sábado, 10 de janeiro de 2015

[Resenha] O irmão alemão, de Chico Buarque


O mais novo livro do Chico Buarque, O irmão alemão, é simplesmente genial. Astuto como é, o autor misturou fatos da sua vida real com a ficção para compor uma história que envolve e comove o seu leitor.

Narrado em primeira pessoa, Francisco de Hollander, o Ciccio, nos apresenta a sua vida – desde a adolescência até a fase adulta – e sua busca pelo (meio) irmão alemão, que ele descobre, por acaso, ser filho de um breve relacionamento que o pai teve enquanto morou na Germânia, antes da Segunda Guerra Mundial. No entanto, ao longo da narrativa, nota-se que esta busca não é apenas a de um reencontro com um desconhecido com o mesmo sangue, é uma busca pela própria identidade e pelos laços familiares.

Por ser testemunha ocular do período da ditadura militar, Chico Buarque consegue inserir seu personagem com maestria no período. Para quem conhece bem São Paulo (principalmente a região central, entre a República e as Avenidas Paulista e Teodoro Sampaio), fica impossível não se ver andando com Ciccio e não se transformar em testemunha ocular de todas as suas peripécias.  Com ele vamos em busca de Anne Ernest, ex-namorada de seu pai, e seu filho, Sergio Ernest, o tal irmão alemão. 

Sergio de Hollander, o pai dos irmãos em questão, é intelectual consagrado. Então, a história, de certa maneira, não deixa de ser uma ode de amor aos livros. Definitivamente, os amantes de bibliotecas desejarão viver na casa dos Hollander, já que ela tem suas paredes revestidas de livros raros – que Ciccio faz questão de exibir na universidade enquanto cursa Letras. Além disso, para dar cada vez mais um tom verossímil à narrativa, ao longo do livro há cópias escaneadas de documentos reais que comprovam a existência do irmão alemão.

Um dos documentos que faz parte do acervo da família Buarque de Holanda

Após muita pesquisa, Chico Buarque conseguiu traçar um roteiro belo e intenso, que culmina com um final poético a um fato histórico-literário de seu passado em que afeto e autoconhecimento se tornam um sentimento só.

