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domingo, 5 de outubro de 2014

[Resenha] Cartas de amor aos mortos, de Ava Dellaira


Querida Ava Dellaira, 

O seu livro de estreia, Cartas de amor aos mortos, mexeu tanto comigo, que resolvi abandonar o formato tradicional de resenha e lhe escrever uma carta. Sei que você está bem viva e tenho uma pontinha de esperança que você leia isto um dia... Espero também que a Seguinte, que gentilmente nos enviou um exemplar do seu livro, não se importe pela forma que escolhi para falar... Escolhi lhe escrever, porque acredito que esta é a melhor forma de organizar as ideias sobre uma história tão complexa e tão tocante. 

A primeira vez que vi o seu livro foi em uma grande livraria daqui de São Paulo. Três pontos me deixaram extremamente curiosos: o projeto gráfico (que capa linda!), a sinopse que dizia sobre um trabalho pedido por uma professora e o destinatário da primeira carta: Kurt Cobain. Sou professora, então sempre me interesso por histórias que acontecem no cotidiano escolar. Quanto ao Kurt, além de sentir uma falta absurda da sinceridade que ele tinha na música, sinto falta do grunge. Este tipo de rock realmente me faz falta. Logo, decidi que Cartas de amor aos mortos entraria na minha lista de leitura. 

Quando comecei a ler, achei que seria só mais um livro de adolescente, desses água com açúcar em que uma garota problemática se apaixona por um cara qualquer e, após muitos desencontros, os dois vivem felizes para sempre. Ledo engano: a cada carta, a cada linha, fui me envolvendo com a história de Laurel. É lindo a devoção que ela tem por May. 

Seu livro começa com uma professora, a sra. Buster, pedindo à turma de Laurel que escrevesse uma carta para alguém que houvesse morrido. Ela sabia que Laurel havia perdido a irmã de forma trágica e que esta talvez fosse uma forma de desabafar. Incrível a sua sensibilidade para tratar sobre a morte. Genial a intertextualidade que você cria ao fazer com que Laurel escreva para diferentes personalidades. Sinceramente, dá vontade de ouvir todas as músicas do Nirvana, do Jim Morrison, da Janis Joplin e da Amy Winehouse. Dá vontade de ler todos os poemas da Elizabeth Bishop e de assistir aos filmes do Heath Ledger. Espero que os seus leitores que não os conheçam façam isso. Será um enriquecimento cultural e tanto. 

A maneira delicada que você narra a busca por si mesma de Laurel é linda. Gostei muito de como você consegue abordar tantos temas considerados polêmicos dentro de uma obra só. Se pararmos para pensar, além do luto, você fala de sexualidade, de religião, de estrutura familiar, de drogas, de violência e de amizade e amor. Tudo isso sem ser chata, sem ser chlichê. A maneira tocante como você abordou cada um destes aspectos me fez desejar que cada vez mais pessoas tenham acesso ao seu livro. Você foi extremamente humana, isso é algo que anda em falta ultimamente, infelizmente. 

Sobre isso de as pessoas terem acesso ao seu livro, não sei se você já parou para pensar nisso, contudo fiquei pensando o que aconteceria se a Frances Cobain lesse a sua obra. No fundo, isso que você diz sobre a visão que as pessoas têm do Kurt ser diferente da que ele tinha dele mesmo faz todo o sentido – não só para ele, como para todos nós, humanos e anônimos. Penso que o desabafo de Laurel também é um pouco meu. 

Voltando a falar da narrativa, tudo o que Laurel queria era se encaixar em uma nova escola e tentar viver como uma adolescente normal. Logo de cara, o leitor consegue se identificar com este traço psicológico, por que quem nunca quis ser considerado normal?! A forma como ela faz a amizades e como ela lida com o seu grupo é que é bonita e sensível. Mesmo com todo mundo vivendo as suas lutas e loucuras, todos eles cuidam uns dos outros – às vezes até mais do que a própria família cuidaria. De qualquer forma, o que mais me encantou mesmo é a maneira como, paulatinamente, você mostra ao seu leitor a importância do diálogo. Confiar em alguém é necessário, mesmo que este alguém seja “maluquinho” como Tristan, misterioso como Sky ou focada como Kristen. É impossível viver guardando tudo para si, e como a Laurel aprende isso é marcante. 

