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domingo, 12 de outubro de 2014

Indicações da Semana #47: Dia das crianças

Hoje é dia das crianças e dia nacional da leitura. Então, vamos comemorar dando livros de presente? :D 

Fonte: Educar para crescer
Livro: O menino que chovia
Autor: Cláudio Thebas
Sinopse: Quem não conhece o menino que leva a bola do jogo para casa quando seu time está perdendo? E aquele que faz careta quando vê um prato de sopa ou torce o nariz quando a mãe põe na mesa a salada que faz tanto bem à saúde? Pois o protagonista desta história era assim, só que ia muito além da cara feia: quando contrariado, quando ouvia um não, ele chovia. E não era qualquer chuvinha, não. Era temporal, tempestade, com raios e trovões de verdade. O pai, a mãe, os avós, a empregada, ninguém sabia o que fazer, ficavam todos apavorados, e todos tentando de tudo para o menino parar de chover. Um dia veio a gota d'água: ele simplesmente inundou a casa, e o que aconteceu é que a calamidade acabou sendo providencial. Foi ali, no meio da inundação, que os adultos encontraram a solução para o aguaceiro, para ajudar o menino mimado a ver o mundo com outros olhos e deixar a chuva só para os dias em que acordava muito mal-humorado. Cláudio narra a história do menino das lágrimas sem usar em nenhum momento o verbo "chorar" ou o substantivo "choro". Ágil, divertida, sua narrativa em versos revela com sutileza todo o jogo de contradições emocionais que agita o cotidiano das personagens. O enredo se arma como uma seqüência de cenas curtas e expressivas, o que pode inspirar, em sala de aula, um bom exercício de teatralização.
Livro no skoob. | Resenha aqui.

Livro: Floresta dos Corvos
Autor: Andrew Peters
Sinopse: Ark é um aprendiz de encanador de quatorze anos que mora na copa de uma das últimas árvores que restam no mundo, no país de Arborium. O ofício o obriga a transitar por lugares que pessoas comuns não visitariam, e é enquanto está ocupado com o vaso sanitário de um político poderoso que o garoto entreouve a conversa de conspiradores que pretendem destruir a região. Flagrado pelos malfeitores, ele parte em uma corrida desesperada, do galho mais alto às mais sombrias raízes do arvoredo, até a temida Floresta dos Corvos, onde talvez esteja sua única chance de salvar seu lar, seu povo e, é claro, a própria vida. Lady Fenestra, uma perversa enviada de Maw - o império inimigo feito de vidro e metal -, planeja tomar as ricas árvores de Arborium e transformá-las em matéria-prima, usando os pacíficos dendrianos como nada mais que escravos de seu plano maligno. Agora, o futuro de Arborium e de seus moradores depende de Ark, e ele não só terá de enfrentar os traidores, mas também decifrar as lendas ancestrais de seu povo.
Resenha aqui.

Livro: O Manual da Bruxa para Cozinhar Crianças 
Autora: Keith McGowan
Sinopse: "Adoro crianças. Quero dizer, adoro comê-las." O prólogo deste livro avisa: essa é uma história de bruxa que come criancinhas. Saudosa dos velhos tempos, da floresta e principalmente do "método tradicional" de capturar crianças - por intermédio dos pais -, a bruxa Holaderry se apresenta descrevendo grandes feitos e sua nova condição. Adaptada à cidade, ela promove passeios infantis, idas ao cinema e possui uma legião de ajudantes (humanos) que facilitam seu trabalho. Com inúmeras referências ao clássico dos irmãos Grimm, este romance juvenil pode ser lido como uma homenagem, ou mesmo uma continuação, de João e Maria. Apesar de, aqui, serem motivos banais que alavancam a decisão dos pais de se livrar dos próprios filhos (uma nota vermelha na escola, uma traquinagem, um banheiro ocupado), a narrativa não deixa dúvidas: Holaderry é aquela mesma criatura que tentou papar os dois jovens na história dos irmãos Grimm, lá no tempo do Era Uma Vez. Um livro engraçado e ao mesmo tempo assustador, com gosto de clássico mas permeado por uma troça inusitada, para fazer rir e gelar a espinha, tudo ao mesmo tempo.
Resenha aqui.

domingo, 2 de dezembro de 2012

[ATL] Promoção: Floresta dos Corvos

Oi galera!

