quarta-feira, 7 de março de 2012

Apadrinhamos #1: Dor ou Amor (4 de 5)


Os versos que compõe Dor ou Amor fazem seus leitores quererem entender esta dualidade, ao passo que nos mostram o quanto ela está presente em nossa vida. Embora escrita por vários autores, a coletânea consegue manter esta linearidade dual até sua última página.

Cada autor expressa seus sentimentos de uma forma única. A riqueza da sonora das rimas nos faz crer que a poesia não fora esquecida pelos brasileiros e que temos ótimos representantes na produção contemporânea - independentemente da falta de popularidade do gênero entre grande parte dos leitores. 

E, se assim desejar, 
Que desistamos de ensaiar!
e caminhemos de volta.

E, se a plateia nos vaiar, 
Serei eu o primeiro a gritar:
"Pois a mim não me importa!"

terça-feira, 6 de março de 2012

Conheça a capa do 5º volume da série "Touch"

Lançada no Brasil pela Bonoboteen, selo da Novo Século, foi revelada a capa Deadly Little Lessons, quinto volume da saga Touch, da autora americana Laurie Faria Stolarz. Embora ainda não tenhamos acesso à sinopse, o lançamento do volume está previsto para este ano ainda.

[Evento] Lançamento de "O Acordo"

Alexandre Rodrigues sabe. Uma história profunda. O Acordo, lançamento da Editora Multifoco em 10/03, às 9h. Saiba mais:

Clique para ampliar.

André Vianco publicará mais um livro pela Novo Século

A editora Novo Século publicará mais um livro do escritor paulistano André Vianco, conhecido por seus livros de vampirismo. Intitulado como A Noite Maldita, a obra contará os acontecimentos antes do primeiro livro da saga, Bento.

Indicações da Semana #8

Nesta semana o Nosso Clube do Livro indica livros com histórias que se passam por tribunais:

Livro: A Firma 
Autor: John Grisham
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
Gênero: Romance
Editora: Rocco
Páginas: 480

Sinopse: Mitchell McDeere, um dos melhores alunos de Direito, em Harvard, vai trabalhar na Bendini, Lambert e Locke, uma rica firma especializada em direito tributário. Logo de início, ele suspeita de que há algo de errado na firma, ainda mais quando dois sócios morrem em um estranho acidente nas Ilhas Cayman. As previsões do jovem advogado parecem se confirmar quando ele é abordado por Tarrance, um homem que diz ser agente do FBI. Segundo o agente, a firma Bendini, apesar de ter alguns clientes importantes, não é real e serve de fachada para negócios escusos. Ele revela também que o próprio Mitchell vem sendo espionado pela segurança da firma, que instalou microfones em sua casa e grampeou seu telefone. Mitchell fica ainda mais assustado quando descobre quais são os verdadeiros negócios da Bendini, Lambert e Locke. Mas se vê num beco sem saída quando Tarrance o pressiona para que ele se torne informante do FBI. Se não concordar, será denunciado, mas se a firma descobrir o plano, Mitchell será morto. Parece não haver saída. Ou há? Isso o leitor só irá descobrir no final deste livro que combina o suspense de Ken Follett com a intriga judiciária e policial de Scott Turrow.


Livro: O cliente 
Autor: John Grisham
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
Gênero: Romance
Editora: Rocco
Páginas: 480

Sinopse: Mark Sway, um garoto de onze anos, testemunha o bizarro suicídio de um advogado de Nova Orleans. Antes de morrer, o homem conta a Mark um segredo que envolve o recente assassinato de um senador da Louisiana, cujo matador, um mafioso, está prestes a enfrentar o tribunal. Pressionado pela polícia, pelo promotor e pelo FBI, Mark deveria revelar a confissão, mas recusa-se a fazê-lo. Ao invés disso, prefere contratar uma advogada, Reggie Love, cinqüenta e dois anos, mulher durona, vivida e corajosa, que vem dedicando sua vida à defesa de menores que sofrem toda a espécie de abuso. Desta vez, no entanto, tudo indica que Reggie pegou uma tarefa grande demais. Quando o Juiz de Menores declara que Mark não tem escolha, pois sua vida corre sério perigo, Reggie acredita que terá que ceder. É quando Mark surge com um plano maluco. Reggie topa experimentar. Sabe que sua única chance é que ele dê certo. Combinando o suspense e as reviravoltas na trama que são sua especialidade, John Grisham criou uma história que hipnotiza o leitor. Com personagens bem construídos, humor e o conhecimento das leis que o tornaram famoso, O cliente prova por que hoje Grisham é um dos escritores mais populares do mundo. Sua edição americana inicial de 950 mil exemplares esgotou-se nos 10 dias posteriores ao lançamento, permanecendo durante semanas nos primeiros lugares nas listas de best-sellers americanas, sucesso que se repetiu com todos os demais livros do autor, segundo The New York Time Book Review.


