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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

[Evento] Lançamento de "Jack Kerouac: king of the beats"

A Editora José Olympio, a Casa do Saber e o jornal O Estado de S. Paulo realizarão um evento de lançamento do livro Jack Kerouac: king of the beats. Os encontros com o autor, Barry Miles, acontecerão em São Paulo e no Rio de Janeiro, conforme explica a imagem abaixo.

Clique para ampliar.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Indicações da Semana #6

As indicações desta semana são todas do autor brasileiro e membro da Academia Brasileira de Letras, Ariano Suassuna. Para quem gosta de teatro, é uma excelente pedida! ;)

Livro: Uma Mulher Vestida de Sol
Autor: Ariano Suassuna 
Editora: José Olympio

Sinopse: Uma Mulher Vestida de Sol foi a primeira grande tragédia produzida no Nordeste. Escrita para um concurso promovido pelo Teatro do Estudante de Pernambuco, em 1947, e classificada em primeiro lugar, deu início também à carreira de autor teatral de Ariano Suassuna. Segundo Suassuna, a obra era, ainda, sua primeira tentativa de recriar o romanceiro popular nordestino.




Livro: Auto da Compadecida
Autor: Ariano Suassuna
Editora: Agir

Sinopse: O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, consegue o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição popular do cordel.






Livro: O Casamento Suspeitoso
Autor: Ariano Suassuna
Editora: José Olympio

Sinopse: Com ilustrações de Zélia Suassuna - artista plástica e mulher do autor - a obra conta a história do casamento entre Geraldo e Lúcia e os interesses que o rodeiam. O livro é temperado com uma pitada de literatura de cordel e uma colher de folclore nordestino.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Os Sapos

(Por Manuel Bandeira, 1918)


Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas...

Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"
- "Foi!" - "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.

Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo".

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...

"Os Sapos" é um poema escrito por Manuel Bandeira, em 1918, e publicado em 1919. Destaca-se em sua obra por ter sido declamado por Ronald de Carvalho durante a Semana de Arte Moderna de 1922, evento de que Bandeira não participa, efetivamente. Ronald de Carvalho, em meio a vaias do público, lê o poema, que é uma sátira ao Parnasianismo, corrente estilística da época. Manuel Bandeira joga com as palavras à maneira dos parnasianos, colocando pontos essenciais e características importantes defendidas e cultuadas por eles; isto é: sonoridade, métrica regular etc. (Explicação por Certo!!! - MAC, USP) 
__________________
Referência bibliográfica: 
Texto da poesia "Os Sapos":
BANDEIRA, Manuel 1886 - 1968. Antologia Poética. Rio de Janeiro: José Olympo, 1976, 8ª edição, página 24.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Ferreira Gular ganha prêmio

Em Alguma Parte Alguma, livro mais recente do poeta brasileiro Ferreira Gullar, fez seu autor ganhar o 1º Prêmio Moacyr Scliar de Literatura, de 15 mil reais.A editora José Olympio, dententora dos direitos de distribuição da obra, também foi reconhecida, recebendo 30 mil reais. Priorizando a poesia em sua primeira edição, o prêmio é realização da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul por meio do Instituto Estadual do Livro e da Associação Lígia Averbuck.

Ferreira Gullar

Em Alguma Parte Alguma, marca o retorno de Gullar à publicação de poesias após 10 anos sem fazê-lo. Segundo reportagem publicada no site do jornal O Estado de São Paulo, o autor declarou o apreço sobre o reconhecimento, dizendo:
"Fiquei bastante feliz não só porque é a primeira vez que ele é dado, mas também pela razão de ter o nome de Moacyr Scliar, que era um amigo muito querido, um companheiro fraterno e um grande escritor. Eu gostaria de homenageá-lo com esse prêmio".
Ele ainda completou falando sobre seu processo criativo:
"Escrevo poesia muito raramente porque, no meu caso, a poesia é uma coisa que não controlo. Só quando o mundo espanta, quando alguma coisa surpreende, maravilha ou atordoa é que você escreve. Quem me dera que eu pudesse escrever todo dia um poema".
O último poema escrito por Ferreira Gullar, nasceu em novembro de 2009.

A comissão julgadora foi formada por Heloisa Buarque de Hollanda, Ricardo Vieira Lima, Antônio Carlos Secchin, Armindo Trevisan e Carlos Felipe Moisés. O prêmio será entregue no dia 29 de março. As obras Em Trânsito, de Alberto Martins; A Vida Submarina, de Ana Martins Marques; Lar, de Armando Freitas Filho, e Aleijão, de Eduardo Sterzi, receberam menção honrosa.

Capa da obra premiada.
Leia, abaixo a sinopse do livro Em Alguma Parte Alguma, publicada no site da editora José Olympio:
Após dez anos da publicação de seu último livro de poemas, Muitas vozes, Ferreira Gullar entrega ao público, agora, este Em alguma parte alguma, em que dá prosseguimento à reflexão poética sobre a existência. Este difere dos livros anteriores, no desenvolvimento de novos temas e, sobretudo, pelas questões que suscita na realização do poema.
É ele mesmo, o autor, quem costuma assinalar, como característica de sua produção poética o fato de que, sem que o busque deliberadamente, cada um de seus livros de poemas difere do outro, bem mais do que costuma ocorrer num mesmo autor. Faz questão de assinalar que não planeja seus livros de poemas, sendo eles, portanto, resultado da própria indagação poética e da reflexão sobre a vida e sobre seu trabalho de poeta. 
Ferreira Gullar afirma que o seu poema nasce do “espanto”, quando inesperadamente depara-se com um aspecto inesperado do real e, a partir daí, vão se sucedendo os poemas, até que a motivação se esgote. Isso explica a recorrência de determinados temas, que, tempos depois, voltam a ganhar atualidade. 
Nestes últimos anos, a obra de Ferreira Gullar, já consagrada pela crítica e pelos leitores, foi distinguida com prêmios de alta significação na vida cultural, como o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, e, este ano, com o Prêmio Camões, a mais alta distinção que se concede a escritores de língua portuguesa. Gullar foi também indicado para o Prêmio Nobel de Literatura, em 2002 e 2004.
Livro: Em Alguma Parte Alguma
Autor: Ferreira Gullar
Gênero: Poesia
Editora: José Olympio 
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