmo após toda a sorte de infortúnios fantásticos, plenos de punições físicas, naufrágios, sequestros, terremotos e um auto da fé, mestre Pangloss e o ingênuo Cândido crêem viver em um mundo com o máximo de bem e o mínimo de mal – embora a experiência lhes prove justamente o contrário. Além de ridicularizar otimismo, Voltaire valeu-se da sátira para desferir golpes certeiros na vaidade da aristocracia teutônica, nas instituições religiosas – os jesuítas são fustigados por todos os lados-, e na banalidade da condição humana. 

Um coração ardente, de Lygia Fagundes Telles 
Nestes contos escritos entre as décadas de 1950 e 1980 e selecionados pela própria autora, Lygia Fagundes Telles conduz o leitor ao âmago das angústias, sonhos e descobertas de seus personagens, cada um deles movido por um coração ardente. São, na maioria dos casos, histórias que se desenrolam na fronteira entre o real e o fantástico, a memória e a imaginação. Do rapaz que se apaixona inadvertidamente por uma prostituta à adolescente que presencia sem querer o encontro erótico de seu amado com outra, do menino que se vê privado de repente de seu cachorro de estimação à mulher que acha um dedo na areia da praia e engendra enredos possíveis para ele, as criaturas deste livro estão sempre às voltas com seus fantasmas verdadeiros ou imaginários. Senhora absoluta das técnicas literárias e do ritmo tenso da narrativa breve, a autora transita com sutil maestria das descrições de cenas e ambientes para a exploração do mundo interior de seus personagens, com os quais o leitor é levado a partilhar emoções e fantasias. 

Remédios mortais, de Donna Leon 
(Trad. Carlos Alberto Bárbaro) 
No frio do alvorecer veneziano, um ato de vandalismo perturba a paz da cidade deserta. Depois de um breve interrogatório, a polícia descobre que a culpada – esperando para ser presa na cena do crime – não é ninguém menos que Paola Brunetti. para o commissario, o pesadelo começa com um telefonema inesperado de seus colegas de trabalho, em plena madrugada: “Estamos com sua mulher, senhor”. Enquanto nosso herói se vê às voltas com uma crise matrimonial, regada por conflitos éticos, ele terá de investigar um assalto audacioso, seguido de uma morte acidental um tanto suspeita. E se esses crimes estiverem todos ligados, inclusive o ato inconsequente de sua mulher? Resta saber se Brunetti conseguirá provar a inocência de Paola e salvar sua carreira antes que seja tarde demais. 

Editora Paralela 

O que o Brasil quer ser quando crescer?, de Gustavo Ioschpe 
Por sua contribuição importante e reveladora, O que o Brasil quer ser quando crescer? é absolutamente indispensável se quisermos nos preparar de maneira séria e competente para os desafios do século XXI. Dono de uma inteligência brilhante, aliada a uma fundamentação acadêmica e metodológica de primeiríssima linha, Gustavo Ioschpe nos leva a percorrer o edifício ideológico e pouco afeito a evidências que sustenta a ineficiência do sistema educacional brasileiro. Nesse percurso, utiliza-se de um raciocínio tão claro quanto preciso para demonstrar, ponto a ponto, os principais chavões sobre a educação no Brasil, que, infelizmente, ainda são tidos como verdade absoluta pela maioria da população. Um livro imperdível.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Lançamentos da Companhia das Letras

Nesta semana, a Companhia das Letras está com quatro lançamentos. Confira!



Barba ensopada de sangue, de Daniel Galera 
Um professor de educação física busca refúgio em Garopaba, um pequeno balneário de Santa Catarina, após a morte do pai. O protagonista se afasta da relação conturbada com os outros membros da família e mergulha em um isolamento geográfico e psicológico. Ao mesmo tempo, ele empreende a busca pela verdade no caso da morte do avô, o misterioso Gaudério, que teria sido assassinado décadas antes na mesma Garopaba, na época apenas uma vila de pescadores. Sempre acompanhado por Beta, cadela do falecido pai, o professor esquadrinha as lacunas do pouco que lhe é revelado, a contragosto, pelos moradores mais antigos da cidade. Portador de uma condição neurológica congênita que o obriga a interagir com as outras pessoas de modo peculiar, ele estabelece relações com alguns moradores: uma garçonete e seu filho pequeno, os alunos da natação, um budista histriônico, a secretária de uma agência turística de passeios. E aos poucos, vai reunindo as peças que talvez lhe permitam entender melhor a própria história. 

