segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Gleice Couto e Victor Almeida lançam conto de Natal

Onde encontrei meu lar foi escrito pelos autores Gleice Couto e Victor Almeida e conta a história de Nathan e Manu, dois melhores amigos tentando mudar memórias e construir algumas novas em plena época de Natal.

O conto pode ser lido gratuitamente via Wattpad e pode ser comprado na loja da Amazon. Ele também estará disponível em breve na loja da Kobo.





"Meu coração ficou pequeno e se perdeu em algum lugar dentro do meu peito. Era para Nathan estar ali. Ele sempre sabia como encontrá-lo." 


Ela não queria suas memórias.
Ele queria reconstruí-las. Mas, juntos, poderiam criar uma nova.


Livros da Novo Conceito em prol da Fundação Abrinq - Save the Children





A partir do mês de janeiro de 2015, o leitor que comprar livros editados pelo Grupo Editorial Novo Conceito estará ajudando a Fundação Abrinq - Save the Children. Uma porcentagem do valor das obras vendidas será destinada à instituição que defende o direito das crianças e dos adolescentes brasileiros.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

[Resenha] O grande Ivan, de Katherine Applegate

Foto por: Fernanda Rodrigues - Nosso Clube do Livro
A capa e o trabalho gráfico do livro são lindos!

O Grande Ivan é um livro que cativa o seu leitor pelo coração. Sua autora, Katherine Applegate, baseou-se na história de um gorila que vivera por anos em um shopping americano até que a população se revoltou e ele foi transferido para o Zoológico de Atlanta. 

Para que pudéssemos compreender o sentimento do animal, a autora dá a voz ao Ivan, primata que vive no Grande Shopping e Fliperama da Saída 8. Por meio dele, a obra apresenta aos seus leitores vários pontos importantes sobre o cuidado com o animais e sobre o modo de vida das pessoas. 

É notável o trabalho de pesquisa da escritora. Os fatos históricos e científicos são apresentados de maneira natural e divertida, sem carregar o peso da realidade. Por ser narrado em primeira pessoa, temos a impressão de que estamos dialogando diretamente com o gorila, uma vez que Ivan é um narrador envolvente e querido.

Foto por: Fernanda Rodrigues - Nosso Clube do Livro
Trecho da página 22: "Os humanos de fato são inteligentes. (...) Mas são péssimos caçadores".
A linguagem do texto é muito gostosa.  Por meio dela, recebemos informações úteis como quando ele nos diz que "um gorila de costas cinza-prateadas precisa comer vinte quilos de comida por dia se quiser viver bem" (página 42). e passamos a perceber a inocência do personagem.

Por meio de sua amizade com Stella (a elefante que mora no habitat ao lado), com Bob (o cãozinho vira-lata que dorme em sua barriga), com Julia (filha do faxineiro do shopping) e Ruby (a filhote de elefante que chega ao shopping e muda a sua vida), aprendemos mais sobre amor e lealdade. É por meio do laço que têm com todos eles, que Ivan toma consciência do seu papel no mundo e da importância de sua arte. Sim, Ivan e Julia são artistas. E é justamente a arte que liberta o primata de seu cativeiro.

Foto por: Fernanda Rodrigues - Nosso Clube do Livro
Amizade entre Ivan e Júlia. (Página 51)
O livro é pequeno no tamanho, mas grande em seu conteúdo. Applegate consegue falar - de modo direto ou nas entrelinhas - sobre amizade, lealdade, morte, sonhos, promessas, importância do estudo e coragem. O grande Ivan é aquele tipo de obra que é destinada ao público infanto-juvenil, mas que cativa todas as idades, todos os corações.

"As lembranças são preciosas - acrescenta Stella. Elas nos ajudam a ser quem somos"
(página 60)

Livro: O Grande Ivan
Título Original: The one and only Ivan
Autor: Katherine Applegate
Tradução: Maurício Tamboni
Ilustrações: Patrícia Castelao
Páginas: 288
Editora: #irado (Novo Conceito)
Sinopse: Ivan mora dentro de um shopping e nunca tinha pensado em voltar para a natureza até o dia em que a pequena Ruby, um filhote de elefante, foi comprada pelo dono do circo. Baseado em fatos reais, O GRANDE IVAN é uma história deliciosa, cheia de humor, ao mesmo tempo doce e inteligente, sobre os direitos dos animais e sobre a força da amizade. Não importa quantos anos você tem... Você deveria ler este livro hoje, agora mesmo. Aliás, o que você está esperando para começar?
Leia trecho disponibilizado pela editora. | Livro no skoob.


