sexta-feira, 27 de julho de 2012

[Bienal do Livro SP] Sessões de autógrafos da Editora Baraúna

Além do lançar 17 obras (confira a lista clicando aqui) na 22ª Bienal do Livro de São Paulo, a Editora Baraúna realizará sessões de autógrafos com vários autores. Confira abaixo a programação:


Dia 10 de agosto:
15 horas – Silvino Morais Barros com o livro Alegorias de Poder.
19h30 – Rubens Neto com o livro O guerreiro do terceiro milênio.
21 horas – Adalberto Nogueira com o livro Fragmentos de uma rua sem fim.

11 de agosto:
11 horas – Elizabete Scaramal com o livro Laurinda – desafios, medos e amores.
13h30 – Luciene Gonçalves com o livro Escolhas.
15 horas – Fabio Paulo da Silva com o livro O último reduto legalista.
19h30 – Miriam Monteiro Dias com o livro O anel.

12 de agosto:
12 horas – Bruno Henrique com o livro Jardins Suspensos.
13h30 – Edson José da Silva Santos com o livro O Mendigo.
15 horas – Neilon Batista com o livro O Guardião do Graal.
18 horas – Patrícia Bencardini com o livro Dança do Ventre.
19h30 – Rodrigo Carvalhedo com o livro Gemeologia.

Dia: 13 de agosto:
15 horas – Gislana Peçanha com o livro Delícias de Paraty.
16h30 – Fabio Vinícius com o livro Se Deus é amor, por que existe a morte?
18 horas – Geraldo Tinôco com o livro Sobre Humanos e Poetas.

15 de agosto:
19h30 – Udson Souza com o livro Confissões do Homem Erótico.

Dia 16 de agosto:
15 horas – Paulo Milhan com o livro Tarde demais para acreditar no amor.
19h30 – Luzia Gomes da Silva e Dr. Júlio Cezar da Silva Castro com o livro Dos Direitos Humanos aos Direitos Fundamentais no Brasil.
21h – F. Moraes Martins com o livro Lágrimas do Sol.

Dia 17 de agosto:
16h30 – Kacrhys com o livro Dia de Neve.
18 horas – Júlio César Pereira de Freitas com o livro Seres da margem.
21 horas – Helena Figueiredo com o livro Branca, Bela e Gata.

Dia 18 de agosto:
11 horas – Vanessa Bosso com o livro O Elemental.
12 horas – Carlos Henrique Vianna de Andrade com a História Ilustrada da Medicina na Antiguidade.
13h30 – Janethe Fontes com o livro Vítimas do Silêncio.
15 horas – Carina Rissi com o livro Perdida.
16h30 – Rodrigo Cardozo com o livro Guardiões de Deus.
19h30 – André Luiz Alves de Magalhães com o livro O jeitinho Brasileiro na Admissão ao Serviço Público.

19 de agosto:
12 horas – Camille Storch com o livro Negro Amor.
13h30 – Vandenei Dogado com o livro Inteligência e Aprendizagem.
14h – Marcus Achiles com o livro Danação.
16h30 – Pedro Guerra com o livro Você pode guardar um segredo?



O estande da Editora Baraúna está localizado na Rua M e é o número 50. A Bienal do Livro SP acontece de 09 à 19 de Agosto no Pavilhão de Exposições do Anhembi. 

[Bienal do Livro SP] Lançamentos de livros da Editora Baraúna


Durante a 22ª Edição da Bienal do Livro de São Paulo (09/08 à 19/08), a Editora Baraúna lançará 17 livros, com os mais variados temas (Literatura Fantástica, Romance, Poesia, entre outros). Confira abaixo a programação:

Dia 10 de agosto:
13h30 – As dores do mundo - Luiz L. de Freitas Santana.
18h00 – Fragmentos de Vida - Larissa Jensen.