Minhas histórias de Andersen, de Andrew Matthews 
(Trad. Eduardo Brandão) 
Hoje em dia, todo mundo conhece Hans Christian Andersen, principalmente as crianças! Mas até ele se tornar um autor tão querido, o caminho foi longo. Filho de uma lavandeira e de um sapateiro, Andersen nasceu na Dinamarca, em 1805, e teve uma infância pobre. Mas, mesmo sem ter estudado, sempre foi apaixonado por literatura e teatro. Antes de começar a escrever suas histórias maravilhosas, tentou a vida como cantor, ator, dançarino; e leu muito: as obras dos irmãos Grimm, de Swift, Perrault, La Fontaine e muitos contos populares de seu próprio país, como as histórias escandinavas e as sagas islandesas. Neste livro, há onze dos seus principais contos de fadas – Polegarzinha, O soldadinho de chumbo, A pequena sereia, entre outros -, recontados pelo escritor inglês Andrew Matthews para as crianças de hoje – e também para as de ontem e as de amanhã. 

Stieg Larsson, de Jan-Erik Pettersson 
(Trad. Maria Luiza Newlands) 
“Escrever romances policiais é fácil. É muito mais difícil escrever um artigo de quinhentas palavras em que tudo tem de estar 100% correto”, foi o que Stieg Larsson declarou na única entrevista sobre os romances que escreveu e que deveriam torná-lo milionário. A Trilogia Millennium de fato viria a ser um sucesso estrondoso no mundo inteiro, mas seu autor morreu antes que pudesse ver o primeiro volume publicado. Esta é a biografia do jornalista e escritor sueco que, antes de criar os inesquecíveis personagens Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist, foi um dos maiores ativistas políticos de seu país. Larsson participou desde muito jovem da luta em defesa dos excluídos e dos humilhados pela sociedade, foi um antirracista ferrenho e passou anos sendo ameaçado pelos grupos de extrema direita que ele denunciava sem medo em seus artigos e reportagens. Este livro nos apresenta a intensa história de engajamento do escritor e como ela moldou sua vida e obra. 

Editora Paralela 

Cozinha de estar, de Rita Lobo 
Cozinhar não precisa ser complicado. Mais ainda: pode ser uma delícia não só para os outros, mas para você. Foi-se o tempo em que receber os amigos em casa significava passar o dia todo no fogão, tentando executar uma sucessão de pratos elaborados a tempo de tomar pelo menos uma ducha. mas nem por isso você vai receber seus convidados com um pacote de amendoim e dois litros de refrigerante. Em Cozinha de estar: Receitas práticas para receber, Rita Lobo revela todos os segredos da arte de receber bem, deixar os convidados à vontade e surpreendê-los com pratos que vão parecer ter dado muito mais trabalho do que realmente deram – e você ainda vai se divertir nesse meio-tempo, claro.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

[evento] Lançamento do livro "Cozinha de estar", da Rita Lobo

Rita Lobo, em seu livro Cozinha de Estar, fala sobre a arte de cozinhar e receber bem as pessoas em sua casa. As receitas propostas na obra são acompanhadas de fotos que deixam a todos com água na boca.

A autora estará na próxima terça-feira, 13 de novembro, às 19h, na Livraria Cultura - Térreo - Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073 São Paulo - SP), para lançamento do livro.


Para conhecer mais a obra, clique aqui.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Novidades Companhia das Letras

Esses são os principais lançamentos da Companhia de Letras e da editora Paralela.