Livro: O irmão alemão
Autor: Chico Buarque
Páginas: 240
Sinopse: Sergio Buarque de Holanda morou em Berlim entre 1929 e 1930, como correspondente de O Jornal, órgão dos Diários Associados. Na cidade travou contato com nomes relevantes da intelligentsia local, como Thomas Mann - a quem entrevistou nos elegantes salões do Hotel Adlon, no bulevar Unter den Linden - e o historiador Friedrich Meinecke - a cujas aulas assistiu. Essa Berlim brechtiana foi também cenário de uma aventura amorosa entre o brasileiro e certa Anne Ernst, da qual resultou um filho, Sergio Ernst, que o pai jamais conheceu. De volta ao Brasil, Sergio Buarque daria largos passos rumo ao ensaísmo acadêmico, se tornaria professor universitário e diretor de museu, logo um dos maiores intelectuais do país. Casou-se, teve sete filhos, entre os quais Chico Buarque. Seu “mau passo juvenil” não era exatamente um tabu, porém estava longe de ser assunto na família. Chico só soube da história em 1967, aos 22 anos. Estava na casa de Manuel Bandeira em companhia de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, e o poeta pernambucano deixou escapar algo sobre aquele “filho alemão do seu pai”. Quando se preparava para escrever um novo romance, o autor pediu a Luiz Schwarcz - como costuma fazer ao fim dos períodos de entressafra literária - que lhe enviasse livros de que gostara nos últimos tempos. No pacote foram Austerlitz, de W. G. Sebald, cruciante investigação ficcional da memória e da história pessoal, e Paris, a festa continuou, de Alan Riding, uma história narrativa das manifestações culturais na Paris ocupada pelos nazistas (a bem da verdade um relato da acomodação de grande parte dos artistas e empresários da cultura franceses às forças de ocupação). A leitura de Austerlitz despertou em Chico Buarque a angústia pelo destino incerto desse irmão que jamais conhecera - e que bem poderia ter sucumbido aos anos de terror numa “cidade bombardeada e partida ao meio”, ou mesmo cerrado fileiras com a juventude hitlerista. Transcorridas quase cinco décadas, decidiu então tomar o assunto como matéria para um novo livro. Logo assomou a necessidade de saber o que se passara com Sergio Ernst, por motivos afetivos mas agora também literários. Afinal, como desatar os nós da narrativa sem conhecer o fim da história real? Por sua vez, um pianista salvo do nazismo pelo mítico benemérito americano Varian Fry, citado em Paris, a festa continuou, evocou lembranças da infância paulistana do autor -, e deu-lhe o mote para uma figura central do romance. Começava-se assim a desenrolar o novelo. Chico Buarque já enfrentava as primeiras páginas quando tomou conhecimento de uma correspondência - preservada por sua mãe, Maria Amelia Buarque de Holanda - entre autoridades do governo alemão e seu pai, ali chamado de Sergio de Hollander. Já no poder, os nazistas queriam se certificar de que a criança, então sob a guarda do Estado, não tinha antepassados judeus, a fim de liberá-la para adoção. Ao tomar ciência do teor dos documentos, Chico deu início a uma pesquisa exaustiva sobre a vida e o paradeiro do garoto. Por intermédio do historiador brasileiro Sidney Chalhoub, acionado pela editora enquanto passava um período acadêmico em Berlim, os pesquisadores João Klug (historiador) e Dieter Lange (museólogo) embarcaram num trabalho verdadeiramente detetivesco, conseguindo afinal traçar o destino do “irmão alemão”, com descobertas surpreendentes. O irmão alemão reproduz ficcionalmente essa pesquisa real, mas não é um relato histórico. O autor usa a realidade como fonte da ficção. A narrativa se estrutura numa constante tensão entre o que de fato aconteceu, o que poderia ter sido e a mais pura imaginação. Na São Paulo dos anos 1960, o adolescente Francisco de Hollander, ou Ciccio, encontra uma carta em alemão dentro de um volume na vasta biblioteca paterna, a segunda maior da cidade. Em meio a porres, roubos recreativos de carros e jornadas nem sempre lícitas a livros empoeirados, surgem pistas que detonam uma missão de vida inteira. Ao tentar traçar o destino de seu irmão alemão, parece também estar em jogo para o narrador ganhar o respeito do pai, que, apesar dos arroubos intelectuais de Ciccio, tem mais afinidade com Domingos, ou Mimmo, seu outro filho, galanteador contumaz, leitor da Playboy e da Luluzinha, e sempre a par das novas sobre Brigitte Bardot. A despeito das tentativas de mediação da mãe, Assunta - italiana doce e enérgica, justa e com todos compreensiva -, a relação dos irmãos é quase feita só de silêncio, competição e ressentimento. Num decurso temporal que chega à Berlim dos dias presentes, e que tem no horror da ditadura militar brasileira e nos ecos do Holocausto seus centros de força, O irmão alemão conduz o leitor por caminhos vertiginosos através dessa busca pela verdade e pelos afetos.


Veja o autor lendo trechos da obra:




domingo, 4 de janeiro de 2015

[Promoção] Resultado de "Natal e aniversário é no Nosso Clube do Livro"

Olá leitores lindos!
Esperamos que 2015 tenha começado com leituras incríveis para cada um de vocês! ;)

Escrevemos hoje para dar o resultado da promoção Natal e aniversário é no Nosso Clube do Livro. Todo mundo pronto para saber quem ganhou os super kits?!


Parabéns às vencedoras!