Sabe Ava, não sou uma pessoa de chorar com qualquer história que me contam. Entretanto, terminei Cartas de amor aos mortos em prantos (tanto é que nem consegui ler os agradecimentos). Definitivamente, eu não esperava que a morte de May tivesse sido pelo motivo que foi (nós sabemos qual é!) e que o final seria tão surpreendente. Você conseguiu escrever de uma forma tão clara, que as cenas ficam, uma a uma, passando na minha cabeça como se eu tivesse vivenciado aquilo tudo. Denso e incrível. 

Posso dizer que as Cartas de Amor aos Mortos de Laurel levam seus leitores a ver o mundo sobre outro prisma... Ainda bem! :) 

Beijos, 
Fernanda

Livro: Cartas de Amor aos Mortos 
Título original: Love Letters to the Dead
Autor: Ava Dellaira
Tradução: Alyne Azuma
Páginas: 344
Editora: Seguinte
Sinopse: Prestes a começar o ensino médio, Laurel decide mudar de escola para não ter que encarar as pessoas comentando sobre a morte de sua irmã mais velha, May. A rotina no novo colégio não está fácil, e, para completar, a professora de inglês passa uma tarefa nada usual: escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel começa a escrever em seu caderno várias mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop… sem nunca entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era - encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um - é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.
Trecho disponibilizado pela editora. | Livro no skoob.

Mensagem da autora para os leitores brasileiros:



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Sobre a Autora:

Fernanda Rodrigues é bacharela em Letras (Português e Inglês) e licenciada no curso de Formação de Professores da USJT. Além de ser professora de Língua Inglesa, é louca por assuntos que envolvam a Literatura, as demais artes e o processo de ensino e aprendizagem. Escreve no Algumas Observações e no Teoria, Prática e Aprendizado.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Últimos lançamentos da LeYa

Confiram os lançamentos de maio da editora LeYa:


Livro: Amy e o clube dos 27
Autor: Howard Sounes
Fãs de Amy Winehouse e do exército de estrelas da música que encontraram um fim muito breve vão se encantar com este livro. Quando Kurt Cobain morreu, um repórter bateu na porta de sua mãe, Wendy O'Connor, que disse com pesar: "Agora ele foi embora, entrou para esse clube idiota. Eu disse para ele não fazer isso..." O malfadado clube é o de grandes artistas que morreram no auge do sucesso, aos 27 anos de idade. O fato de seis grandes astros - Amy, Kurt, Brian Jones (Rolling Stones), Janis Joplin, Jimi Hendrix e Jim Morrisson, juntamente a outros 44 nomes menos conhecidos - terem morrido aos 27 anos pode ser somente uma coincidência. Mas por trás disso, Sounes revela suas trajetórias, que explicam como esses artistas encontraram o fatídico destino e lança uma nova luz sobre a morte de Amy, em particular.

Livro: Rio Cultura da noite
Autor: Leo Feijó e Marcus Wagner
A história da noite se confunde com a vida da própria cidade do Rio de Janeiro. Tudo o que acontece aqui reverbera e transcende a geografia. A bossa nova e o funk carioca correm o mundo. Desde os anos 1950, época do piano-bar em Copacabana; das danceterias e dos bailes black dos anos 1970 e 1980; passando pelas festas alternativas e clubes dos anos 1990 até os tempos atuais – em que a Lapa representa a fusão de estilos, com renascimento do samba, do choro e da MPB nas pistas de dança –, a noite sempre transmitiu o comportamento dos cariocas, seus hábitos e estilos. Há alguns anos o Rio vem se recolocando no mapa cultural mundial como uma cidade de personalidade vibrante e singular. Eleita pela revista Forbes como a cidade mais feliz do mundo, uma de suas principais características é a vocação para o encontro e a celebração. Diversas casas noturnas desempenharam um papel sociocultural fundamental para essa vocação ao longo dos tempos. Rio cultura da noite conta essa história e classifica esses lugares e sua importância através de verbetes, fotos, depoimentos, textos, músicas e movimentos que marcaram este rico cenário.