Dia 11 de agosto:
12 horas – De onde veio este bebê? - Maria Carolina Munhoz Menko.
16h30 – Brahnac – A Terra Mágica - Cátia Isotton Nachbar.
18 horas – Conversa com quem gosta de questionar - Pe. Dico.
21 horas – Amor igual - Cristian Albert.

Dia 12 de agosto:
16h30 – O lugar proibido - Fernanda Matias.

Dia 15 de agosto:
18 horas – Neuromarketing - José Chavaglia Neto, Brenno Maia Ramalheiro, José António Filipe.
21 horas – A eterna dança cósmica - Guilherme Romano.

Dia 14 de agosto:
19h30 – Immortales - Roxane Norris. 

Dia 16 de agosto:
16h30 – Contos que conto - Cícera Maria.
18 horas – Cura pela medicina espiritual - Ruy Mercúrio.

Dia 17 de agosto:
13h30 – Síndrome de Down - Ana Cristina Dias Rocha Lima.
15 horas – Hélio em Ramos de Oliveira - Hélio Ramos de Oliveira.
19h30 – Reencontros - Rafaela Guimarães.

Dia 18 de agosto:
18 horas – Vidros escuros - Rosa Freire.
21horas – Desvão no tempo Eliana Matosinho.




O estande da Editora Baraúna está localizado na Rua M e é o número 50. A Bienal do Livro SP acontece de 09 à 19 de Agosto no Pavilhão de Exposições do Anhembi. 

Divulgada a capa de Saco de Ossos, de Stephen King

(via Livros e Citações)

A Suma de Letras divulgou a capa do mais novo livro de Stephen King. Saco de Ossos tem previsão de lançamento para setembro.



Como suportar a morte da pessoa amada? De que forma preencher os dias cada vez mais longos e vazios? Como se libertar da tortura de pesadelos terríveis? Aos quarenta anos, o escritor de sucesso Mike Noonan enfrenta estas perguntas. Desde a morte da esposa Jo, sua vida transformou-se. Incapaz de escrever, Mike passa longas horas diante da tela vazia e sente que precisa reagir enquanto ainda lhe resta alguma lucidez. Atormentado por pesadelos com Sara Laughs, a casa do lago onde ele e Jo viveram momentos felizes, Noonan decide voltar. E é na pequena cidade que Mike redescobre o amor. E é na pequena cidade que terá de enfrentar a fúria do poderoso Max Devore, um homem cruel, capaz de tudo para arrancar a neta da guarda de sua jovem mãe viúva. É em Sara Laughs que Mike Noonan volta a escrever e vive a tormenta de pesadelos cada vez mais assustadores.

 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

[evento] Sarau: Penso, logo sinto

A Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, localizada em São Paulo,  realizará neste sábado o sarau Penso, Logo Sinto, em que  o público poderá mostrar a sua arte! Veja as informações abaixo e participe!


Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Avenida Paulista nº 37
Próximo à estação Brigadeiro do Metrô (Linha 2 -Verde)
Telefones: (11) 3285-6986 e 3288-9447

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Ser escritor: os desafios de ser reconhecido



Em 25 de julho é comemorado o dia nacional do escritor. Uma data criada na década de 60, quando dois autores brasileiros (Jorge Amado e João Peregrino), presidente e vice, respectivamente, da União Brasileira de Escritores, realizaram o 1º festival do Escritor Brasileiro. Por isso, entrevistamos alguns jovens autores para saber quais são as pedras no meio do caminho encontradas por estes profissionais. 

Mas, o que os novos autores brasileiros têm a comemorar pela data? 

Sabe-se que se tornar um escritor é uma tarefa árdua. Além de dispor de tempo para trabalhar na sua própria obra, o autor tem que ter paciência. Sim, muita paciência. Depois da criação vem o ardiloso processo de entrar em contato com editoras e correr o risco de ser negado inúmeras vezes. E quando, o que fazer então? 