Livro: O advogado
Autor: John Grisham
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
Gênero: Romance
Editora: Rocco
Páginas: 352

Sinopse: O advogado reúne doses exatas de suspense e ação, no estilo que marcou o sucesso de John Grisham em todo o mundo. A história deste thriller gira em torno de um bem-sucedido advogado, que trabalha para uma gigantesca firma em Washington, e sua abrupta e radical mudança de vida. Após ser mantido, junto com outros companheiros de trabalho, como refém por um sem-teto, Michael repensa seu futuro. O encontro violento o leva a descobrir as razões que fizeram o mendigo cometer o crime. Michael investigou e descobriu tratar-se de um doente mental, um veterano de guerra, há muitos anos entrando e saindo de abrigos para os sem-teto. Pesquisou um pouco mais e desvendou um terrível segredo, que, curiosamente, estava relacionado com a empresa onde ele trabalhava, a poderosa Drake & Sweeney. O que leva Michael a dar uma guinada radical na vida: deixa a firma e decide ser advogado dos sem-teto. Mas leva com ele um arquivo ultra-secreto. São documentos altamente comprometedores. Que fazem com que Michael passe a ser o objeto de uma feroz perseguição. A narrativa de John Grisham prende a atenção do leitor não só pela bandeira em defesa de uma ação mais efetiva em favor dos sem-teto, mas, principalmente, pela sensibilidade com que o tema é tratado. O advogado esgotou rapidamente uma tiragem de 2,8 milhões de exemplares nos Estados Unidos.

Lançamentos da Companhia das Letras

A Companhia das Letras tem 6 novos lançamentos. Confira as suas capas e sinopses:



Baú de ossos, de Pedro Nava
A caixinha de música da sinhá recém-desperta recobrindo os lamentos dos escravos açoitados no porão. As penosas viagens das tropas de burros através das sertanias da serra da Mantiqueira. O modo tradicional de preparar quentão, angu e feijão tropeiro. As saborosas crendices e anedotas familiares, transmitidas de geração em geração como os dotes, as mobílias e as heranças. A genealogia dos antepassados confundida com as montanhas de Minas Gerais, as praias do Ceará, os burgos da Lombardia, as ruas de Juiz de Fora e do Rio de janeiro. No prodigioso baú de Pedro Nava, os ínfimos detalhes de um mundo extinto pelo trabalho incessante da morte convertem-se em marcos miliários do mapa da memória. Desbravador dos territórios perdidos da infância e da ancestralidade, tão intrincados quanto as rendas de bilro de suas avós nordestinas, Nava conduz o leitor pelos labirintos da lembrança com uma prosa aliciante, cuja opulência é alusiva ao fascínio inesgotável dos afloramentos do passado. 

Balão cativo, de Pedro Nava 
Neste segundo volume de sua monumental saga memorialística, Pedro Nava aborda o período delimitado pelo retorno a Minas após a morte do pai e os estudos no Colégio Pedro II, no Rio – marcos do fim da primeira infância e do início da idade adulta. Nava apresenta um abrangente panorama da cultura e da sociedade brasileiras na segunda década do século XX, alternando entre a Juiz de Fora de fechadas famílias tradicionais, a Belo Horizonte dos palácios recém-inaugurados e as ruas apinhadas da antiga capital federal. Dos sobrados da rua Direita às esquinas da jovem capital mineira, do luxurioso pomar da avó materna ao cotidiano do internato carioca, sua escrita magistral, repleta de termos de raro sabor arcaizante, viaja aferrado ao passado agrário. Muito além da mera crônica autobiográfica, as memórias da adolescência de Nava reconstroem a poesia do passado por meio de uma comovente homenagem aos amigos, professores e familiares mais decisivos em sua formação humana e intelectual. 