Livro: Wild Cards - vol. 3 - Apostas Mortais
Autor: George R. R. Martin
Depois da invasão alienígena que sacudira o mundo, curingas e ases de Nova York têm muito a comemorar. E o auge dessas comemorações acontece no dia 15 de setembro, data em que outra intervenção alienígena mudou por completo a vida de todos os seres humanos e de alguns alienígenas, como de Jube e do próprio Dr. Tachyon. E também a do Astrônomo, que volta neste volume da série para uma fria e bem-calculada vingança. Neste romance-mosaico reencontramos Ira, Ceifador, Nômada, Jack, Brennan, Kid Dinossauro, Uivo e muitos outros ases e curingas que se reúnem para o Dia do Carta Selvagem. Entre roubos e buscas desesperadas, gritos supersônicos e dinossauros-mirins, o destino desses personagens é posto em xeque a cada hora deste dia, considerado um dos mais festivos para a cidade de Nova York e certamente um dos mais sangrentos desde a queda do meteoro que trouxe o vírus carta selvagem para a Terra. Esta edição traz um posfácio de George R.R. Martin, contando como funciona o universo Wild Cards, o romance-mosaico e muito mais. Imperdível!

Livro: Socorro! Meu Filho come mal
Autor: Ana Abreu, Gabriela Kapin
Inspirado na série homônima do canal GNT, Socorro! Meu filho come mal é um guia prático para a alimentação infantil de forma saudável e até mesmo divertida. As autoras, Gabriela Kapim e Ana Abreu, recebem uma série de pedidos de ajuda de pais desesperados com a alimentação de seus filhos no reality show, e a partir daí, traçam um plano de ação para tentar reverter a situação. Com histórias, receitas e atividades simples, nutritivas e divertidas, Socorro! Meu filho come mal revela que não existem segredos para fazer as crianças se alimentarem de forma saudável e sem traumas. Na verdade, tudo depende de uma dose extra de dedicação e uma pitada de orientação. "Seu filho come mal? Não há nenhuma dificuldade alimentar que não possa ser resolvida com uma xícara de paciência, uma pitada de carinho, um punhado de dedicação e uma boa dose de orientação nutricional. E é com prazer e alegria que trazemos aqui uma série de dicas, receitas, histórias e atividades que podem ajudar você e sua família a adotarem hábitos alimentares mais saudáveis. Esse é um livro para toda família!"

Livro: Sete monstros brasileiros
Autor: Bráulio Tavares
A literatura fantástica contemporânea muito se alimenta de personagens das mitologias grega e nórdica, das tradições celtas e bretãs, da literatura árabe do Oriente Médio e dos contos tradicionais do Extremo Oriente. Pouco se lê, no entanto, sobre os seres fantásticos criados e reproduzidos na extensa tradição da literatura oral brasileira.
Nós também, afinal, temos os nossos monstros. Instigado pela riqueza dessa tradição, Bráulio Tavares reuniu, em sete contos inéditos, histórias inspiradas nas criaturas monstruosas da mitologia brasileira, compondo assim uma coletânea de aventuras protagonizadas por alguns dos nossos personagens mais assustadores, alguns conhecidos Brasil adentro apenas pela tradição oral, como o papa-figo, e outros mais famosos, como o lobisomem e a Iara.


Livro: A menina que não sabia ler - vol. 2
Autor: John Harding
Depois de viver presa num mundo obscuro, assustador e sem palavras em A menina que não sabia ler, a pequena Florence viverá uma nova e misteriosa aventura onde nada é realmente o que aparenta ser e todos podem se tornar inimigos em potencial. Mas onde ela encontrará uma saída? Um aliado? O misterioso médico John Shepherd busca um recomeço para sua vida em um lugar nada promissor: uma ilha que funciona como uma clínica psiquiátrica exclusivamente para mulheres. Nesse antro de segredos e sofrimento, Shepherd tentará esquecer seus pecados devolvendo a humanidade às pacientes. A primeira em quem vai experimentar sua doutrina de cuidados, o "tratamento moral", é uma atraente jovem pálida de cabelos escuros que não se lembra do próprio nome, fala de modo estranho e não consegue saber quando e como chegou àquele lugar. Por que afinal ela desperta tanto a curiosidade do médico? Entre pacientes mais inteligentes que as próprias enfermeiras responsáveis por elas, segredos por todos os lados e figuras assombrosas (e assombradas) percorrendo misteriosamente os corredores da clínica durante a noite, as vidas de Florence e John Shepherd estarão mais ligadas do que podemos imaginar... Arrisque-se e tente achar uma saída no labirinto claustrofóbico criado em A menina que não sabia ler vol. 2.