Alguns deles produzem de forma independente. Esta empreitada é mais difícil ainda, uma vez que o escritor é responsável pela própria divulgação do seu livro. Esta pode ser, sem dúvida alguma, uma das maiores dificuldades que eles enfrentam. “Acredito que a maior dificuldade para um escritor iniciante está na divulgação do seu trabalho. Como ainda não tem um espaço na mídia para fazer isso; terá que, muitas vezes sozinho, ultrapassar fronteiras, abrir novos caminhos, para tornar seu livro conhecido”, foi o que nos disse Roberta Splinder, autora de livro Os Contos de Meigan. 

Há também a questão do preconceito. O brasileiro está muito acostumado a criticar tudo que é novo, tudo que é produzido aqui, principalmente quando é por alguém desconhecido. É complicado entender o motivo de ficarem tão presos quando o assunto é a nova literatura nacional, já que estamos acostumados a tudo que vem de fora e a todos os autores mais antigos.

Para alguns leitores é muito fácil explicar: é mais simples ler algo que acontece em outras terras, outros países ou planetas, do que conviver com a dura realidade do Brasil; para outros a coisa é um pouco mais ampla. A leitora Raila Spindola acredita que “Tem coisas que simplesmente não cabem com Brasil, como alguns épicos. Épicos brasileiros precisam ser sobre índios ou escravatura, porque é isso que é aqui. Eu não gosto de livros que falam sobre ditadura militar e guerra do Paraguai, e parece que alguns livros brasileiros só conseguem abrasileirar tudo. E os que não são assim, as editoras só não se importam”.

Esse foi um dos problemas enfrentado pela autora Renata Ventura, que escreveu o livro A Arma Escarlate, cujo enredo foi inspirado na série Harry Potter, “a maior dificuldade para os autores brasileiros é o preconceito que existe contra literatura nacional e, principalmente, contra literatura que se passa no Brasil!”. 

O preconceito que parte dos leitores tem com a produção feita aqui com certeza não é apenas um problema da Renata, mas de muitos outros que começaram neste competitivo mercado editorial. Esta visão é compartilhada pelo autor Sergio Carmach (Para sempre Ana) que diz que o “problema é mostrar para os leitores que seu trabalho é atraente e possui um diferencial. E essa tarefa é bastante árdua para o escritor independente, mesmo que ele tenha escrito a mais bela das histórias”. 

Ainda que o panorama acima descrito seja cruel, a nova literatura brasileira luta contra este cenário, tornando-se cada vez mais presente, ganhando espaço seja na atenção dos leitores, seja no catálogo das editoras. 

Algumas grandes editoras criaram selos para lançamento de novos escritores e desenvolvem um trabalho maravilhoso e de extrema importância para essa demanda. Sergio Carmach ainda acrescenta que “O novo autor tem muita facilidade hoje em dia para publicar suas histórias, pois há um grande número de editoras dedicadas a ele.” Com relação dedicação a esses autores novos pode-se citar como exemplo o selo Fantasy - da Casa da Palavra -, Novos Talentos – da Novo Século -, editoras Draco e Subtítulo, dentre muitas outras que estão dando o devido valor a produção literária brasileira.

A nova produção literária brasileira está a todo vapor e a cada dia aparecem autores muito bons em busca de um espaço. Como a própria Lycia Barros (Uma herança de amor e A garota do outro lado da rua) deixou claro para nós quando revelou qual a grande dificuldade para ela: “A grande dificuldade dos autores - e não incluo só os brasileiros - é transformar a sua bela ideia em um livro apto a competir no mercado editorial. Ou seja, organizar as ideias para elaborar um livro que tenha todos os recheios para atrair determinado público. Não adianta conseguir uma editora se o recheio do seu livro não está bom, pois isso só vai naufragar sua carreira antes mesmo de começar. Por isso me conselho é sempre o mesmo: planeje, organize-se e estude! Essa não é uma carreira para amadores”

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Agradecimentos especiais aos autores que nos ajudaram na construção deste artigo: Sergio Carmach, Lycia Barros, Renata Ventura, Roberta Splinder, Leonardo Schabbach (que não conseguiu enviar a resposta, mas só tem tentar ajudar já me deixou feliz) e Raila Spindola.