Preparados para mais uma promoção do blog? Dessa vez, em parceria com a Intrínseca, iremos sortear o livro Floresta dos Corvos, do querido Andrew Peters



As regras obrigatórias da promoção são: 

   • Seguir o blog no GFC (Google Friend Connect) 
   • Seguir o blog no Twitter  
   • Twittar a frase: “Neste Natal, irei para a Floresta dos Corvos com o @BlogNossoCdL e a @Intrinseca http://ow.ly/fKCNM”  
   • Ter endereço de entrega no Brasil. 

Simples não?! Essas e outras chances vocês irão encontrar no formulário abaixo!

Boa sorte!



A VENCEDORA DA PROMOÇÃO FOI:

CRISTIANE SILVA

PARABÉNS!



IMPORTANTE: 

- A promoção é válida para todo o Brasil de 02 de Dezembro a 02 de Janeiro; 
- O resultado da promoção será divulgado o mais breve possível; 
- A Equipe do blog entrará em contato com o vencedor no prazo de 48h, via twitter/facebook e e-mail, então é importante que o participante não deixe de colocar o e-mail ou a rede social que está participando. 
- O livro será enviado pela editora Intrínseca.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Nosso Clube do Livro entrevista: Andrew Peters

Olá pessoal!
A terceira edição do Nosso Clube do Livro Entrevista faz parte da nossa programação de aniversário e traz a nossa primeira entrevista internacional, com autor de Floresta dos Corvos, Andrew Peters. O livro, que foi lançado pela editora Intrínseca em setembro, já foi resenhado aqui e conta a história de Ark, um menino que vê o seu rei e país sendo ameaçados e tenta impedir uma destruição em massa.

Em sua entrevista, o autor britânico foi extremamente carismático e sincero ao nos falar sobre literatura infantil, poesia, do ofício de escritor e, é claro, seu primeiro livro publicado em terras tupiniquins, Floresta dos Corvos. Confira! 

Peters com a edição brasileira de Floresta dos Corvos.

1. Floresta dos Corvos foi lançado no Brasil neste ano e é um livro maravilhoso. Como você teve a ideia para esta história? 
A primeira ideia que tive foi andando nas colinas que ficam atrás da minha casa. Eu me deparei com uma cobertura antiga, em que um tronco de uma árvore havia crescido para o lado e para cima. O ângulo do tronco formou uma pequena poça de três centímetros de água da chuva. Repentinamente eu imaginei a mesma árvore centenas de vezes maior e uma piscina de água em que todos poderiam nadar nela! Deste sonho, nasceu todo o mundo de Floresta dos Corvos

 2. Em Floresta dos Corvos você escreveu sobre morte, adoção, um pai que não dá a devida atenção ao seu filho, guerras. O quão difícil é falar sobre estes assuntos para crianças? 
Eu acredito que o mais importante é falar para as crianças de forma que esses temas não se tornem menores. Elas também são testemunhas das coisas terríveis que os adultos estão fazendo com o mundo – meu livro fala sobre como ser honesto e lidar com esses assuntos, além de ser uma aventura divertida. 

3. Há pessoas que dizem que a literatura para adultos é mais importante que a infantil. Como um autor que sempre escreve para crianças, como você encara este ponto de vista? Você já sofreu algum tipo de preconceito por escrever livros para crianças? 
Sim, muitos autores para adultos esnobam os autores de literatura infantil. Vergonha deles. De onde eles pensam que os futuros leitores deles vêm? É uma habilidade artesanal escrever livros para crianças e há muitos clássicos de literatura infantil que são tão bons quanto os melhores livros de literatura adulta. 

4. Você é um poeta. Qual é a importância da poesia em sua vida? 
Para mim, a poesia é a árvore no coração da minha floresta. Eu comecei como um poeta e eu espero que os leitores de Floresta dos Corvos possam ver e sentir a poesia na tradução do livro. Recentemente eu comecei a escrever poesia novamente e eu amo escrever poemas sobre a natureza. 

5. Agora, voltando a falar sobre Floresta dos Corvos, este livro foi traduzido para muitas línguas. Como você se sente por ser bem reconhecido ao redor do mundo? 
É um prazer saber que Floresta dos Corvos é vendido em 15 países. Eu estou honrado e humilde por saber que as pessoas de todas as idades e culturas gostaram da minha história! 

6. O que podemos esperar de sua continuação, The Glass Florest (ainda sem tradução no Brasil)?
The Glass Florest revela o Império de Maw – uma terra de arranha-céus brilhantes com seu próprio ecossistema e seu povo governado pela ganância das corporações para as quais a madeira é uma unidade de moeda e vale mais do que ouro. Esta é uma metáfora sobre a ganância de nossas próprias empresas globalizadas que a cada dia crescem mais, se tornando mais poderosas do que os governos. É também um thriller que se desenvolve em ações rápidas, com muita emoção. Espero que a editora brasileira o publique no Brasil. 