Livro: Man on the run: Paul McCartney nos anos 1970
Autor: Tom Doyle
"Na verdade tento levar uma vida bem normal. (...) A única anormalidade é ser Paul McCartney." 
Estamos na década de 1970 e Paul McCartney, um dos artistas mais famosos do mundo, está deprimido. Com o término dos Beatles, o músico se sente perdido e arruinando, e não tem forças sequer para sair do quarto. Aos 27 anos, a pergunta que lhe atormenta é se conseguirá reconstruir sua vida, aprendendo a conviver com a responsabilidade de ser um ex-Beatle. Man on the run é sobre recomeços. Por meio de registros históricos e entrevistas feitas pessoalmente com McCartney, o livro retrata uma década na vida do músico. Com declarações reveladoras, Macca relembra a época em que se tornou o líder de uma nova banda - a Wings -, comenta a dura decisão que o levou a processar os Beatles, a constante pressão para o retorno da banda e a forma como retomou a relação com John Lennon, além da dificuldade em, mais tarde, lidar com a morte trágica do amigo. O livro revela como a coragem, a determinação e o autoconhecimento de Paul levaram-no a superar o passado, redescobrir seu talento e a seguir em frente, tornando-se um dos mais famosos e respeitados músicos da atualidade.

Livro: Guerra dos Tronos HQ - Volume 3
Autor: George R. R. Martin
Neste volume, fica cada vez mais acirrada a conquista pelo lugar mais disputado dos Sete Reinos: o Trono de Ferro.
Os Stark estão se desintegrando, os Lannister finalmente são desmascarados após a morte do rei Baratheon, e no outro lado do Mar Estreito, um membro da família Targaryen renasce das cinzas...
E, como se a batalha já não estivesse sangrenta o bastante, além da muralha, seres sobrenaturais prometem trazer o terror para Westeros.



Livro: Dublin Street
Autor: Samantha Young
Traumatizada pelo seu trágico passado, a americana Joss muda-se para a Escócia, na romântica Edimburgo, onde espera começar uma nova vida. Durante quatro anos tenta negar memórias dolorosas, refugiando-se na escrita, no sonho de um dia, finalmente, pôr os seus fantasmas no papel. Mas de repente tudo muda... Quando vai morar em um luxuoso apartamento na Dublin Street, conhece o desconcertante Branden, um carismático milionário que exerce sobre ela um irresistível fascínio. Joss se vê numa encruzilhada. Sabe que a atração entre ambos é imediata, avassaladora. Mas os demônios do seu passado a impedem de se entregar ao sensual escocês. É então que ele lhe propõe um estranho acordo, que lhes permitirá explorar a atração entre eles sem se envolverem emocionalmente. Joss aceita. E no início acredita, inocentemente, que o acordo vai dar certo. Mas Branden quer mais, muito mais, quer tudo. Quer desvendar todos os seus segredos - e está disposto a mudar o que for preciso para tê-la por inteiro. Mas será que ela está disposta a ir até o fim?

Livro: As descobertas do Brasil
Autor: Jean Marcel Carvalho França, Maurício Parada, Teresa Cribelli
As características culturais dos brasileiros são por si mesmas fugidias e difíceis de definir: sincretismo, miscigenação e carnaval. E não são poucas as reportagens de fôlego que buscam explicar melhor o país aos estrangeiros ou mostrar seus aspectos inusitados ou desconhecidos publicadas em jornais no mundo todo. Jornalistas, escritores, cineastas, acadêmicos, todos parecem buscar explicações para um país nunca totalmente acomodado dentro das definições estabelecidas. Este livro, ricamente ilustrado, apresenta três ensaios que pontuam a visão dos estrangeiros em três momentos marcantes no Brasil: 1500, 1800 e 1900. Jean Marcel Carvalho França apresenta com detalhes os relatos deixados por viajantes europeus em passagem pela porção portuguesa das Américas, entre 1506 e 1808. Já no contexto da transmigração da família real portuguesa, em 1808, Teresa Cribelli faz um estudo da representação do Brasil aos olhos estrangeiros através de registros iconográficos e pinturas. Com a invenção e a popularização da fotografia em meados do século XIX, fotografias em preto e branco ilustram um momento de progresso, potência e esperança do país, quando foi apelidado por Stefan Zweig de “país do futuro”, já no século XX. Aqui, além de aprender, esses estrangeiros também ensinaram. Ensinaram o Brasil a conhecer o próprio Brasil. E legaram ao país, como parte dele, uma identidade cultural calcada na mistura, na assimilação, na permanente descoberta.