Sobre a Autora:
Fernanda Rodrigues é bacharela em Letras (Português e Inglês) e licenciada no curso de Formação de Professores da USJT. Além de ser professora de Língua Inglesa, é louca por assuntos que envolvam a Literatura, as demais artes e o processo de ensino e aprendizagem. Escreve no Algumas Observações e no Teoria, Prática e Aprendizado.

domingo, 21 de dezembro de 2014

[Com a palavra: o autor] O Natal de Livia Brazil

O Natal de Livia Brazil - Nosso Clube do Livro
Imagem por Thomás.
Eu sempre fico animada no Natal. Todos os preparativos, a decoração, os enfeites da árvore de Natal.  A própria árvore de Natal, não importa o tamanho ou a cor, é a sempre a estrela. Não, não é o Papai Noel, é a árvore. Ela que fica no centro da casa, com várias pessoas em volta, primeiramente ornamentando-a e, depois, no dia do Natal, esperando para receber os presentes que, dedos cruzados, serão vários (ah vai, eu sei que fui uma boa menina durante o ano). E além da árvore tem as luzes. As músicas. As comidas. Ah, as comidas... Bem, melhor parar por aqui senão encharco o papel (ou a tela do computador) de saliva.

Esse ano, pela primeira vez, o Natal será aqui em casa. Pra quem não me conhece (aliás, prazer, meu nome é Livia), eu casei esse ano. O que significa que eu também me mudei esse ano. E, por causa de todas essas mudanças e para simbolizar esse momento, decidimos, marido e eu, fazer todas as festas de fim de ano aqui no nosso pequeno apartamento de duas pessoas. Só que virão, em cada dia (24 e 25), pelo menos 10 pessoas (e um cachorro e um rato). E, no máximo, 15 pessoas. Estou um pouco nervosa para ver como vai ser a logística de espaço por aqui, mas isso é um caso a ser pensado (e analisado e desesperado) no dia. E, para falar a verdade, acho que nem será um problema.  As nossas famílias são muito tranquilas, ninguém se importa muito de sentar no chão (ou deitar, depois de ter se empanturrado de comidas natalinas) ou ter que se espremer no sofá. Porque, pra gente, o que importa é estar junto.

Sei o que você pode estar pensando. “Ah, Livia, duvido que seja essa alegria toda, famílias assim só em livros”. Mas é verdade, nossas famílias são muito relaxadas e não ligam pra essas coisas. E eu tenho muita sorte de ter uma família – e de ter entrado em uma nova – assim. Porque, no final das contas, o mais importante no Natal é isso, estar junto de nossas famílias, confraternizando, conversando, trocando opiniões, e comendo, claro, comendo, muito. E trocando presentes porque, vamos combinar, é muito legal ganhar presentes!

Então, se vocês me permitem, peço que torçam pra que tudo dê certo nesse Natal nosso aqui em casa, no nosso primeiro ano, onde vamos cozinhar comidas gostosas e acomodar nossas famílias. E fazer piadas sem graça e rir de coisas bobas. E fazer carinho no cachorro, conversar com meu rato e brincar com a única criança que temos na família (por enquanto). E que no final estejamos exaustos, mas com sorrisos nos rostos por ter sido dois dias incríveis, com muito amor.

E, claro, desejo o mesmo para vocês. Que vocês tenham dois dias maravilhosos com as pessoas que amam, e que sejam dias que vocês sempre se recordem. E lembrem-se de esquecer de qualquer problema, qualquer situação mal resolvida, qualquer indisposição que possa haver e só celebrar essa data que, infelizmente, só temos uma vez por ano e que foi feita para celebrações e para trocarmos carinho e palavras bonitas.

