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sábado, 9 de março de 2013

[Resenha] O fazedor de velhos, de Rodrigo Lacerda

Intenso como a adolescência e sábio como a maturidade. Assim é O fazedor de velhos, escrito pelo carioca Rodrigo Lacerda. A narrativa da obra é feita por Pedro, um estudante do curso de História que está em crise existencial. Será que a História é mesmo o melhor caminho a seguir? Se questionando a este respeito, Pedro busca a sua verdade interior por meio da orientação de um historiador renomado – e rabugento – que se nomeia seu “mestre”.

Ilustrações.
Entre algumas ilusões e desilusões, o livro nos faz pensar no nosso papel na sociedade, seja ele racional ou emocional. Por meio das vivencias de Pedro, também passamos a refletir o papel dos pais na formação dos filhos, o papel da literatura na vida das pessoas e em como o tempo pode ou não comprovar como verdadeiros certos paradigmas que carregamos por toda vida. 

A narrativa é daquelas que nos faz querer devorar o livro desde a primeira linha. Além de ser uma obra bem escrita, as referências que o autor insere ao longo da narrativa e a forma que beira a poesia, faz com que os leitores se apaixonem desde o principio. Os personagens criados por Lacerda têm dilemas tão inerentes à maioria das pessoas que é impossível não se identificar. Afinal, quem nunca amou, quem nunca se perguntou se fazia ou não a coisa certa, quem nunca perdeu alguém importante? 

O fazedor de velhos é um daqueles romances que fazem da nossa vida mais bela, mais leve e, como não poderia deixar de ser, nos torna um pouquinho mais sábios.

Rodrigo Lacerda
Capa
Livro: O fazedor de velhos
Autor: Rodrigo Lacerda
Ilustrações:  Adrianne Gallinari
Texto de orelha: Antonio Prata
Páginas: 136
Editora: Cosac Naify
Sinopse: O livro de Rodrigo Lacerda, que já vendeu mais de 32 mil exemplares, chega à sexta reimpressão. Na obra, o autor narra a passagem de Pedro para a vida adulta. O adolescente descobre que a vida pode não ser tão doce quanto a primeira paixão, e encontra na literatura um caminho para buscar suas respostas. Mas o que torna O Fazedor de Velhos uma novidade do gênero é sua capacidade de reavivar a ternura e o afeto como sentimentos que também participam do processo de amadurecimento. Neste romance de iniciação, Rodrigo traça o retrato de um artista quando jovem. O personagem Pedro tem dúvidas sobre seus caminhos, o que o leva a pensar em desistir da faculdade de história. Eis que conhece Nabuco, um professor que o auxilia na difícil tarefa de se colocar no mundo. E por meio dos livros conhecerá a si mesmo. Sobretudo quando aparece Mayumi, por quem sentirá uma nova forma de amor. A prosa de Rodrigo Lacerda, ora bem-humorada ora emotiva, dialoga com leitores de todas as idades.
Trechos: Abertura | Um velho tipo de amor

Sobre a Autora:
Fernanda RodriguesFernanda Rodrigues é bacharela em Letras (Português e Inglês) e estudante do curso de Formação de Professores na USJT. Além de ser professora de Língua Inglesa, é louca por assuntos que envolvam a Literatura, as demais artes e o processo de ensino e aprendizagem. Escreve no Algumas Observações, no Escritos Humanos, no Teoria, Prática e Aprendizado e no Barbie Nerd

domingo, 17 de fevereiro de 2013

[Resenha] Brumas do Tibete, de Aldo Pereira

Escrito pelo jornalista Aldo Pereira, Brumas do Tibete é um livro que nos faz viajar por uma cultura totalmente diferente da nossa e, mais do que isso, totalmente distinta da imagem que a mídia nos passa.