Livro: Casamento por conveniência
Autor: Jennifer Probst
Desesperada por dinheiro para salvar a casa de sua família, a impulsiva Alexandria McKenzie se entrega a uma última e inusitada tentativa: faz uma simpatia de amor para encontrar um marido. Um marido rico, de preferência. Nicholas Ryan não acredita em amor eterno, casamento e família. No entanto, para que possa herdar as ações de seu tio e se tornar sócio-majoritário da empresa da família, ele deveria atender a um único requisito do testamento: casar-se e manter-se casado por pelo menos um ano. Nick e Alexa possuem muito pouco em comum, apenas o fato de Alexa ser a melhor amiga da irmã de Nick. Mas, movidos por seus interesses, os dois decidem se unir. Um acordo nupcial simples, sem paixão e sem complicações. Esse será o combinado por um ano. Mas a convivência será capaz de fazer nascer algum sentimento entre eles?

Livro: Uma Bruxa apaixonada
Autor: Ruth Warburton
Anna ainda não acredita que o feitiço que colocou em Seth foi desfeito e que agora ele realmente a ama. Por isso, decidiu suprimir seus poderes, não importa como. Mas mágica - assim como o amor - é incontrolável. Enquanto Seth tenta convencê-la de que seus sentimentos por ela são verdadeiros, Abe deseja que Anna desenvolva e aprimore seus poderes. E não é apenas com feitiços e amor que Anna precisa lidar: em uma viagem a Londres estaria a resposta para as origens de sua mãe? E por que seu pai resiste em contar qualquer coisa a respeito dela? Poderia ele estar... enfeitiçado? No segundo livro da trilogia, Anna conseguirá algumas respostas, e uma quantidade ainda maior de dúvidas.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Indicações da Semana #16 - Especial Amy Winehouse

Olá amigos do Nosso Clube do Livro!
Como hoje faz um ano da partida de Amy Winehouse - um ano de muita falta no mundo da música - fizemos uma pequena lista de indicações de livros sobre a cantora. 

Livro: Amy, Amy, Amy
Subtítulo: A história de Amy Winehouse
Autor: Chas Newkey-Burden
Editora: Madras
Páginas: 152
Ano: 2010
Sinopse: Este livro percorre toda a jornada errática de Amy Winehouse para a fama, desde sua infância em uma família judaica de North London, até sua subida meteórica ao estrelato e os dois álbuns que a elevaram para o topo. Nick Johnstone desvenda a vida e a carreira de uma das estrelas britânicas mais brilhantes e problemáticas. Seus problemas bastante divulgados com álcool e drogas, anorexia, bulimia e suspeita de autoflagelo a mantêm nas manchetes e ameaçam obscurecer seu talento como cantora. Amy, Amy, Amy reestabelece o equilíbrio, atribuindo a medida real ao talento de Winehouse enquanto oferece um relato honesto de suas múltiplas crises pessoais.


Livro: Amy Winehouse
Subtítulo: Biografia
Autor: Nick Johnstone
Editora: Gobo
Páginas: 200
Ano: 2008
Sinopse: Amy Winehouse foi uma das artistas mais contundentes e polêmicas da atualidade. Mesmo após a morte prematura, a cantora e compositora inglesa ainda ocupa posição de destaque no ranking das poucas unanimidades de público e crítica na história da música. Numa carreira meteórica - interrompida em 23 de Julho de 2011, quando foi encontrada morta em sua casa em Camdem Town (Londres) -, produziu dois álbuns extremamente sofisticados - Frank e Back to Black. No primeiro, lançado em 2003, a predominância da sonoridade jazzística faz jus ao título em homenagem a Frank Sinatra. Já no segundo, de 2007, o jazz mistura-se ao soul e recebeu vários prêmios, entre eles o BRIT, Modo (Music of Black Origin), Vodafone Live Award, Q Awards e cinco categorias do Grammy 2008. Além de ter fascinado os intelectuais da mídia especializada com seu estilo clássico, Amy vendeu milhões de discos e estreou na cobiçada lista da Bilboard em 7º lugar entre 200 sucessos.

Apesar da voz impressionante e da musicalidade de altíssimo nível, a qualidade artística de Amy foi ofuscada por problemas pessoais. Escândalos, drogas, depressão e bulimia começaram a prejudicar sua performance nos palcos e despertaram o interesse das mídias sobre celebridades. A biografia, escrita pelo jornalista britânico Chas Newkey-Burden, nos conta não só dos "pé na jaca" da cantora, mas também da época de anonimato, das influências, das escolas artísticas que a formaram, além de críticas dos jornais mais prestigiados do mundo.