Desculpa aí, pareci uma tia velha nesse final, né?

Sobre a autora:

Livia Grynberg Brazil, conhecida somente por Livia Brazil (para o desgosto de sua mãe), é casada, tem três gatos (Léo, Nilo e Valentina) e um rato de olhos vermelhos e pelo branquinho (Arry). Escreve poesia desde os seis anos de idade, mas só a partir dos treze começou a escrever coisas mais longas. Para o desespero de seus professores, passava as aulas inventando histórias, e foi assim que Alice Maria, personagem de seu primeiro livro, Queria Tanto, surgiu. Publicou-o pela Benvirá em 2011 e, após dois anos, em 2013, publicou seu segundo livro, Coisas Não Ditas, anteriormente uma fanfic de McFly, pela mesma editora. Atualmente, trabalha como revisora freelancer para várias editoras e se desdobra em várias escrevendo dois livros e alguns roteiros para curtas e webséries.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

[Evento] Abertura da biblioteca Parque Villa-Lobos

O Parque Villa-Lobos é um espaço de lazer incrível para os paulistas. Agora, quem o frequentar terá uma biblioteca pública à disposição. O espaço será inaugurado no dia 20 de dezembro, com uma programação cultural animada. Veja abaixo os detalhes e participe: 

Clique para ampliar.

domingo, 14 de dezembro de 2014

[Resenha] Eve & Adam, por Michael Grant e Katherine Applegate

Este livro foi muito bem dividido em começo, meio e fim. No primeiro capítulo conhecemos a Eve, uma personagem nerd , que sofre um acidente, fazendo sua vida tomar um rumo diferente a partir disso. Filha da geneticista, Terra, como não tinha nada para fazer enquanto se recuperava do acidente, ganhou a oportunidade de ser a primeira pessoa a testar uma nova máquina criada por sua empresa. Uma máquina que cria simulações de seres humanos. 

Solo, o outro personagem que narra o livro, é filho dos ex-sócios de Terra, mãe de Eve. Ele trabalha para a empresa farmacêutica de Terra e sabe de coisas que nem todos têm conhecimento. É um garoto muito inteligente e rebelde que quer ver sua inimiga pagar pelo que fez. 

A história se desenrola através desses dois personagens e suas diferentes vidas. Mas este não é um livro de apenas um romance entre duas pessoas diferentes, é uma história de ambição, traição, busca pelo poder, vingança e romance. É um livro que prende a pessoa com sua escrita bem desenvolvida e personagens maravilhosos. Michael Grant e Katherine Applegate souberam criar uma história empolgante do começo ao fim. 

Eu estava ansioso para ler este livro, pois foi um presente, porém imaginei que não fosse ser um livro que marcaria na minha mente. Digo com muito orgulho que eu estava errado. Este livro marcou e me mostrou como eu ainda tenho o costume de julgar o livro tanto pela capa como pelo título. O meu maior problema foi o final. O livro estava indo muito bem, sempre evoluindo, mas ao chegar no final, parece que deu uma queda no gráfico. Gostaria de dizer algo, mas seria um spoiler enorme. 

Uma das coisas que mais me deixaram de boca aberta foram as analogias feitas com os nomes dos personagens: Adam (Adão) e Eve (Eva). Toda a história do “começo da humanidade” e a história da maçã. A própria Eve soube muito bem como comentar sobre esse assunto e criar suas devidas relações em determinados momentos. 

Ainda faltam algumas questões a serem respondidas, então seria uma boa ideia eles escreverem uma continuação. Fora isso, o livro é ótimo e muito recomendável. 