A testemunha silenciosa, de Otto Lara Resende 
Este livro reúne duas histórias que a imaginação de um grande escritor, o mineiro Otto Lara Resende, foi colher nas profundezas do tempo e nas entranhas de uma província, para fazer delas indiscutíveis obras-primas da literatura brasileira. Novelas capazes de tocar leitores de qualquer canto e época, não só pela universalidade dos temas de que tratam como pela maestria com que são tecidas. Por detrás delas transparece o esforço sem descanso de um autor que como poucos perseguiu – e tantas vezes alcançou – a perfeição, retocando ou mesmo refazendo interminavelmente seus escritos.  

A máquina da lama, de Roberto Saviano (Trad. Joana Angélica d’Avila Melo) 
“Compreender o que está acontecendo hoje na Itália parece algo simples, mas, ao contrário, é bastante complexo. É preciso fazer um esforço que redunde na última possibilidade de não sofrermos a barbárie. Porque a máquina da lama cospe contra quem quer que o governo considere inimigo.” As palavras contundentes de Roberto Saviano embalam as histórias sobre a Itália que foram narradas neste volume. Seus temas são os negócios da máfia calabresa no norte do país, o direito à morte digna, o descalabro com o lixo nas ruas de Nápoles, as vítimas de um terremoto que morreram por negligência das autoridades, a compra de votos nas eleições… Citando Tolstói, Saviano convida o leitor a deixar a indiferença de lado: “‘Não se pode enxugar a água com a água e não se pode apagar o fogo com o fogo, portanto não se pode combater o mal com o mal.’ A partir do momento que cada um de nós não faz o mal, está um passo à frente e talvez sonhando com uma Itália diferente”.  

Editora Paralela: 

Como ser mulher, de Caitlin Moran (Trad. Ana Ban) 
Nunca houve época melhor para ser mulher. Nós votamos, temos a pílula, estamos no topo das paradas musicais, somos eleitas presidentes e primeiras-ministras, e não somos acusadas de bruxaria e queimadas desde 1727. Entretanto, algumas perguntinhas incômodas persistem. Os homens no fundo nos odeiam? Como devemos chamar nossos peitos? Por que as calcinhas estão ficando cada vez menores? E por que as pessoas insistem em perguntar quando vamos ter filhos? Em Como ser mulher, a jornalista inglesa Caitlin Moran responde a essas e muitas outras perguntas que mulheres modernas no mundo todo estão se fazendo. A partir de um péssimo aniversário de treze anos, ela fala sobre adolescência, trabalho, machismo, relacionamentos, amor, sexo, peso, maternidade, aborto, moda, compras e modelos de comportamento, sempre com um olhar crítico e muito humor. 

A idade dos milagres, de Karen Thompson Walker (Trad. Christian Schwartz) 
E se os dias ficassem cada vez mais longos – primeiro em questão de minutos, depois horas, até que o dia virasse noite e a noite virasse dia? Em um sábado aparentemente comum, na Califórnia, Julia e sua família acordam e descobrem, com o resto do mundo, que a velocidade de rotação da Terra está diminuindo. Os dias e as noites vão ficando mais longos, fazendo com que a gravidade seja afetada e o meio ambiente entre em colapso. Ao mesmo tempo que luta para sobreviver em uma paisagem constantemente em transformação e se adaptar à nova “normalidade”, Julia tem que lidar com os problemas típicos da adolescência e os desastres do cotidiano: a crise no casamento de seus pais, a perda de antigos amigos, as amarguras do primeiro amor e o estranho comportamento de seu avô, que acredita tratar-se de uma conspiração do governo e passa o dia catalogando suas posses obsessivamente. Com uma prosa e econômica e prazerosa e a sabedoria emocional de uma contadora de histórias nata, Karen Thompson Walker criou uma narradora singular em Julia, uma garota forte e perspicaz. Entre as tradições do romance de formação e do filme catástrofe, A idade dos milagres é uma obra visionária que discute a capacidade de adaptação do homem, traçando um retrato comovente da vida familiar em um mundo gravemente alterado.
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