7. Aqui, no Brasil, há muitas pessoas que querem ser escritoras. Por outro lado, você é um autor bem sucedido, que ganhou muitos prêmios. Que concelho você daria para todos que desejam seguir esta carreira?
Leia! Leia muitos, muitos livros! E escreva, trabalhe nos seus escritos, obtenha um feedback e aprenda com o seu ofício. Ser um escritor é como qualquer outra profissão – isso requer treino, dedicação e nunca desistir em aprender e melhorar. 

8. Por favor, deixe um recado para os seus fãs brasileiros. 
Minha mensagem é: que bacana é saber que vocês estão lendo ao minha história no Brasil! Eu ficarei imensamente feliz em visitar uma feira literária ou alguma escola se vocês me convidarem! E obrigado por acreditarem em meu mundo no mais alto das árvores!

Esperamos que vocês tenham gostado deste bate-papo com o autor Andrew Peters. Para ler a resenha de Floresta dos Corvos, clique aqui.

Confira também: 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

[Resenha] Floresta dos Corvos, de Andrew Peters

Capa
Repleto de valores éticos, Floresta dos Corvos é um livro que nos transporta para uma grande aventura e nos faz refletir sobre os diversos graus de relacionamento. A princípio somos introduzidos em um novo mundo. O cenário é o seguinte: o planeta se sofisticou de uma tal maneira, que a tecnologia acabou com quase todas as árvores. A madeira, antes abundantes, agora é artigo de luxo e sobrevive apenas em um local, a pequena ilha que a briga a floresta de Arborium. Lá, os habitantes construíram seu reino sobre a copa das árvores, uma vez que o solo é considerado poluído demais – até para um rato de esgoto.

Ainda que os outros povos, como o reino de vidro e aço de Maw, tenham desenvolvido a mais alta tecnologia, a sabedoria da natureza criou uma barreira de gás que mata qualquer um que não seja da cidade – por isso, se você se perguntou porque Arborium não fora destruída e sua madeira roubada, esta é a resposta: o gás que a protege.

A narrativa, entretanto, começa, quando um pequeno garoto de 14 anos, Arktorious Malikum, está trabalhando desentupindo os canos da casa de um dos conselheiros do rei de Arborium, Grasp, e ouve uma conspiração entre tal conselheiro e Lady Fenestra, do reino de Maw, que derrubaria o monarca arboriano durante o festival da colheita, dali a sete dias. Em desespero pelo o que poderá acontece, Ark acaba sendo descoberto e, então, começa a sua saga na fuga contra os conspiradores e na tentativa de chegar até o rei e lhe dizer a verdade.

Nestas primeiras páginas somos levados a pensar nas relações entre um governo e o seu povo. A desigualdade social não existe apenas no Brasil, mas também no reino de Arborium, uma vez que a segregação é nítida desde a infância, já que as crianças ricas continuam seus estudos e as pobres para de estudar, para trabalhar. A profissão, no caso das famílias pobres, é passada de pai para filho, como acontece na família de Ark – que é muito pobre e tem uma profissão muito desvalorizada.

Andrew Peters
Créditos da imagem: Ravenwood
Durante a busca pelo rei, Ark acaba fazendo amigos – e aqui pensamos no valor da amizade! – e inimigos. No final da história, Mucum (outro encanador que também trabalha Estação Executiva de Esgotos, com Ark), Shiv (pequena irmã de Ark) e Flô (uma garota da tribo de mineradores) formavam um time e tanto! Juntos, eles provaram do poder da união de uma amizade sólida! Por outro lado, o grande inimigo de Ark, Petrônio – filho do conselheiro Grasp – nos faz pensar na relação pai e filho. O conselheiro é um daqueles pais frios; Petrônio, o típico filho que faz de tudo para chamar sua atenção. O final dos dois? Surpreendente!

Ao longo da narrativa, Ark dribla a morte inúmeras vezes, por isso, a figura dos corvos, que em Arborium são aves extremamente desenvolvidas: grandes, com bicos tão afiados lâminas e garras tão prontas para servirem de prisão e navalhas. Os corvos, que se atraem pelo sangue e se alimentam da carne morta são peça fundamental no desenvolvimento da narrativa e têm um território só para eles, além das montanhas, em que vivem sob a companhia e proteção de Corvena, a rainha dos corvos. Tanto os animais, quanto a soberana, são de vital importância na vida de Ark, mas ele só descobre tudo isso quando a natureza assim o permite.