Livro: Eve & Adam 
Título original: Eve & Adam 
Autor: Michael Grant and Katherine Applegate 
Tradução: Carolina Raquel Caires Coelho 
Páginas: 269 
Editora: Novo Conceito 
Sinopse: Tentando compreender sua constituição tão peculiar e, ao mesmo tempo, desejando ardentemente se adaptar aos seus pares, a jovem Ava, aos 16 anos, decide revolver o passado de sua família e se aventura em um mundo muito maior, despreparada para o que ela iria descobrir e ingênua diante dos motivos distorcidos das demais pessoas. Pessoas como Nathaniel Sorrows, que confunde Ava com um anjo e cuja obsessão por ela cresce mais e mais até a noite da celebração do solstício de verão. Nessa noite, os céus se abrem, a chuva e as penas enchem o ar, enquanto a jornada de Ava e a saga de sua família caminham para um desenlace sombrio e emocionante. Antes que Eve estreite os laços com Solo, um rapaz que compartilha segredos com a corporação, a Dra. Spiker lhe propõe um desafio - Eve terá a chance de testar, em primeira mão, um software desenvolvido para manipular genes humanos. Ela poderá criar um namorado sob medida! Mas brincar de Deus tem consequências, e agora Eve vai descobrir até que ponto existe perfeição.

Sobre o autor: 

Osmar Neto é resenhista convidado no blog Nosso Clube do Livro. Lê todo tipo de livro, desde clássicos à literatura moderna. Já leu cerca de 102 livros. Além desse seu vício, ele também ama café e filmes. Nas horas vagas gosta de escrever algumas páginas para o seu próprio romance.

[Promoção] Natal e aniversário é no Nosso Clube do Livro

Olá leitores!
Dia 25 de dezembro é uma data duplamente especial para a equipe Nosso Clube do Livro. Além de ser Natal, nós também comemoramos o aniversário do nosso do blog. :)

Para comemorar a chegada do Papai Noel e os 3 anos que vocês nos aturam do Nosso Clube do Livro, preparamos uma promoção mega especial!

Cada um dos kits leva um marcador autografado pela Tammy Luciano. ;)

PRÊMIO:

KIT 1:

- 2 pôsteres do livro Magisterium;
- 1 cartela de adesivos do livro Primeiro Amor;
- 3 cartelas das Regras do Desapego, do livro Não se Apega , não;
- 1 exemplar do livro Não se Apega, Não, escrito por Isabela Freitas;
- 1 exemplar do livro Sobre o Amor e Dias de Sol, escrito por Veronica Fantoni.
- 35 marcadores de livros diversos;
- 1 marcador do livro Sonhei que amava você, autografado pela Tammy Luciano.

KIT 2:

- 2 pôsteres do livro Magisterium;
- 3 cartelas das Regras do Desapego, do livro Não se Apega , não;
- Sinopses dos livros Eu me chamo Antônio e Os solteiros;
- 1 exemplar do livro Segundos Depois, escrito por Vinícius Márquez;
- 38 marcadores de livros diversos;
- 1 marcador do livro Sonhei que amava você, autografado pela Tammy Luciano.

SAIBA MAIS SOBRE OS LIVROS DOS KITS:

Kit1: Não se apega, não e Sobre o Amor e dias de Sol. | Kit 2: Segundos Depois.

Para saber mais sobre os livros que compõe os kits, leia as resenhas: Não se Apega, Não | Sobre o amor e dias de sol | Segundos Depois.

PARTICIPE:

a Rafflecopter giveaway

REGULAMENTO:

Para concorrer a um dos kits abaixo, você preencher o formulário acima, morar no Brasil e possuir um endereço de e-mail válido. Se você for o ganhador, deverá entrar em contato conosco por meio do e-mail nossocdl.blog@gmail.com, em até 24 horas após a divulgação do resultado da promoção.

Resultado:

O resultado será divulgado no dia 04 de janeiro de 2015.
Boa sorte a todos e Feliz Natal! ;D

sábado, 13 de dezembro de 2014

[Resenha] Fênix - A Ilha

Um livro bem descrito, com cenas bem fortes de tortura e morte. Será que não existe uma Ilha assim? Com um regime militar bem forte, onde ninguém sabe onde é, onde eles (os militares) tem o poder de fazer tudo? Eu não duvido.

A tal Ilha Fênix é aonde meninos e meninas órfãs e problemáticos, abaixo de 18 anos, vão quando têm várias ocorrências policiais. O juiz determina que a criança escolha entre a Ilha até completar 18 anos ou a prisão. Claro que todas as crianças escolhem a Ilha, mesmo sem saber, onde é, como é.