Escrevo

(Por Fernanda Rodrigues)


Escrevo
   Porque
         Humana
                 Sou.

                    Escrevo
          Porque
      Sem
Versos
     Morro.

                    Escrevo
                         Para
              Assim
     Viver.

Em
  Linhas
   Retas
        De
  Versos
           Tortos,

          Como
                A
      Minha
               Vida
          É
    E
     Deve
             Ser!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Surpresinha do John Green para os leitores brasileiros

Na semana passada a Intrínseca e alguns blogs realizaram um especial chamado #CulpadoJohnGreen para comemorar o lançamento de A Culpa é das Estrelas (The Fault is our stars) no Brasil. Pois é, hoje foi dia do John Green (muito amor) mandar um recadinho lindo, fofo e divertido para os seus leitores ou nerdfighters brasileiros. 

 Confira o vídeo:

   

Não ficou a coisa mais awesome? Mais totally awesome do mundo? Muito amor pra pouca vida, gente! 

Don't forget to be awesome ;)

[Resenha] O Torreão, de Jennifer Egan

Comecei a escrever esta resenha no computador, mas não achei que seria justo – ainda que tenha que digitá-la depois. Fazê-lo em meio eletrônico seria trair Danny, Howard, a Baronesa (e todas as suas gerações puramente europeias), Holly e, principalmente, seria trair o próprio Torreão. Por isso, vim para o meu quarto desprovida de quaisquer aparelhos tecnológicos (incluindo o meu velho rádio, que foi “expulso” de seu cantinho enquanto escrevia) e fiz deste cômodo o meu Torreão improvisado. 

Ok, antes que vocês achem que estou ficando maluca, começarei a resenha propriamente dita. Se tivesse que descrever O Torreão com uma só palavra, bastaria: inacreditável! Quando o Daily Mail disse que este é “um daqueles raros livros que nos fazem lembrar por que amamos ler”, não mentiu. Mais uma vez, Jennifer Egan me mostrou porque ela é vencedora de um Pultzer, porque esteve na Festa Literária Internacional de Paraty, porque seus livros são sucesso de público e crítica. 

Dividido em três partes, O Torreão é aquele tipo de livro que nos faz manter os olhos grudados em suas páginas desde o título da capa até o último ponto final. A princípio, temos Danny, um nova-iorquino trintão, viciado no incrível poder de conexão que a tecnologia oferece a qualquer um nos tempos moderno a ponto de sentir na pele, literalmente falando, onde há um sinal de internet wi fi. Danny King, na infância, “ummeninotãobom”, ao crescer não passa de um cara cínico que se aproveita das relações – ou seria das encrencas em que se mete? – para sobreviver. Em contraponto, há seu primo, Howard: adotado, gordo, nerd. O típico rejeitado pelo restante da família por ser considerado o diferente. 

Na infância, os dois são muito unidos e – como toda criança – muito criativos. Ao nos apresentar a mente fértil de nossos personagens, Egan começa o jogo que permeará toda a narrativa: o que é real e o que é imaginário? Em muitos momentos, realidade e ficção se mesclam a ponto de trocarem de papeis – revelando, mais uma vez, a genialidade da autora. Voltando aos meninos, as brincadeiras e o universo infantil cria um laço entre os dois, até que a vontade de ser popular de Danny o faz “brincar” com Howie de uma forma que marca e muda a vida de ambos, separando-os até o reencontro no castelo, cuja torre mais alta e mais forte nomeia a obra: o Torreão. 

Paralela a esta história, temos a de Ray, um presidiário que participa da oficina de redação de Holly. Então, mais uma vez, a manipulação da história se torna incrível. Danny e Howie e seu castelo são reais ou apenas fruto da história de um preso que, em sua primeira crônica provoca brutalmente sua professora? Novamente, a ficção se funde com uma possível realidade. 

