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domingo, 19 de outubro de 2014

[Resenha] Não se apega, não, de Isabela Freitas

Quando comecei a ler Não se apega, não, escrito pela mineira Isabela Freitas, estava com baixa expectativa. Gosto muito de ler livros sobre relacionamentos que não deram em nada e sobre teorias de como se relacionar com os outros (Vide: Como ser solteira, Ele simplesmente não está a fim de vocêQuando termina é porque acabou e Apegados), por isso estava com medo de a obra dizer tudo aquilo que já conhecia. De fato, dei sorte por manter as expectativas baixas: as leis do desapego aparecem de forma superficial, o que me levou a focar na forma sincera – e às vezes confusas! – como a autora apresenta os fatos.

Em Não se apega, não, Freitas narra os principais acontecimentos que a feriram ao longo de sua vida e como o fato de se agarrar a eles fez-lhes mal. A sinceridade, o tom de conversa e a forma como Isabela Freitas transforma o trágico em cômico nos faz insistir seguir em frente com a leitura. Em diversos momentos, o leitor se percebe rindo em voz alta, das “atrapalhadas” e dos desabafos extremamente dramáticos da escritora.

Tudo começa com o fim daquilo que todos chamariam de “o relacionamento perfeito”, mas que para a autora estava longe da perfeição. As vontades de chorar – que culminariam em lágrimas – o apoio dos melhores amigos e o profundo desejo de dar a volta por cima fazem com a narradora consiga se livrar da síndrome do “eu-preciso-estar-sempre-namorando”.

Freitas nos mostra as vantagens do desapego à medida que mostra o quanto já quebrou a cara por ser apegada ao extremo. Ela tenta mostrar ao leitor o quanto é bonito e gostoso ser um humano por inteiro, que é sábio o suficiente para aprender nos momentos mais duros. Convenhamos, é difícil demais assumir as fraquezas para os outros e para nós mesmos – e a autora nos conta como fez isso durante as suas diversas quedas.

É claro que há algumas controvérsias. A própria autora nos diz que sempre sonhou com o “príncipe perfeito” e, em alguns momentos, seu ideal de amor nos faz acreditar que ela adota uma postura um tanto ingênua, já que todos sabemos que a vida real passa longe dos filmes de Hollywood!

Outro ponto que talvez torne a obra um tanto confusa é o fato de que as tais regras do desapego aparecem nos títulos dos capítulos, mas morrem aí. A autora não se aprofunda nelas – pelo menos não diretamente – o que faz a sua obra fugir do formato autoajuda, que seu título sugere ter.

Não se apega, não é aquela leitura despretensiosa de fim de semana, que fazemos em uma tarde. Como a proposta do livro é levar os seus leitores a refletirem sobre as suas atitudes, não sei se ele atinge seu objetivo, já que muitas vezes o leitor se vê mais preso aos acontecimentos da vida de Isabela Freitas do que às regras do desapego em si. Portanto, Não se apega, não é o tipo de livro que vale ser lido se você não estiver procurando um guia para lidar com relacionamentos ou explicações mais científicas, uma vez que ele carrega em si um tom mais adolescente – um tanto dramático em algumas passagens – que nos remete ao que mais encontramos nas revistas teens.

Livro: Não se apega, não
Páginas: 256
Editora: Intrínseca
Sinopse: Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar o namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal PER-FEI-TO! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha.
Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos. Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, com as tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.

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Sobre a Autora:
Fernanda Rodrigues é bacharela em Letras (Português e Inglês) e licenciada no curso de Formação de Professores da USJT. Além de ser professora de Língua Inglesa, é louca por assuntos que envolvam a Literatura, as demais artes e o processo de ensino e aprendizagem. Escreve no Algumas Observações e no Teoria, Prática e Aprendizado.

sábado, 29 de setembro de 2012

[Resenha] Como ser solteira, de Liz Tuccillo

Mais do que um livro sobre relacionamentos, Como ser Solteira é um livro sobre a vida, sobre a humanidade – em todos os seus sentidos. Liz Tuccillo, que também é coautora de Ele Simplesmente não está tão a fim de você (autoria de Greg Behrendt), viajou ao redor do mundo para entender como os diversos povos lidam com a solteirice e transformou todas as informações em seu romance de estreia. 