Ao chegar lá, eles descobrem que ela é comandada pelo regime militar. Desde o começo eles têm uma experiência nada agradável com esses soldados: há revista de objetos pessoais, nada de celulares, vídeo – games, Ipod, ou seja, nenhum contato com o mundo fora dali.

Conhecemos Carl, Octávia, Campbell e vários outros meninos e meninas que estão na Ilha. Carl é o personagem principal e vimos a historia sendo contada por ele desde o começo.

Enquanto narra, vemos que Carl é especial de um jeito que não entendemos. Conhecemos a vida desses meninos e meninas no quartel: desde o acordar as 05:00 da manhã, até dormir tarde da noite, lavar o banheiro com a escova de dente, aulas de combate... Vemos Carl se meter em briga com as “gangues” formadas dentro do quartel, Carl ser sempre o menino que ajudar os outros e que sempre se ferra na mão de Parker.

Há mortes de personagens que aprendemos a gostar, há punição que achamos injustas, mas o que não é injusto nessa tal Ilha estranha? Mortes estranhas, crianças sumindo, experiências, explicações absurdas.

Com cenas de violência gratuita o livro nos choca por ser muito realista. A obra deu origem a uma série de TV chamada Intelligence – que eu assisti a alguns episódios e posso dizer que não tem nada a ver com o livro.


Recomendo o livro para aqueles que têm estomago e coragem, pois esta não é uma narrativa para qualquer pessoa ler.

Livro: Fênix - A Ilha
Autor: John Dixon
Páginas: 336
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Sem telefone. Sem sms. Sem e-mail. Sem TV. Sem internet. Sem saída. Bem-vindo a Fênix: A Ilha. Na teoria, ela é um campo de treinamento para adolescentes problemáticos. Porém, os segredos da ilha e sua floresta são tão vastos quanto mortais. Carl Freeman sempre defendeu os excluídos e sempre enfrentou, com boa vontade, os valentões. Mas o que acontece quando você é o excluído e o poder está com aqueles que são perversos?

Sobre a Autora:
Camila Comparini  é Farmacêutica e Bioquímica formada pela Universidade Metodista de São Paulo. Adora ler, adora Literatura de Fantasia e Romance Policial e defende com unhas e dentes esse tipo de literatura

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

[Com a palavra: o autor] Um conto de Natal de Cesar Ferraz

Jake Bell

Foto por Jack Berry, sob licença creative commons.

Jake Bell nunca se conformou em ter um sino em seu sobrenome. Motivo de chacotas e brincadeiras sem graça na escola, Jake ficava irritadíssimo quando o Natal chegava. Era toca o sino aqui , bate o sino ali, sempre envolvendo brincadeiras que deixavam o garoto num estado de bullying constante. 

- Mas que droga de Natal! Odeio esta época do ano. Se pudesse, eu desejaria que o Natal nunca existisse com todas as minhas forças! - praguejava ele com intensidade. 

Era manhã, início da semana de Natal em Nova Iorque. Jake já tinha fechado as notas da maioria das matérias e naquele dia ele saíra duas aulas mais cedo da escola Townsend Harris High School onde estudava. Não esperaria Jimmy sair, seu irmão menor. Demoraria muito e ele tinha mais o que fazer. Iria deixar esta tarefa para Lucy, sua mãe. 

Jake saía sem pressa, pelo portão da escola afora digitando uma mensagem SMS no seu celular para sua mãe quando Dean, um colega mais velho de que Jake não gostava muito, o interrompeu: 

- Hey o que foi Dean? Nos vemos no apartamento do Sean às três horas Jake. Não esquece de levar sua parte meu chapa. 

- Chapa? Ah tudo bem, eu estarei lá... chapa. 