A Leonara C vai levar para casa o kit 1:
- 2 pôsteres do livro Magisterium; - 1 cartela de adesivos do livro Primeiro Amor; - 3 cartelas das Regras do Desapego, do livro Não se Apega , não; - 1 exemplar do livro Não se Apega, Não, escrito por Isabela Freitas; - 1 exemplar do livro Sobre o Amor e Dias de Sol, escrito por Veronica Fantoni. - 35 marcadores de livros diversos; - 1 marcador do livro Sonhei que amava você, autografado pela Tammy Luciano.

Já a Aurora C receberá o kit 2:
- 2 pôsteres do livro Magisterium; - 3 cartelas das Regras do Desapego, do livro Não se Apega , não; - Sinopses dos livros Eu me chamo Antônio e Os solteiros; - 1 exemplar do livro Segundos Depois, escrito por Vinícius Márquez; - 38 marcadores de livros diversos; - 1 marcador do livro Sonhei que amava você, autografado pela Tammy Luciano.

Meninas, vocês têm o prazo de 24 horas para entrar em contato com a equipe do blog. No e-mail, devem mandar o endereço para o recebimento dos kits!

E para você que não ganhou, não fique triste. Em breve teremos novas promoções! ;)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Gleice Couto e Victor Almeida lançam conto de Natal

Onde encontrei meu lar foi escrito pelos autores Gleice Couto e Victor Almeida e conta a história de Nathan e Manu, dois melhores amigos tentando mudar memórias e construir algumas novas em plena época de Natal.

O conto pode ser lido gratuitamente via Wattpad e pode ser comprado na loja da Amazon. Ele também estará disponível em breve na loja da Kobo.





"Meu coração ficou pequeno e se perdeu em algum lugar dentro do meu peito. Era para Nathan estar ali. Ele sempre sabia como encontrá-lo." 


Ela não queria suas memórias.
Ele queria reconstruí-las. Mas, juntos, poderiam criar uma nova.


Livros da Novo Conceito em prol da Fundação Abrinq - Save the Children





A partir do mês de janeiro de 2015, o leitor que comprar livros editados pelo Grupo Editorial Novo Conceito estará ajudando a Fundação Abrinq - Save the Children. Uma porcentagem do valor das obras vendidas será destinada à instituição que defende o direito das crianças e dos adolescentes brasileiros.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

[Resenha] O grande Ivan, de Katherine Applegate

Foto por: Fernanda Rodrigues - Nosso Clube do Livro
A capa e o trabalho gráfico do livro são lindos!

O Grande Ivan é um livro que cativa o seu leitor pelo coração. Sua autora, Katherine Applegate, baseou-se na história de um gorila que vivera por anos em um shopping americano até que a população se revoltou e ele foi transferido para o Zoológico de Atlanta. 

Para que pudéssemos compreender o sentimento do animal, a autora dá a voz ao Ivan, primata que vive no Grande Shopping e Fliperama da Saída 8. Por meio dele, a obra apresenta aos seus leitores vários pontos importantes sobre o cuidado com o animais e sobre o modo de vida das pessoas. 

É notável o trabalho de pesquisa da escritora. Os fatos históricos e científicos são apresentados de maneira natural e divertida, sem carregar o peso da realidade. Por ser narrado em primeira pessoa, temos a impressão de que estamos dialogando diretamente com o gorila, uma vez que Ivan é um narrador envolvente e querido.

Foto por: Fernanda Rodrigues - Nosso Clube do Livro
Trecho da página 22: "Os humanos de fato são inteligentes. (...) Mas são péssimos caçadores".
A linguagem do texto é muito gostosa.  Por meio dela, recebemos informações úteis como quando ele nos diz que "um gorila de costas cinza-prateadas precisa comer vinte quilos de comida por dia se quiser viver bem" (página 42). e passamos a perceber a inocência do personagem.

Por meio de sua amizade com Stella (a elefante que mora no habitat ao lado), com Bob (o cãozinho vira-lata que dorme em sua barriga), com Julia (filha do faxineiro do shopping) e Ruby (a filhote de elefante que chega ao shopping e muda a sua vida), aprendemos mais sobre amor e lealdade. É por meio do laço que têm com todos eles, que Ivan toma consciência do seu papel no mundo e da importância de sua arte. Sim, Ivan e Julia são artistas. E é justamente a arte que liberta o primata de seu cativeiro.