Este livro traz vários elementos pessoais de seu autor: assim como Flô e os demais mineradores, Andrew Peters também tem mais de dois metros de altura e desde pequeno, gosta de escalar as árvores. O amor que o escritor devota à natureza – e, consequentemente, às árvores –, é nitidamente transposto no amor que Ark tem pelo seu país. Nota-se também que Peters gosta da cultura latina e, por isso, coloca na obra referências relacionadas a este repertório cultural: além do nome do país e da personagem principal terem desinências que remetem ao Latim; a deusa Diana, venerada pelo de Arborium, é a mesma cultuada na Roma antiga.

De modo geral, Floresta dos Corvos é uma delícia de ser lida e, como acontece com quase toda literatura infanto-juvenil, é recomendada não apenas para as crianças, mas para todos os adultos! A história cresce, conforme Ark amadurece, ganha consciência e forças. E nós, enquanto leitores, aprendemos e crescemos junto com ele! Não há como não se apaixonar!

Andrew Peters com a edição brasileira de
Floresta dos Corvos. Créditos da imagem: Ravenwood
Livro: Floresta dos Corvos
Título original: Ravenwood
Autor: Andrew Peters
Tradução: Raquel Zampil
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Sinopse: Ark é um aprendiz de encanador de quatorze anos que mora na copa de uma das últimas árvores que restam no mundo, no país de Arborium. O ofício o obriga a transitar por lugares que pessoas comuns não visitariam, e é enquanto está ocupado com o vaso sanitário de um político poderoso que o garoto entreouve a conversa de conspiradores que pretendem destruir a região. Flagrado pelos malfeitores, ele parte em uma corrida desesperada, do galho mais alto às mais sombrias raízes do arvoredo, até a temida Floresta dos Corvos, onde talvez esteja sua única chance de salvar seu lar, seu povo e, é claro, a própria vida. Lady Fenestra, uma perversa enviada de Maw - o império inimigo feito de vidro e metal -, planeja tomar as ricas árvores de Arborium e transformá-las em matéria-prima, usando os pacíficos dendrianos como nada mais que escravos de seu plano maligno. Agora, o futuro de Arborium e de seus moradores depende de Ark, e ele não só terá de enfrentar os traidores, mas também decifrar as lendas ancestrais de seu povo.
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Nota pessoal: Agora estou esperando ansiosamente que a Intrínseca publique a continuação aqui no Brasil (espero que a editora faça isso). O título original do próximo lívro é The glass florest e foi publicado na Inglaterra agora em agosto. Tenho certeza que será mais uma narrativa eletrizante! 

Sobre a Autora:
Fernanda RodriguesFernanda Rodrigues é bacharela em Letras (Português e Inglês) e estudante do curso de Formação de Professores na USJT. Além de ser professora de Língua Inglesa, é louca por assuntos que envolvam a Literatura, as demais artes e o processo de ensino e aprendizagem. Escreve no Algumas Observações, no Escritos Humanos, no Teoria, Prática e Aprendizado e no Barbie Nerd

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A coruja entregou...

...Floresta dos Corvos, de Andrew Peters.


Acabou de chegar, para a delícia de ter algo novo para ler no feriado! Logo de cara, adorei a citação que abre a obra:

"Árvores são relíquias. Quem sabe como falar-lhes, ouvi-las, esse conhece a verdade. Elas não pregam ensinamentos e receitas, pregam isoladamente a primária lei da vida". (Herman Hesse)

E, mantendo a tradição, enquanto a resenha não vem, segue a sinopse:
Ark é um aprendiz de encanador de quatorze anos que mora na copa de uma das últimas árvores que restam no mundo, no país de Arborium. O ofício o obriga a transitar por lugares que pessoas comuns não visitariam, e é enquanto está ocupado com o vaso sanitário de um político poderoso que o garoto entreouve a conversa de conspiradores que pretendem destruir a região. Flagrado pelos malfeitores, ele parte em uma corrida desesperada, do galho mais alto às mais sombrias raízes do arvoredo, até a temida Floresta dos Corvos, onde talvez esteja sua única chance de salvar seu lar, seu povo e, é claro, a própria vida.
Lady Fenestra, uma perversa enviada de Maw - o império inimigo feito de vidro e metal -, planeja tomar as ricas árvores de Arborium e transformá-las em matéria-prima, usando os pacíficos dendrianos como nada mais que escravos de seu plano maligno. Agora, o futuro de Arborium e de seus moradores depende de Ark, e ele não só terá de enfrentar os traidores, mas também decifrar as lendas ancestrais de seu povo.
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