Eles se despediram com um toque de mãos. O garoto estranhou aquele convite inesperado pois não se lembrava de ser amigo de Dean quanto menos de Sean, o anfitrião. Mais estranho ainda foi não ter sido alvo de brincadeiras com sinos por ele e por nenhum dos seus outros conhecidos que estavam ali, como sempre faziam na saída da escola nesta época do ano. Deixaram-no simplesmente sair caminhando em paz. Assim que os primeiros flocos de neve caíram em seu rosto gelando seu nariz, Jake enrolou o cachecol verde-musgo em volta de seu pescoço dando um sorriso gostoso de alívio e comemoração. Em seguida terminou de enviar seu SMS: 

- MÃE, SAÍ MAIS CEDO NÃO VOU ESPERAR O JIMMY. PODE PASSAR PARA PEGÁ-LO? VOU VOLTAR CAMINHANDO PRA CASA. ATÉ MAIS TARDE. 

“Enviar”. 
Então ele saiu caminhando pelas calçadas do Queens rumo ao Parque Corona. Jake morava do outro lado do parque, bem entre os lagos Meadow e Willow. Ele não pode deixar de notar uma sensação estranha. Que dia atípico era aquele! Pela primeira vez em muito tempo ninguém vinha com graça pro lado dele. 

Embaixo da fina camada de neve que caía, Jake passava entre os vários transeuntes. Estavam todos apressados, esbarrando ora em um ora em outro. Parecia que aquele clima de Natal tinha sumido. 

- O que está acontecendo hoje hein? Mas que dia! Ninguém olha por onde anda! O mundo todo acordou virado para a lua? 

Ele percebera que as pessoas estavam apáticas e caminhavam feitas robozinhos programados para atingir seus destinos. 

- Aww!! - gritara ao esbarrar numa pesada bolsa Victor Hugo de uma senhora toda produzida que nem ao menos virou-se para se desculpar do garoto.

- Hey senhora, é Natal afinal não é? Mais atenção com o próximo por favor! Não acredito no que vou falar, mas já começo a sentir falta do espírito natalino! - complementou em pensamentos. Mas ninguém prestava atenção em Jake. Era como se ele não existisse. Nem mesmo sua mãe respondera seu SMS.

Ao lado da escola ficava o cemitério Hebron onde seu avô, Jacob, estava enterrado. Jake resolveu dar uma passada para uma breve conversa com o avô. Caminhou até o lado oeste do cemitério onde se encontrava a lápide de Jacob Francis Bell. Ela, assim como todas as outras, estavam visivelmente abandonadas. Sujas, com a grama mal cortada, enfeitadas de flores mortas e ressecadas. Quase como que esquecidas pelas pessoas.

- Eu não acredito vô, que deixaram esse lugar nesse estado. Ah se o senhor ainda estivesse vivo seria o primeiro a cuidar disso aqui. Talvez eu volte amanhã e dou um jeito de melhorar as aparências tudo bem? O senhor não merece esse descaso todo. Não tem nem um mês que passei por aqui e estava tudo tão diferente! O Que será que aconteceu? O dia está todo esquisito vô. Me conte por favor o que está acontecendo que eu mesmo não faço ideia.

- Hey garoto! - disse em voz alta o zelador do cemitério que caminhava na direção de Jake. Garoto, o que está fazendo aqui? Visitando o meu avô oras! E posso saber por quê? Esse lugar não recebe visitas há séculos!

Jake olhou ao seu redor numa mirada de 360 graus e realmente não viu vivalma.

- Ora senhor, simplesmente porque é meu avô e já que estamos quase no Natal vim ter uma conversa franca com ele. Poderia me deixar a sós?

- Você veio para o Natal? Mas o que é Natal?

- Como assim o que é Natal! Você também está louco? Até você? Vai pra casa garoto! É perigoso ficar aqui sozinho e eu não posso ficar cuidando de você. Já tenho que ir para a ala leste. Anda tendo muitos assaltos nas redondezas e...

- Vô eu preciso ir agora - disse Jake em pensamento.

Ele saiu sem dizer uma só palavra ao zelador. Estava mais confuso agora do que quando entrou naquele lugar. Começava a realmente se preocupar. Aquilo parecia tão irreal...

Saindo do cemitério, mais um susto tomou quando chegou ao parque e percebera que toda a decoração de Natal tinha desaparecido. O lugar estava morto, vazio e solitário. Esbranquiçado com a neve e gelado com o dia frio que fazia.