Foto por: Fernanda Rodrigues - Nosso Clube do Livro
Amizade entre Ivan e Júlia. (Página 51)
O livro é pequeno no tamanho, mas grande em seu conteúdo. Applegate consegue falar - de modo direto ou nas entrelinhas - sobre amizade, lealdade, morte, sonhos, promessas, importância do estudo e coragem. O grande Ivan é aquele tipo de obra que é destinada ao público infanto-juvenil, mas que cativa todas as idades, todos os corações.

"As lembranças são preciosas - acrescenta Stella. Elas nos ajudam a ser quem somos"
(página 60)

Livro: O Grande Ivan
Título Original: The one and only Ivan
Autor: Katherine Applegate
Tradução: Maurício Tamboni
Ilustrações: Patrícia Castelao
Páginas: 288
Editora: #irado (Novo Conceito)
Sinopse: Ivan mora dentro de um shopping e nunca tinha pensado em voltar para a natureza até o dia em que a pequena Ruby, um filhote de elefante, foi comprada pelo dono do circo. Baseado em fatos reais, O GRANDE IVAN é uma história deliciosa, cheia de humor, ao mesmo tempo doce e inteligente, sobre os direitos dos animais e sobre a força da amizade. Não importa quantos anos você tem... Você deveria ler este livro hoje, agora mesmo. Aliás, o que você está esperando para começar?
Leia trecho disponibilizado pela editora. | Livro no skoob.


Sobre a Autora:
Fernanda Rodrigues é bacharela em Letras (Português e Inglês) e licenciada no curso de Formação de Professores da USJT. Além de ser professora de Língua Inglesa, é louca por assuntos que envolvam a Literatura, as demais artes e o processo de ensino e aprendizagem. Escreve no Algumas Observações e no Teoria, Prática e Aprendizado.

domingo, 21 de dezembro de 2014

[Com a palavra: o autor] O Natal de Livia Brazil

O Natal de Livia Brazil - Nosso Clube do Livro
Imagem por Thomás.
Eu sempre fico animada no Natal. Todos os preparativos, a decoração, os enfeites da árvore de Natal.  A própria árvore de Natal, não importa o tamanho ou a cor, é a sempre a estrela. Não, não é o Papai Noel, é a árvore. Ela que fica no centro da casa, com várias pessoas em volta, primeiramente ornamentando-a e, depois, no dia do Natal, esperando para receber os presentes que, dedos cruzados, serão vários (ah vai, eu sei que fui uma boa menina durante o ano). E além da árvore tem as luzes. As músicas. As comidas. Ah, as comidas... Bem, melhor parar por aqui senão encharco o papel (ou a tela do computador) de saliva.

Esse ano, pela primeira vez, o Natal será aqui em casa. Pra quem não me conhece (aliás, prazer, meu nome é Livia), eu casei esse ano. O que significa que eu também me mudei esse ano. E, por causa de todas essas mudanças e para simbolizar esse momento, decidimos, marido e eu, fazer todas as festas de fim de ano aqui no nosso pequeno apartamento de duas pessoas. Só que virão, em cada dia (24 e 25), pelo menos 10 pessoas (e um cachorro e um rato). E, no máximo, 15 pessoas. Estou um pouco nervosa para ver como vai ser a logística de espaço por aqui, mas isso é um caso a ser pensado (e analisado e desesperado) no dia. E, para falar a verdade, acho que nem será um problema.  As nossas famílias são muito tranquilas, ninguém se importa muito de sentar no chão (ou deitar, depois de ter se empanturrado de comidas natalinas) ou ter que se espremer no sofá. Porque, pra gente, o que importa é estar junto.