Embora conforme o próprio autor afirme que “Este modesto livro não tem pretensão alguma de dissipar por inteiro as brumas que resguardam o Tibete da curiosidade mundial”, para os leitores, o deleite está justamente e desvendar as diversas curiosidades apresentadas pelo autor.

A obra passa pelos principais pontos da cultura da região tibetana, abordando desde questões político-religiosas, a geográficas e arquitetônicas. Sobre a religião, o livro destrincha quem é a figura do dalai-lama, quantos já houve na história e quais foram as características e os papéis de cada um deles. Ademais, já no campo político, além de retratar a importância da figura política do dalai-lama, fala também sobre todo o entrave da disputa territorial com a China e da luta pela independência do Tibete como um Estado – que não aconteceu ainda.

Entender as dicotomias entre passado e presente, progresso e tradição é um processo interessante. A discussão é trazida a tona de forma leve e clara, o que torna a leitura um caminho de descoberta. Assim como o título sugere, a cada página passamos a desejar entender melhor o que está por trás das tais brumas.

Livro: Brumas do Tibete
Autor: Aldo Pereira
Páginas: 104
Editora: Publifolha
Sinopse: Com fatos retrospectivos e atuais, este livro-reportagem, escrito pelo enviado especial da Folha de S.Paulo ao Tibete Aldo Pereira, expõe o forte e surpreendente contraste entre as realidades tibetanas e a imagem construída --para a mídia e a opinião pública mundial--, por meio de séculos de propaganda, relações públicas, lobby e sutil desinformação. Brumas do Tibete traz uma análise sobre a atual situação do local, além dos principais aspectos de sua cultura e população.


Sobre a Autora:
Fernanda RodriguesFernanda Rodrigues é bacharela em Letras (Português e Inglês) e estudante do curso de Formação de Professores na USJT. Além de ser professora de Língua Inglesa, é louca por assuntos que envolvam a Literatura, as demais artes e o processo de ensino e aprendizagem. Escreve no Algumas Observações, no Escritos Humanos, no Teoria, Prática e Aprendizado e no Barbie Nerd

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Novo Romance de Edney Silvestre será publicado pela Intrínseca

Edney Silvestre (Foto: Divulgação/Estevam Avellar)

O novo livro do jornalista e escritor Edney Silvestre — vencedor do Prêmio Jabuti de Melhor Romance em 2010 — será publicado no segundo semestre de 2013 pela Intrínseca.

No romance, Edney se inspira em sua experiência como correspondente internacional para tratar do exílio e do cotidiano de brasileiros fora do país, vítimas de um deslocamento forçado pelas consequências do panorama político e econômico do Brasil. A trama, que resgata personagens de seus dois romances anteriores (Se eu fechar os olhos e A felicidade é fácil), abrange o período desde a ditadura militar e a implementação do Plano Collor até o início do século XXI e os atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos. Baseado em Nova York entre 1991 a 2002, Edney Silvestre foi o primeiro jornalista brasileiro a chegar ao World Trade Center após os ataques.

Além de correspondente internacional pelo jornal O Globo e pela Rede Globo, Edney atua como Repórter Especial, com colaborações para os programas Jornal Nacional, Bom Dia Brasil e Jornal da Globo, possui uma coluna semanal no RJTV e é âncora do Globonews Literatura.

Autor de grandes reportagens, como a série sobre o Iraque, a passagem dos furacões na Flórida e na América Central, e a aclamada série Brasileiros, Edney publicou seu primeiro romance em 2010. Se eu fechar os olhos agora lhe rendeu o Jabuti e o prêmio São Paulo de Literatura na categoria Estreante.

Mais um nome para o catálogo nacional da Intrínseca, que contará com os novos romances de Leticia Wierzchowski e Miguel Sanches Neto, além de obras de não ficção dos jornalistas Elio Gaspari, Miriam Leitão, Joyce Pascowitch e Adriana Falcão.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Clássicos literários viram games

Imagem de reprodução. Clique para ampliar.
Já pensou em passar horas jogando um vídeo-game baseado nos grandes clássicos da literatura?! Agora isso é possível! O projeto Livro e Game, criado pela Fundação Telefônica, possibilita que os apaixonados por games conheçam e vivenciem as narrativas escritas pelos grandes cânones nacionais.