Enquanto tudo isso é apresentado na primeira parte do livro; na segunda, encontramos uma densa narrativa de tirar o fôlego de qualquer leitor! Nela, Danny visita o Torreão e a parte fantástica do livro transborda causando um impacto físico em quem está ali com ele. O castelo em si, e consequentemente seu Torreão, pode ser considerado quase um personagem. Cenário da maior parte da narrativa é misterioso, denso, sem qualquer conexão com o exterior... Verdadeiro mundo a parte que ajuda a narrativa tirar seus leitores da órbita! A cada passo que Danny dava ali dentro, em muitos momentos – poderia dizer que ao longo de toda a parte –, me vi ao seu lado, suando frio com ele, tremendo, me desesperando, buscando uma explicação com a mesma sede, com o mesmo torpor. Seria Howard um louco ou nós, leitores, estávamos enlouquecendo pela falta de conexão com o mundo juntamente com o Danny? A conclusão só chega à última linha, ao último ponto final. 

Este é um livro que desperta emoções. Além da adrenalina da segunda parte, a terceira é comovente a ponto de ter momentos que quase me levaram ao pranto. Mais uma vez, a dosagem disso tudo põe a mostra o quão fantástica é o estilo da autora. 

Falando no estilo, Jennifer Egan usa e abusa daquilo que ela faz com maestria: começa com o narrador em terceira pessoa e mais à frente, percebemos que aquele narrador é uma das personagens. O ponto de vista, esteja ele em primeira ou terceira pessoa, é múltiplo, uma vez que na obra, quase todos os personagens “têm voz”. Isso dá um ritmo alucinado na narrativa e contribui para que ela se torne tão incrível. 

Com O Torreão, Egan consegue provocar o leitor para assuntos que muito importantes: como despertamos a nossa criatividade em um mundo em que tudo está praticamente pronto? Como quebramos os paradigmas dos padrões preestabelecidos? Como dosamos a tecnologia e a ausência dela? 

Por fim, devo ressaltar que a dose de “fantástico” que há na narrativa está na medida. Até quem é mais crítico com isso – assim como eu – vai gostar, uma vez que estes elementos surreais dão um tom gótico à trama. 

Posso dizer, sem demagogia alguma, que os livros de Jennifer Egan foram os melhores que li até agora em 2012. O Torreão, antecessor de A visita cruel do tempo – embora tenha sido publicado depois dele aqui no Brasil – tem um final surpreendentemente tocante, carinhosamente lindo. Não preciso dizer o quanto recomendo a leitura das duas obras, elas já se tornaram livros de cabeceira para mim.

PS: Jennifer Egan, você me fez criar a minha própria definição para alto: o estado magnifico de deleite ao reconhecer livros formidáveis e me deleitar em suas leituras! Obrigada por isso! ;)


Livro: O Torreão
Título original: The Keep
Autora: Jennifer Egan
Tradução: Rubens Figueiredo
Editora: Intrínseca
Páginas: 240
Sinopse: Nos confins da Europa Oriental, um misterioso castelo resistiu a centenas de anos, apoiado no orgulho e na tradição de uma família. Até que Danny, um cínico nova-iorquino de trinta e seis anos que raramente vai a algum lugar que não tenha conexão wi-fi, chega para ajudar seu enigmático primo a reformar o castelo e transformá-lo em um hotel de luxo. Mas as coisas começam a ficar estranhas. Uma baronesa sinistra, um trágico acidente em uma piscina mal-assombrada, um traiçoeiro labirinto subterrâneo... Quando o pânico toma conta de Danny, ele descobre que a "realidade" pode ser algo em que ele não consegue mais acreditar.

Para ler o primeiro capítulo (em inglês), clique aqui.