Dividido em 11 capítulos – ou melhor dizendo, 11 regras – Como ser Solteira nos apresenta Julie, uma assessora de imprensa que sempre quis se escritora, e suas amigas: Georgia, recém divorciada; Alice, uma defensora pública que tenta ser prática em tudo o que faz; Serena, uma chefe de cozinha zen, que desistiu do amor – e, consequentemente, do sexo; e Ruby, uma deprimida irremediável.

Tudo começa quando Georgia e Dale se separam – ele a troca por uma professora de samba de vinte e poucos anos – e Georgia praticamente obriga a Julie a “ensiná-la” como ser solteira novamente. Julie, então, tenta reunir todas as suas amigas solitárias numa tentativa de animar Georgia. O grupo, que não se conhecia anteriormente, tem uma noite que é um fiasco e Serena vai parar no hospital. Lá elas conhecem algumas francesas que despertam em Julie a ideia de viajar o mundo para entender como as diversas culturas lidam com essa situação e transformá-la em um livro. 

A partir deste ponto, os capítulos se dividem entre as aventuras de Julie ao redor do planeta e o que acontece em Nova York com Georgia, Alice, Serena e Ruby. Engraçado e verdadeiro, Como ser Solteira nos mostra diferentes pontos de vista e todas as neuras que uma mulher solteira pode ter. Como lidar com as estatísticas que mostram que há mais mulheres do que homens? Como lutar contra o relógio biológico que diz que você está ficando velha, enquanto você deseja desesperadamente ter filhos? É mesmo preciso se apaixonar ou só encontrar alguém que cuide de você está valendo? Os familiares podem ajudar nesta busca pelo amor? Aliás, esta história de encontrar o “amor da nossa vida” é real ou é apenas mito, ilusão inventada por Hollywood?! Cada povo encontrou uma forma de lidar com estes dilemas, assim como cada personagem tenta descobrir qual é a melhor forma para enfrentar todas estas dúvidas. 

Cultural, divertido e poético, Como ser solteira é aquele tipo de livro que nos faz pensar como nós encaramos a vida e como nos relacionamos com as diversas formas de encarar este tão temido estado civil. Afinal, como a própria sinopse diz, depois de alguns anos, enche ter que ouvir a tal pergunta: “Por que você está sozinha?”. Uma obra que vale a pena ser lida - mesmo por quem já esteja em um relacionamento sério - afinal, sempre há alguém solteiro que precisa de um consolo!

Abaixo, seguem dois vídeos feitos pela autora, durante as suas pesquisas. O primeiro deles, gravado em Roma, Itália; o segundo feito no Rio de Janeiro, Brasil.

 


Livro: Como ser solteira
Título Original: How to be single
Autor: Liz Tuccillo
Tradutor: Alda Lima
Gênero: Chick Lit
Páginas: 434
Editora: Record
Sinopse: É simplesmente a pergunta mais irritante de todas e ninguém consegue fugir dela. Você vai ouvir em reuniões de família, casamentos e primeiros encontros. E você mesma vai se questionar sobre isso muitas vezes. É a pergunta que não tem uma resposta certa e que, quando param de fazer, você se sente pior ainda. Por que você está sozinha? 

Mas os tempos estão mudando e a tendência é que as pessoas continuem solteiras por períodos mais longos e se divorciem... Então, talvez a pergunta não seja mais “Por que você está solteira?” e sim “Como você está solteira?”. Há um admirável mundo novo lá fora e as regras estão sempre se alterando. ENTÃO ME CONTEM, MENINAS, COMO VOCÊS ESTÃO SOLTEIRAS?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Leitura da Vez #4 - Como ser solteira

Oi gente!
Sabe quando você está naquele estresse todo de "infinitas-leituras-das-coisas-da-faculdade-estou-cansada-disso-e-não-aguento-mais"? Então, tem sido a minha vida ultimamente. Por isso, resolvi abandonar tudo e arejar a cabeça um pouco com uma leitura que me fizesse rir. Foi assim que cheguei ao Como ser Solteira, livro de estreia de Liz Tuccillo - que é coautora do sucesso Ele simplesmente não está tão a fim de você.