Amy Winehouse - Biografia começa a traçar a história da compositora de "Rehab" a partir de sua família. Seus tios tinham banda de jazz e seu pai adorava Frank Sinatra, Thelonious Monk e Ella Fitzgerald. "Aprendi a cantar ouvindo Ella", diz Amy num trecho da biografia. Com 14 anos, a inglesinha ganhou sua primeira guitarra - uma Fender Stratocaster. Desde então, começou a tocar, compor e cantar. Nesta época, ganhou uma bolsa de estudos na Sylvia Young Theatre School, mas foi convidada a sair por mau comportamento. Mais tarde, ingressou na BRIT Performing Arts & Technology School, mas também não durou muito. Com a gravação do segundo disco, a fama caótica tem início. Um escândalo por dia, magreza, overdose. E quase esquecem de sua música, uma arte que nunca foi menos do que fantástica. Esta edição aborda fatos da trajetória da cantora até 2008.

“AMY, MINHA FILHA” – Capítulo 3 – Quando ela se apaixonou

(Texto via Catraca Livre)


Acabou sendo bom que Sylvia Young mantivesse contato com Amy depois que ela saiu da escola, porque foi Sylvia quem inadvertidamente impulsionou a carreira de Amy numa direção totalmente nova. 

Mais para fins de 1999, quando Amy estava com 16 anos, Sylvia ligou para Bill Ashton, o fundador, diretor musical e presidente vitalício da National Youth Jazz Orchestra, para tentar marcar um teste para Amy. Bill disse a Sylvia que eles não faziam testes. 

- Basta mandar que ela venha – disse ele. – Ela poderá se juntar a nós se quiser. 

Amy foi e, numa manhã de domingo, mais ou menos um mês depois, pediram que cantasse quatro músicas com a orquestra naquela noite porque uma das cantoras não ia poder se apresentar. Ela não conhecia as músicas muito bem, mas isso não a desconcertou. Para Amy foi moleza. Um ensaio rápido, e já tinha aprendido todas elas. 

Cantou com a NYJO por uns tempos e fez uma de suas primeiras gravações de verdade com eles. Organizaram um CD e Amy cantou nele. Quando Jane e eu ouvimos, quase caí duro –não podia acreditar como sua voz estava fantástica. Minha música preferida nesse CD sempre foi The Nearness Of You. Já a ouvi cantada por Sinatra, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Billie Holiday, Dinah Washington e Tony Bennett. Mas nunca a ouvi cantada como Amy a cantou. Foi e continua a ser belíssima. 

Não havia dúvida de que a NYJO e as próprias apresentações de Amy exercitaram ainda mais sua voz, mas foi um amigo dela, Tyler James, quem realmente deu o pontapé inicial. Os dois tinham se conhecido na escola de Sylvia Young e continuaram grandes amigos até o fim da vida de Amy. Na escola de Sylvia Young, Amy estava um ano abaixo de Tyler, de modo que eram de turmas diferentes. Já nos dias de canto e dança, frequentavam as mesmas aulas, pois tinham permitido que Amy pulasse um ano. Assim, ensaiavam e faziam testes juntos. Conheceram-se quando seu professor de canto, Ray Lamb, pediu que quatro alunos cantassem “Parabéns para você” numa fita que estava fazendo para o aniversário da sua avó. Tyler ficou abismado quando ouviu aquela menininha cantando, nas palavras dele, “como uma rainha do jazz”. A voz dele ainda não tinha mudado, e ele estava cantando como um Michael Jackson ainda jovem. Tyler diz que reconheceu o tipo de pessoa que Amy era assim que avistou seu piercing no nariz e soube que ela o fizera sozinha, usando um pedaço de gelo para abrandar a dor. 

Depois que Amy saiu da escola de Sylvia Young, a amizade dos dois se fortaleceu, pois passaram a se encontrar com Juliette e outras amigas. Tyler e Amy falavam muito sobre as depressões que a maioria dos adolescentes tem. Todas as noites de sexta-feira, falavam-se ao telefone, e todas as conversas terminavam com um cantando para o outro. A amizade dos dois era incrível. Não eram namorados; eram mais como irmãos. Tyler foi um dos poucos rapazes que Amy chegou a levar aos jantares de sexta-feira de minha mãe.  