Sobre a Autora:
Fernanda RodriguesFernanda Rodrigues é bacharela em Letras (Português e Inglês) e estudante do curso de Formação de Professores na USJT. Além de ser professora de Língua Inglesa, é louca por assuntos que envolvam a Literatura, as demais artes e o processo de ensino e aprendizagem. Escreve no Algumas Observações, no Escritos Humanos, no Teoria, Prática e Aprendizado e no Barbie Nerd

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Indicações da Semana #16 - Especial Amy Winehouse

Olá amigos do Nosso Clube do Livro!
Como hoje faz um ano da partida de Amy Winehouse - um ano de muita falta no mundo da música - fizemos uma pequena lista de indicações de livros sobre a cantora. 

Livro: Amy, Amy, Amy
Subtítulo: A história de Amy Winehouse
Autor: Chas Newkey-Burden
Editora: Madras
Páginas: 152
Ano: 2010
Sinopse: Este livro percorre toda a jornada errática de Amy Winehouse para a fama, desde sua infância em uma família judaica de North London, até sua subida meteórica ao estrelato e os dois álbuns que a elevaram para o topo. Nick Johnstone desvenda a vida e a carreira de uma das estrelas britânicas mais brilhantes e problemáticas. Seus problemas bastante divulgados com álcool e drogas, anorexia, bulimia e suspeita de autoflagelo a mantêm nas manchetes e ameaçam obscurecer seu talento como cantora. Amy, Amy, Amy reestabelece o equilíbrio, atribuindo a medida real ao talento de Winehouse enquanto oferece um relato honesto de suas múltiplas crises pessoais.


Livro: Amy Winehouse
Subtítulo: Biografia
Autor: Nick Johnstone
Editora: Gobo
Páginas: 200
Ano: 2008
Sinopse: Amy Winehouse foi uma das artistas mais contundentes e polêmicas da atualidade. Mesmo após a morte prematura, a cantora e compositora inglesa ainda ocupa posição de destaque no ranking das poucas unanimidades de público e crítica na história da música. Numa carreira meteórica - interrompida em 23 de Julho de 2011, quando foi encontrada morta em sua casa em Camdem Town (Londres) -, produziu dois álbuns extremamente sofisticados - Frank e Back to Black. No primeiro, lançado em 2003, a predominância da sonoridade jazzística faz jus ao título em homenagem a Frank Sinatra. Já no segundo, de 2007, o jazz mistura-se ao soul e recebeu vários prêmios, entre eles o BRIT, Modo (Music of Black Origin), Vodafone Live Award, Q Awards e cinco categorias do Grammy 2008. Além de ter fascinado os intelectuais da mídia especializada com seu estilo clássico, Amy vendeu milhões de discos e estreou na cobiçada lista da Bilboard em 7º lugar entre 200 sucessos.

Apesar da voz impressionante e da musicalidade de altíssimo nível, a qualidade artística de Amy foi ofuscada por problemas pessoais. Escândalos, drogas, depressão e bulimia começaram a prejudicar sua performance nos palcos e despertaram o interesse das mídias sobre celebridades. A biografia, escrita pelo jornalista britânico Chas Newkey-Burden, nos conta não só dos "pé na jaca" da cantora, mas também da época de anonimato, das influências, das escolas artísticas que a formaram, além de críticas dos jornais mais prestigiados do mundo.

Amy Winehouse - Biografia começa a traçar a história da compositora de "Rehab" a partir de sua família. Seus tios tinham banda de jazz e seu pai adorava Frank Sinatra, Thelonious Monk e Ella Fitzgerald. "Aprendi a cantar ouvindo Ella", diz Amy num trecho da biografia. Com 14 anos, a inglesinha ganhou sua primeira guitarra - uma Fender Stratocaster. Desde então, começou a tocar, compor e cantar. Nesta época, ganhou uma bolsa de estudos na Sylvia Young Theatre School, mas foi convidada a sair por mau comportamento. Mais tarde, ingressou na BRIT Performing Arts & Technology School, mas também não durou muito. Com a gravação do segundo disco, a fama caótica tem início. Um escândalo por dia, magreza, overdose. E quase esquecem de sua música, uma arte que nunca foi menos do que fantástica. Esta edição aborda fatos da trajetória da cantora até 2008.