Até agora - já passei da página 100 - estou me divertindo. Querendo ou não, várias das situações que são apresentadas no livro são muito, muito, mas muito reais mesmo! (Da série "ou eu já passei por isso ou tenho uma amiga que passou") Afinal, quem nunca ouviu - e se irritou - com a pergunta: "aaaaaaaaaah como você, que é tão bonita-inteligente-educada-popular-gentil-whatever, está solteira?"

A única coisa "ruim" é que sempre gargalho enquanto leio no ônibus/metrô e todo mundo fica me olhando com aquela cara de "mais-que-moça-indelicada ¬¬".

Assim que terminar a leitura, faço a resenha! Por enquanto, fiquem com os dados da obra:

Livro: Como ser solteira
Título Original: How to be single
Autor: Liz Tuccillo
Tradutor: Alda Lima
Gênero: Chick Lit
Páginas: 434
Editora: Record
Sinopse: É simplesmente a pergunta mais irritante de todas e ninguém consegue fugir dela. Você vai ouvir em reuniões de família, casamentos e primeiros encontros. E você mesma vai se questionar sobre isso muitas vezes. É a pergunta que não tem uma resposta certa e que, quando param de fazer, você se sente pior ainda. Por que você está sozinha? 

Mas os tempos estão mudando e a tendência é que as pessoas continuem solteiras por períodos mais longos e se divorciem... Então, talvez a pergunta não seja mais “Por que você está solteira?” e sim “Como você está solteira?”. Para descobrir a resposta, a americana Liz Tuccillo, ex-roteirista da série Sex and the City e coautora do best seller Ele não está tão a fim de você — que ganhou uma adaptação para o cinema estrelada por Jennifer Aniston, Scarlett Johansson e Ben Affleck —, viajou o mundo e conversou com homens e mulheres solteiros de várias nacionalidades e costumes. O resultado da pesquisa inspirou o fascinante e divertido COMO SER SOLTEIRA, que marca a estréia da autora na ficção. 

Julie Jenson tem 38 anos, é assessora de imprensa em Nova York e solteira — há quase seis anos. Em uma fria manhã de outubro em Nova York, ela recebe um telefonema histérico da amiga Georgia, cujo marido decidiu trocá-la por uma brasileira professora de samba. Tentando se recuperar do baque, Georgia convence uma relutante Julie a convidar suas amigas solteiras para uma noite só de meninas. Afinal, ela precisa se lembrar de que solteiras se divertem muito mais, né? 

Bem... não nessa noite. Muitos martinis depois, as amigas acabam em um hospital e Julie percebe que, definitivamente, elas não estão se divertindo tanto assim: Alice, defensora pública, pediu demissão para se dedicar a encontros em tempo integral; Serena está tão preocupada em se encontrar espiritualmente que não tem tempo para procurar sua alma gêmea; e Ruby, bonita e emotiva, está há meses sofrendo pela morte do gato.

Então, cansada das dificuldades e decepções da vida de solteira em Manhattan, Julie decide pedir demissão e sair pelo mundo para entender como as mulheres ao redor do globo lidam com esse complexo fenômeno da solteirice. De Paris ao Rio de Janeiro, de Sydney a Bali, passando por Roma, Pequim, Mumbai e Reykjavík, Julie se apaixona, fica de coração partido, viaja pelo mundo e aprende muito mais do que poderia esperar. 

Enquanto isso em Nova York, suas amigas lidam com seus próprios problemas: péssimos encontros às escuras, compromissos sem amor, batalhas por custódia e dilemas de ser mãe solteira. Nessa jornada, essas mulheres lutam para redefinir sua visão sobre amor, felicidade e de como se sentir completa. Um livro para fazer rir e chorar. Como a vida.
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