Avenida Paulista, de Luiz Gê
Apesar de praticamente desconhecida do público em geral, a graphic novel Avenida paulista é um clássico dos quadrinhos nacionais. Concebida originalmente com o título Fragmentos completos, foi publicada em 1992 em uma edição especial da Revista Goodyear, de circulação restrita. Ao longo dos últimos vinte anos, tornou-se objeto cultuado e cobiçado entre colecionadores e marcou o início de um longo período de afastamento das HQs de um dos maiores quadrinistas brasileiros. Mesclando pesquisa histórica e iconográfica e o cenário de delírio e fantasia característico dos trabalhos de Luiz Ge, este livro narra cem anos de transformações ocorridas na avenida que simboliza como nenhum outro lugar o desenvolvimento acelerado e caótico de São Paulo. 

Città di Roma, de Zélia Gattai 
Neste livro da maturidade, Zélia recua no tempo e nos conta a história de sua família italiana no período anterior ao retratado em Anarquistas, graças a Deus. Com a escrita amorosa e sem afetação de sempre, ela passeia pelas lembranças que começam no navio batizado Città di Roma, no qual imigraram suas famílias materna e paterna. Velhas tias, vizinhos gentis, aulas de piano, rusgas com a polícia, rápidas confissões, os passeios de domingo: tudo se mistura na mesma tinta, pintada com o simpático tom intimista da autora. 

Cozinha da Dona Nininha, de Lená Loureiro (Ilustrações de Cecilia Afonso Esteves) 
Em uma casinha azul, Nininha cozinhava pra chuchu. Fazia receitas deliciosas, sopas maravilhosas. Mas nos doces, uma decepção, ela não acertava a mão! Depois de muito estudar, nas sobremesas passou a arrasar. Seu reinado apenas começava: pedidos e mais pedidos, a cozinha não parava. Eram recheios, pastas, fondants e pavês, enfeitados com flores, frutas, laços e glacês. Você não vai acreditar: a casa não aguentou, e o teto…voou! Quer conhecer essa história saborosa do começo ao fim? Então se prepare…pois neste livro tem muita farinha, “atchim”!

Apadrinhamos #1: Dor ou Amor (3 de 5)

Lemos um livro não apenas com os olhos, mas também com os sentidos. No caso dos livros impressos, quem nunca gostou de sentir aquele cheirinho de livro novo?!

Já, com um on-book, esta leitura sensorial acontece de uma forma diferenciada. Não há como toca-lo, é certo, mas há como senti-los. Falando especificamente de Dor ou Amor, posso inferir que a Editora Mor acertou ao propiciar ao leitor um clima bucólico e agradabilíssimo. 

A imagem ao fundo (atrás do livro), nos leva a um contato - mesmo que virtual - com a natureza. A música em segundo plano, nos acalma a ponto de nos levar a mergulhar em cada verso ali escrito. O clima nos remete a era clássica em que a poesia era declamada nas ruas, entre a natureza.

A diagramação também reforça esta ideia. Como vocês podem ver abaixo, as imagens nos leva a um reino muito distante - uma corte, talvez - em que a arte poética é valorizada.

Clique para ampliar.
Tudo isso apenas contribui para que nós, leitores, desejemos mergulhar fundo até a última página da obra.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Nova Colaboradora: Camila Comparini

Olá amigos do Nosso Clube do Livro!

Venho, em nome da equipe, desejar boas vindas a nossa amiga, Camila Comparini!

Quem é nosso leitor desde o começo, já teve a chance de ler um texto dela por aqui. Ela, nos deliciou com uma resenha do livro Entrevista com o Vampiro, será mais uma das responsáveis por nos ajudar nas atualizações aqui do blog. :)

Para conhecê-la melhor, clique aqui.