Sei o que você pode estar pensando. “Ah, Livia, duvido que seja essa alegria toda, famílias assim só em livros”. Mas é verdade, nossas famílias são muito relaxadas e não ligam pra essas coisas. E eu tenho muita sorte de ter uma família – e de ter entrado em uma nova – assim. Porque, no final das contas, o mais importante no Natal é isso, estar junto de nossas famílias, confraternizando, conversando, trocando opiniões, e comendo, claro, comendo, muito. E trocando presentes porque, vamos combinar, é muito legal ganhar presentes!

Então, se vocês me permitem, peço que torçam pra que tudo dê certo nesse Natal nosso aqui em casa, no nosso primeiro ano, onde vamos cozinhar comidas gostosas e acomodar nossas famílias. E fazer piadas sem graça e rir de coisas bobas. E fazer carinho no cachorro, conversar com meu rato e brincar com a única criança que temos na família (por enquanto). E que no final estejamos exaustos, mas com sorrisos nos rostos por ter sido dois dias incríveis, com muito amor.

E, claro, desejo o mesmo para vocês. Que vocês tenham dois dias maravilhosos com as pessoas que amam, e que sejam dias que vocês sempre se recordem. E lembrem-se de esquecer de qualquer problema, qualquer situação mal resolvida, qualquer indisposição que possa haver e só celebrar essa data que, infelizmente, só temos uma vez por ano e que foi feita para celebrações e para trocarmos carinho e palavras bonitas.

Desculpa aí, pareci uma tia velha nesse final, né?

Sobre a autora:

Livia Grynberg Brazil, conhecida somente por Livia Brazil (para o desgosto de sua mãe), é casada, tem três gatos (Léo, Nilo e Valentina) e um rato de olhos vermelhos e pelo branquinho (Arry). Escreve poesia desde os seis anos de idade, mas só a partir dos treze começou a escrever coisas mais longas. Para o desespero de seus professores, passava as aulas inventando histórias, e foi assim que Alice Maria, personagem de seu primeiro livro, Queria Tanto, surgiu. Publicou-o pela Benvirá em 2011 e, após dois anos, em 2013, publicou seu segundo livro, Coisas Não Ditas, anteriormente uma fanfic de McFly, pela mesma editora. Atualmente, trabalha como revisora freelancer para várias editoras e se desdobra em várias escrevendo dois livros e alguns roteiros para curtas e webséries.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

[Evento] Abertura da biblioteca Parque Villa-Lobos

O Parque Villa-Lobos é um espaço de lazer incrível para os paulistas. Agora, quem o frequentar terá uma biblioteca pública à disposição. O espaço será inaugurado no dia 20 de dezembro, com uma programação cultural animada. Veja abaixo os detalhes e participe: 

Clique para ampliar.

domingo, 14 de dezembro de 2014

[Resenha] Eve & Adam, por Michael Grant e Katherine Applegate

Este livro foi muito bem dividido em começo, meio e fim. No primeiro capítulo conhecemos a Eve, uma personagem nerd , que sofre um acidente, fazendo sua vida tomar um rumo diferente a partir disso. Filha da geneticista, Terra, como não tinha nada para fazer enquanto se recuperava do acidente, ganhou a oportunidade de ser a primeira pessoa a testar uma nova máquina criada por sua empresa. Uma máquina que cria simulações de seres humanos. 

Solo, o outro personagem que narra o livro, é filho dos ex-sócios de Terra, mãe de Eve. Ele trabalha para a empresa farmacêutica de Terra e sabe de coisas que nem todos têm conhecimento. É um garoto muito inteligente e rebelde que quer ver sua inimiga pagar pelo que fez. 

A história se desenrola através desses dois personagens e suas diferentes vidas. Mas este não é um livro de apenas um romance entre duas pessoas diferentes, é uma história de ambição, traição, busca pelo poder, vingança e romance. É um livro que prende a pessoa com sua escrita bem desenvolvida e personagens maravilhosos. Michael Grant e Katherine Applegate souberam criar uma história empolgante do começo ao fim. 