“AMY, MINHA FILHA” – Capítulo 3 – Quando ela se apaixonou

(Texto via Catraca Livre)


Acabou sendo bom que Sylvia Young mantivesse contato com Amy depois que ela saiu da escola, porque foi Sylvia quem inadvertidamente impulsionou a carreira de Amy numa direção totalmente nova. 

Mais para fins de 1999, quando Amy estava com 16 anos, Sylvia ligou para Bill Ashton, o fundador, diretor musical e presidente vitalício da National Youth Jazz Orchestra, para tentar marcar um teste para Amy. Bill disse a Sylvia que eles não faziam testes. 

- Basta mandar que ela venha – disse ele. – Ela poderá se juntar a nós se quiser. 

Amy foi e, numa manhã de domingo, mais ou menos um mês depois, pediram que cantasse quatro músicas com a orquestra naquela noite porque uma das cantoras não ia poder se apresentar. Ela não conhecia as músicas muito bem, mas isso não a desconcertou. Para Amy foi moleza. Um ensaio rápido, e já tinha aprendido todas elas. 

Cantou com a NYJO por uns tempos e fez uma de suas primeiras gravações de verdade com eles. Organizaram um CD e Amy cantou nele. Quando Jane e eu ouvimos, quase caí duro –não podia acreditar como sua voz estava fantástica. Minha música preferida nesse CD sempre foi The Nearness Of You. Já a ouvi cantada por Sinatra, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Billie Holiday, Dinah Washington e Tony Bennett. Mas nunca a ouvi cantada como Amy a cantou. Foi e continua a ser belíssima. 

Não havia dúvida de que a NYJO e as próprias apresentações de Amy exercitaram ainda mais sua voz, mas foi um amigo dela, Tyler James, quem realmente deu o pontapé inicial. Os dois tinham se conhecido na escola de Sylvia Young e continuaram grandes amigos até o fim da vida de Amy. Na escola de Sylvia Young, Amy estava um ano abaixo de Tyler, de modo que eram de turmas diferentes. Já nos dias de canto e dança, frequentavam as mesmas aulas, pois tinham permitido que Amy pulasse um ano. Assim, ensaiavam e faziam testes juntos. Conheceram-se quando seu professor de canto, Ray Lamb, pediu que quatro alunos cantassem “Parabéns para você” numa fita que estava fazendo para o aniversário da sua avó. Tyler ficou abismado quando ouviu aquela menininha cantando, nas palavras dele, “como uma rainha do jazz”. A voz dele ainda não tinha mudado, e ele estava cantando como um Michael Jackson ainda jovem. Tyler diz que reconheceu o tipo de pessoa que Amy era assim que avistou seu piercing no nariz e soube que ela o fizera sozinha, usando um pedaço de gelo para abrandar a dor. 

Depois que Amy saiu da escola de Sylvia Young, a amizade dos dois se fortaleceu, pois passaram a se encontrar com Juliette e outras amigas. Tyler e Amy falavam muito sobre as depressões que a maioria dos adolescentes tem. Todas as noites de sexta-feira, falavam-se ao telefone, e todas as conversas terminavam com um cantando para o outro. A amizade dos dois era incrível. Não eram namorados; eram mais como irmãos. Tyler foi um dos poucos rapazes que Amy chegou a levar aos jantares de sexta-feira de minha mãe.  

Após sair da escola de Sylvia Young, tornou-se cantor de soul; e, enquanto Amy estava cantando com a NYJO, Tyler se apresentava em pubs, boates e bares. Tinha começado a trabalhar com um cara chamado Nick Shymansky, funcionário de uma agência de relações públicas chamada Brilliant! Era o primeiro artista de Nick e logo procurou Amy para que ela lhe desse uma fita com uma gravação sua para ele mostrar a Nick. Amy acabou lhe dando uma fita de lugares-comuns do jazz que tinha cantado com a NYJO. Tyler adorou o trabalho e a incentivou a gravar mais umas faixas antes de enviar a fita para Nick. 