“Onde estaria a gigante árvore de Natal que colocaram lá há algumas semanas atrás?“ Se perguntava Jake que passava por ali todos os dias.

Beep! Beep! ... Beep! Beep! Era seu celular. Finalmente minha mãe respondeu! Ao pegar para ler a mensagem, Jake se decepcionara mais uma vez.
- JAKE VOLTE E PEGUE SEU IRMÃO. QUE FILHO PREGUIÇOSO EU TENHO!

Sua mãe não costumava falar assim com ele. O que estava acontecendo com as pessoas? E então sua própria voz começou a ecoar em sua cabeça com suas últimas frases na escola: “Se pudesse, eu desejaria que o Natal nunca existisse... Se pudesse, eu desejaria que o Natal nunca existisse...”

Jake sentou no gramado extenso do parque Corona e começou a pensar no que estava errado. Não pode ser, não pode ser! - exclamava angustiado.

- Que seja para eu aprender a valorizar mais esta época do ano. Eu nunca me importei, sempre preocupado com as brincadeiras que faziam comigo, com o sino que eu carregava em meu nome. Mas realmente, as pessoas nesta época eram mais felizes, mais sorridentes, mais caridosas. Pode ser uma pura besteira e invenção capitalista, mas o sentimento das pessoas era real. Era a época em que o ser humano era mais humano, em que as pessoas se olhavam nos olhos e que tudo parecia mais fácil de perdoar, de reconsiderar, de olhar com outros olhos. É isso! - pensou exaltado - Eu perdoo a todos aqueles que me zombaram. Página virada, vida nova!

BLÉM BLÉM BLÉM!!! Jake começara a escutar alguns sinos mas não havia nenhuma igreja ali por perto. BLÉM BLÉM BLÉM!!! O barulho foi ficando cada vez mais audível até que a voz de Dean ecoou em sua cabeça: Toca o sino, pequenino...

- HAHAHAHAHA

- Jake acorde!!! Acorde Jake!

Assim, Jake percebera que tudo era um sonho e seus colegas estavam ali tirando sarro dele como sempre faziam e tocando um sino emprestado da professora próximo à sua orelha. Dean badalava o sino freneticamente enquanto Jake pulava de susto desperto e confuso. Enquanto isso, a Srta. Keity Simmons, professora de literatura, repreendia Dean por tocar seu sino na sala de aula sem autorização e Jake por estar dormindo.

- Vocês dois, pra diretoria agora!

Jake olhou pra ela sorridente e disse:
- Feliz Natal pra você também professora! E pra você também Dean! - dizia aliviado ao voltar para a realidade enquanto dava um tapa na cabeça de Dean e saía correndo pelo corredor da escola rumo à sala da Sra. Memphis, diretora da escola.

A professora não entendeu nada e Dean fez uma cara de reprovação. Logo depois saiu correndo atrás dele:

- Volte aqui moleque! Garoto estranho! - dizia Sean ao observar os dois saindo da sala.

Daquele dia em diante, Jake se tornara um rapaz mais vivo e sorridente. Se deu melhor com seus amigos pois também passou a levar tudo menos a sério, mais na brincadeira. A vida tornou-se mais leve para Jake quando começou a acreditar mais no espírito natalino. Naquele momento, desejava que flocos de neve caíssem novamente em sua face e,  por que não, com ao fundo de Jingle Bells...

Sobre o Autor:
Cesar Ferraz é cientista, ator, viajante e peregrino. Apaixonado por games e tecnologia. Mora em São Paulo, mas está sempre em algum canto do mundo. Leitor e escritor, é apaixonado por literatura fantástica e infanto-juvenil, universo este que o inspirou a escrever sua primeira obra: Noah Stalder.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Resultado da Promoção Sobre o amor e dias de Sol, de Veronica Fantoni

Olá gente!

Sei que demorou um pouquinho, mas fizemos o sorteio do livro Sobre o amor e dias de Sol, de Veronica Fantoni!

E o ganhador da promoção foi:

Lucila Eliazar Neves!

Lucila, fique de olho nas nossas redes sociais e no seu e-mail, que entraremos em contato logo mais. E Parabéns!!!

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