Eu estava ansioso para ler este livro, pois foi um presente, porém imaginei que não fosse ser um livro que marcaria na minha mente. Digo com muito orgulho que eu estava errado. Este livro marcou e me mostrou como eu ainda tenho o costume de julgar o livro tanto pela capa como pelo título. O meu maior problema foi o final. O livro estava indo muito bem, sempre evoluindo, mas ao chegar no final, parece que deu uma queda no gráfico. Gostaria de dizer algo, mas seria um spoiler enorme. 

Uma das coisas que mais me deixaram de boca aberta foram as analogias feitas com os nomes dos personagens: Adam (Adão) e Eve (Eva). Toda a história do “começo da humanidade” e a história da maçã. A própria Eve soube muito bem como comentar sobre esse assunto e criar suas devidas relações em determinados momentos. 

Ainda faltam algumas questões a serem respondidas, então seria uma boa ideia eles escreverem uma continuação. Fora isso, o livro é ótimo e muito recomendável. 

Livro: Eve & Adam 
Título original: Eve & Adam 
Autor: Michael Grant and Katherine Applegate 
Tradução: Carolina Raquel Caires Coelho 
Páginas: 269 
Editora: Novo Conceito 
Sinopse: Tentando compreender sua constituição tão peculiar e, ao mesmo tempo, desejando ardentemente se adaptar aos seus pares, a jovem Ava, aos 16 anos, decide revolver o passado de sua família e se aventura em um mundo muito maior, despreparada para o que ela iria descobrir e ingênua diante dos motivos distorcidos das demais pessoas. Pessoas como Nathaniel Sorrows, que confunde Ava com um anjo e cuja obsessão por ela cresce mais e mais até a noite da celebração do solstício de verão. Nessa noite, os céus se abrem, a chuva e as penas enchem o ar, enquanto a jornada de Ava e a saga de sua família caminham para um desenlace sombrio e emocionante. Antes que Eve estreite os laços com Solo, um rapaz que compartilha segredos com a corporação, a Dra. Spiker lhe propõe um desafio - Eve terá a chance de testar, em primeira mão, um software desenvolvido para manipular genes humanos. Ela poderá criar um namorado sob medida! Mas brincar de Deus tem consequências, e agora Eve vai descobrir até que ponto existe perfeição.

Sobre o autor: 

Osmar Neto é resenhista convidado no blog Nosso Clube do Livro. Lê todo tipo de livro, desde clássicos à literatura moderna. Já leu cerca de 102 livros. Além desse seu vício, ele também ama café e filmes. Nas horas vagas gosta de escrever algumas páginas para o seu próprio romance.

[Promoção] Natal e aniversário é no Nosso Clube do Livro

Olá leitores!
Dia 25 de dezembro é uma data duplamente especial para a equipe Nosso Clube do Livro. Além de ser Natal, nós também comemoramos o aniversário do nosso do blog. :)

Para comemorar a chegada do Papai Noel e os 3 anos que vocês nos aturam do Nosso Clube do Livro, preparamos uma promoção mega especial!

Cada um dos kits leva um marcador autografado pela Tammy Luciano. ;)

PRÊMIO:

KIT 1:

- 2 pôsteres do livro Magisterium;
- 1 cartela de adesivos do livro Primeiro Amor;
- 3 cartelas das Regras do Desapego, do livro Não se Apega , não;
- 1 exemplar do livro Não se Apega, Não, escrito por Isabela Freitas;
- 1 exemplar do livro Sobre o Amor e Dias de Sol, escrito por Veronica Fantoni.
- 35 marcadores de livros diversos;
- 1 marcador do livro Sonhei que amava você, autografado pela Tammy Luciano.

KIT 2:

- 2 pôsteres do livro Magisterium;
- 3 cartelas das Regras do Desapego, do livro Não se Apega , não;
- Sinopses dos livros Eu me chamo Antônio e Os solteiros;
- 1 exemplar do livro Segundos Depois, escrito por Vinícius Márquez;
- 38 marcadores de livros diversos;
- 1 marcador do livro Sonhei que amava você, autografado pela Tammy Luciano.