Tyler vinha falando de Amy com Nick havia meses, mas Nick, que era só uns dois anos mais velho que Tyler e estava acostumado a ouvir papo exagerado a respeito de cantores, não esperava nenhuma experiência radical. Mas é claro que foi isso o que chegou a ele. Amy enviou a fita num saquinho coberto de decalques de corações e estrelas. De início, Nick achou que Amy tinha simplesmente gravado algum disco antigo de outra cantora, porque a voz não parecia ser a de uma garota de 16 anos. No entanto, como a produção era muito fraca, ele logo se deu conta de que ela não poderia ter feito nada semelhante. (Na realidade, ela gravara a fita com sua professora de música na escola de Sylvia Young.) Nick pegou o número do telefone de Amy com Tyler; mas, quando ligou, ela não ficou nem um pouco impressionada. Ele continuou a ligar para ela e por fim ela concordou em se encontrar com ele num dia em que ia ensaiar num pub, bem perto de Hanger Lane, na zona oeste de Londres. 

Eram 9h da manhã de domingo –Amy conseguia acordar cedo quando queria (nessa época, ela estava trabalhando nos fins de semana, vendendo trajes fetichistas numa banca na feira de Camden, zona norte de Londres). Quando Nick foi se aproximando do pub, ouviu o som de uma “big band” –que não é o que você espera de um pub àquela hora da manhã de um domingo. Ele entrou e ficou atônito diante do que viu: uma banda de velhos entre os 60 e os 70 anos de idade, e uma garota de 16 a 17 anos, com uma voz extraordinária. 

De cara, Nick e Amy descobriram uma grande afinidade. Ela estava fumando Marlboro Reds, quando a maior parte dos adolescentes da sua idade fumava Lights, o que, para ele, significou que Amy sempre precisava estar um passo à frente de todos os outros. Quando Nick estava conversando com ela no estacionamento do pub, um carro deu marcha a ré e Amy gritou por ele ter passado por cima do seu pé. Nick demonstrou preocupação e solidariedade, verificando se estava tudo bem com ela. Na realidade, o carro não tinha passado por cima do seu pé, e tudo aquilo tinha sido uma encenação para ela descobrir como ele reagiria. Era a brincadeira do engasgo de novo –ela nunca se livrou desse tipo de infantilidade. Não faço ideia do que, na mente de Amy, esse teste pretendia averiguar, mas dali em diante Amy e Nick realmente se deram muito bem um com o outro, e ele continuou a ser um bom amigo para o resto de sua vida. 

Nick apresentou Amy a seu chefe na Brilliant!, Nick Godwyn, que lhe disse que eles queriam assinar um contrato com ela. Ele convidou Janis, Amy e eu para jantar fora; Amy, usando um gorro com pompom e calças cargo, com o cabelo em duas tranças. Ela parecia encarar tudo com naturalidade, mas eu mal conseguia ficar sentado. 

Nick disse-nos como considerava Amy talentosa como compositora, tanto quanto como cantora. Eu sabia que ela era uma cantora muito boa, mas foi sensacional ouvir um profissional do ramo dizer isso. Eu sabia que ela estava compondo música, mas não fazia ideia se era boa ou não porque nunca tinha ouvido nada escrito por ela. Depois, no caminho de volta à casa de Janis para deixar Amy e a mãe, tentei ser realista quanto ao acordo. Muitas vezes, essas coisas não dão em nada.

- Eu gostaria de ouvir algumas das suas músicas, querida –disse eu, sem nem mesmo ter certeza se ela estava me escutando. 
- Ok, papai. Não ouvi nenhuma delas –pelo menos não naquela época. 

Como tinha só 17 anos, Amy não podia assinar um contrato formal. Por isso, Janis e eu concordamos em assinar.
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