Após sair da escola de Sylvia Young, tornou-se cantor de soul; e, enquanto Amy estava cantando com a NYJO, Tyler se apresentava em pubs, boates e bares. Tinha começado a trabalhar com um cara chamado Nick Shymansky, funcionário de uma agência de relações públicas chamada Brilliant! Era o primeiro artista de Nick e logo procurou Amy para que ela lhe desse uma fita com uma gravação sua para ele mostrar a Nick. Amy acabou lhe dando uma fita de lugares-comuns do jazz que tinha cantado com a NYJO. Tyler adorou o trabalho e a incentivou a gravar mais umas faixas antes de enviar a fita para Nick. 

Tyler vinha falando de Amy com Nick havia meses, mas Nick, que era só uns dois anos mais velho que Tyler e estava acostumado a ouvir papo exagerado a respeito de cantores, não esperava nenhuma experiência radical. Mas é claro que foi isso o que chegou a ele. Amy enviou a fita num saquinho coberto de decalques de corações e estrelas. De início, Nick achou que Amy tinha simplesmente gravado algum disco antigo de outra cantora, porque a voz não parecia ser a de uma garota de 16 anos. No entanto, como a produção era muito fraca, ele logo se deu conta de que ela não poderia ter feito nada semelhante. (Na realidade, ela gravara a fita com sua professora de música na escola de Sylvia Young.) Nick pegou o número do telefone de Amy com Tyler; mas, quando ligou, ela não ficou nem um pouco impressionada. Ele continuou a ligar para ela e por fim ela concordou em se encontrar com ele num dia em que ia ensaiar num pub, bem perto de Hanger Lane, na zona oeste de Londres. 

Eram 9h da manhã de domingo –Amy conseguia acordar cedo quando queria (nessa época, ela estava trabalhando nos fins de semana, vendendo trajes fetichistas numa banca na feira de Camden, zona norte de Londres). Quando Nick foi se aproximando do pub, ouviu o som de uma “big band” –que não é o que você espera de um pub àquela hora da manhã de um domingo. Ele entrou e ficou atônito diante do que viu: uma banda de velhos entre os 60 e os 70 anos de idade, e uma garota de 16 a 17 anos, com uma voz extraordinária. 

De cara, Nick e Amy descobriram uma grande afinidade. Ela estava fumando Marlboro Reds, quando a maior parte dos adolescentes da sua idade fumava Lights, o que, para ele, significou que Amy sempre precisava estar um passo à frente de todos os outros. Quando Nick estava conversando com ela no estacionamento do pub, um carro deu marcha a ré e Amy gritou por ele ter passado por cima do seu pé. Nick demonstrou preocupação e solidariedade, verificando se estava tudo bem com ela. Na realidade, o carro não tinha passado por cima do seu pé, e tudo aquilo tinha sido uma encenação para ela descobrir como ele reagiria. Era a brincadeira do engasgo de novo –ela nunca se livrou desse tipo de infantilidade. Não faço ideia do que, na mente de Amy, esse teste pretendia averiguar, mas dali em diante Amy e Nick realmente se deram muito bem um com o outro, e ele continuou a ser um bom amigo para o resto de sua vida. 

Nick apresentou Amy a seu chefe na Brilliant!, Nick Godwyn, que lhe disse que eles queriam assinar um contrato com ela. Ele convidou Janis, Amy e eu para jantar fora; Amy, usando um gorro com pompom e calças cargo, com o cabelo em duas tranças. Ela parecia encarar tudo com naturalidade, mas eu mal conseguia ficar sentado. 

Nick disse-nos como considerava Amy talentosa como compositora, tanto quanto como cantora. Eu sabia que ela era uma cantora muito boa, mas foi sensacional ouvir um profissional do ramo dizer isso. Eu sabia que ela estava compondo música, mas não fazia ideia se era boa ou não porque nunca tinha ouvido nada escrito por ela. Depois, no caminho de volta à casa de Janis para deixar Amy e a mãe, tentei ser realista quanto ao acordo. Muitas vezes, essas coisas não dão em nada.

- Eu gostaria de ouvir algumas das suas músicas, querida –disse eu, sem nem mesmo ter certeza se ela estava me escutando. 
- Ok, papai. Não ouvi nenhuma delas –pelo menos não naquela época. 

Como tinha só 17 anos, Amy não podia assinar um contrato formal. Por isso, Janis e eu concordamos em assinar.
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