SAIBA MAIS SOBRE OS LIVROS DOS KITS:

Kit1: Não se apega, não e Sobre o Amor e dias de Sol. | Kit 2: Segundos Depois.

Para saber mais sobre os livros que compõe os kits, leia as resenhas: Não se Apega, Não | Sobre o amor e dias de sol | Segundos Depois.

PARTICIPE:

a Rafflecopter giveaway

REGULAMENTO:

Para concorrer a um dos kits abaixo, você preencher o formulário acima, morar no Brasil e possuir um endereço de e-mail válido. Se você for o ganhador, deverá entrar em contato conosco por meio do e-mail nossocdl.blog@gmail.com, em até 24 horas após a divulgação do resultado da promoção.

Resultado:

O resultado será divulgado no dia 04 de janeiro de 2015.
Boa sorte a todos e Feliz Natal! ;D

sábado, 13 de dezembro de 2014

[Resenha] Fênix - A Ilha

Um livro bem descrito, com cenas bem fortes de tortura e morte. Será que não existe uma Ilha assim? Com um regime militar bem forte, onde ninguém sabe onde é, onde eles (os militares) tem o poder de fazer tudo? Eu não duvido.

A tal Ilha Fênix é aonde meninos e meninas órfãs e problemáticos, abaixo de 18 anos, vão quando têm várias ocorrências policiais. O juiz determina que a criança escolha entre a Ilha até completar 18 anos ou a prisão. Claro que todas as crianças escolhem a Ilha, mesmo sem saber, onde é, como é.

Ao chegar lá, eles descobrem que ela é comandada pelo regime militar. Desde o começo eles têm uma experiência nada agradável com esses soldados: há revista de objetos pessoais, nada de celulares, vídeo – games, Ipod, ou seja, nenhum contato com o mundo fora dali.

Conhecemos Carl, Octávia, Campbell e vários outros meninos e meninas que estão na Ilha. Carl é o personagem principal e vimos a historia sendo contada por ele desde o começo.

Enquanto narra, vemos que Carl é especial de um jeito que não entendemos. Conhecemos a vida desses meninos e meninas no quartel: desde o acordar as 05:00 da manhã, até dormir tarde da noite, lavar o banheiro com a escova de dente, aulas de combate... Vemos Carl se meter em briga com as “gangues” formadas dentro do quartel, Carl ser sempre o menino que ajudar os outros e que sempre se ferra na mão de Parker.

Há mortes de personagens que aprendemos a gostar, há punição que achamos injustas, mas o que não é injusto nessa tal Ilha estranha? Mortes estranhas, crianças sumindo, experiências, explicações absurdas.

Com cenas de violência gratuita o livro nos choca por ser muito realista. A obra deu origem a uma série de TV chamada Intelligence – que eu assisti a alguns episódios e posso dizer que não tem nada a ver com o livro.


Recomendo o livro para aqueles que têm estomago e coragem, pois esta não é uma narrativa para qualquer pessoa ler.

Livro: Fênix - A Ilha
Autor: John Dixon
Páginas: 336
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Sem telefone. Sem sms. Sem e-mail. Sem TV. Sem internet. Sem saída. Bem-vindo a Fênix: A Ilha. Na teoria, ela é um campo de treinamento para adolescentes problemáticos. Porém, os segredos da ilha e sua floresta são tão vastos quanto mortais. Carl Freeman sempre defendeu os excluídos e sempre enfrentou, com boa vontade, os valentões. Mas o que acontece quando você é o excluído e o poder está com aqueles que são perversos?

Sobre a Autora:
Camila Comparini  é Farmacêutica e Bioquímica formada pela Universidade Metodista de São Paulo. Adora ler, adora Literatura de Fantasia e Romance Policial e defende com unhas e dentes esse tipo de literatura
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