Mila, obrigada por ter aceito o nosso convite. Estamos muito felizes com a sua chegada! :)

[Resenha] Casa de Bonecas, de Henri Ibsen

Capa
Escrita em 1879, pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, Casa de Bonecas, causou grande controvérsia literária na ocasião. O motivo deve-se ao fato de Nora, protagonista da história, romper os padrões sociais da época. 

A peça de teatro conta o dia a dia do casal Helmer, Nora e Torvald, pais de três filhos, retratando o perfil da sociedade da época: a mulher como dona de casa, criada para cuidar da família e da casa (coordenando os trabalhos da babá e da empregada); o marido, chefe da família, autoritário (à medida que decide tudo sozinho), que crê ser responsável por educar a esposa. 

HELMER: (...) descanse tranquila, tenho amplas asas para protegê-la. (Andando de um lado para o outro, sem se afastar da porta) Ah, como o nosso lar é aconchegante e encantador, Nora! Aqui você está segura! Eu a guardarei como a uma pomba que foi acolhida depois de ser retirada sã e salva do abutre. Saberei aquietar o seu pobre coração palpitante. 

O drama gira em torno da atitude de Nora perante a atitude do marido: por estar doente, Torvald deve descansar em outra cidade, de clima mais propício. Nora, então, dá um jeito de conseguir dinheiro com um agiota, Krogstard, para realizar a viagem, sem que o marido saiba. Tempos depois Krogstard passa a chantageá-la e a trama se desenvolve nos desenlaces desta chantagem. 

Entre idas e vindas, Nora recebe a ajuda de sua amiga, Senhora Linde, para lidar com a chantagem de Krogstard; mas, enquanto a peça acontece, a Senhora Helmer percebe que nada é como deveria ser. Temos, então, um momento de epifania em que há o rompimento com a visão machista em que Nora está confinada. 

Com seu texto curto e direto, Ibsen consegue passar sua mensagem para a sociedade. E isto é um ponto de atenção. Andei lendo algumas resenhas no skoob, em que muitas pessoas disseram que a peça é ruim, por ser machista. De fato, para se escrita nos dias de hoje, a história de Ibsen não seria bem aceito – ainda que ele tente libertar as mulheres da visão inferiorizada. Entretanto, não podemos ignorar o contexto histórico em que o autor nasceu, viveu e escreveu tal dramaturgia. Se levarmos em consideração que um homem escreveu este texto em 1879, podemos inferir que a obra é libertadora, não machista. Quando todos acreditavam que a mulher não tinha opinião, Ibsen nos apresenta Nora tendo um momento de epifania. Isso é extremamente louvável e revolucionário. 

Livro: Casa de Bonecas 
Autor: Henrik Ibsen 
Tradução: Gabor Aranyi 
Gênero: teatro 
Editora: Veredas 
Série: Veredas em Cartaz 
Páginas: 104

Sobre a Autora:
Fernanda Rodrigues Fernanda Rodrigues é bacharela em Letras (Português e Inglês) e estudante do curso de Formação de Professores na USJT. Além de ser professora de Língua Inglesa, é louca por assuntos que envolvam a Literatura, as demais artes e o processo de ensino e aprendizagem. Escreve no Algumas Observações, no Escritos Humanos, no Teoria, Prática e Aprendizado e no Barbie Nerd

Apadrinhamos #1: Dor ou Amor (2 de 5)

O post de hoje é para falarmos sobre algo muito importante em um livro - seja ele físico ou eletrônico - a capa. 

A obra Dor ou Amor, traz em sua capa o vermelho e o preto que, em contraste, chamam a atenção para o espetáculo do gênero que recheia o livro: a poesia. 

A imagem símbolo do teatro lembra-nos que a poética faz parte do eterno espetáculo do viver. O amar e o sofrer é intrínseco nos enredos trágicos e cômicos e têm, muitas vezes, relação com com as pequenas coisas do cotidiano.

O palco, com apenas um foco de luz, gera expectativas sobre quem é o grande ator: os autores que ali escrevem ou os leitores que se debruçarão sobre seus versos?!

Por fim, a tipografia nos remete ao nome da editora organizadora da coletânea, uma vez que as letras em amarelo compõem a palavra Mor. Ademais, surge a ânsia por descobrir: quem é maior, a dor ou o amor?!
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