Memórias de Um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio Almeida; O Cortiço, de Aluísio Azevedo, e Dom Casmurro, de Machado de Assis foram as primeiras adaptações, cujos roteiros são assinados pelo escritor Toni Brandão. Ao longo de cada jogo, os jogadores interagem com informações da vida dos autores, bem como trechos das obras.

A principal ideia do gestor cultural da Fundação Telefônica, Celso Santiago, ao elaborar este projeto é mostrar a transformação que a leitura pode causar na vida do leitor, além de reforçar que a literatura não é algo chato que fazemos por obrigação.

No site, além dos três jogos, há também um Curso de Formação, para que "educadores possam se familiarizar com o ambiente dos 'livros e games', e assim tenham todas as condições de usá-los em atividades destinadas aos jovens com os quais trabalham".

domingo, 27 de janeiro de 2013

Indicações da Semana #30

Oi gente!
Mais uma semana, mais indicações para vocês! :D

Livro: Rio das Flores
Autor: Miguel de Sousa Tavares
Páginas: 624
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Com grande habilidade em casar ficção e história, Miguel Sousa Tavares, autor do aclamado Equador, faz neste seu segundo romance uma crítica a tudo o que tolhe a liberdade, seja no plano mais íntimo ou nos vastos territórios da política e da sociedade de uma maneira geral. A narrativa, que conta a história de três gerações da família Ribera Flores, se inicia em 1915 com a primeira República portuguesa e os embates com os monarquistas, percorrendo os principais acontecimentos políticos, sociais e culturais que marcaram Portugal, Espanha, Alemanha e o Brasil até o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Filhos do monarquista e grande proprietário de terras alentejano Manuel Custódio, Diogo e Pedro protagonizam pólos opostos no seio familiar, mas que são reflexo dos acontecimentos externos. O primeiro, intelectual e absolutamente contrário aos totalitarismos, quer a mudança e decide deixar a mulher, as terras do clã e o Portugal salazarista para começar vida nova ao lado de uma mulata numa fazenda no Vale do Paraíba, no Brasil, em pleno Estado Novo.Pedro, no entanto, quer assegurar a permanência de sua posição de latifundiário. “Tu podes fazer este papel porque está alguém aqui a manter as coisas”, diz a Diogo. Chega a aderir à União Nacional e lutar ao lado dos franquistas na Guerra Civil Espanhola.
Clique aqui e leia um trecho disponibilizado pela editora.


Livro: Antropofagia
Autor: Caetano Veloso
Páginas: 72
Editora: Penguin-Companhia
Sinopse: Desnecessário apresentar o autor deste ensaio. Uma das figuras mais importantes da nossa cultura, Caetano Veloso é tão múltiplo quanto sua obra. Para além do trabalho musical, ele é antes de tudo um pensador do Brasil. Política, sociologia, arte: nenhum assunto está longe de seu campo de interesse. Publicado em 1997, como capítulo do livro Verdade tropical, este ensaio-memória remonta o encontro de Caetano com o legado dos modernistas, em especial a obra de Oswald de Andrade. A partir de uma montagem da peça O rei da vela, pelo Teatro Oficina de José Celso Martinez Corrêa, Caetano refaz o trajeto intelectual que culminaria na apropriação do conceito de antropofagia pelos tropicalistas. Ao mesmo tempo, traça um retrato afetivo dessa época de efervescência cultural e política, da qual ele foi um dos principais protagonistas.


Livro: Ah, tudo que você pode pensar
Autor: Dr. Seuss
Páginas: 48
Editora: Companhia das Letrinhas
Sinopse: Um dos autores de maior sucesso na história da literatura infantil, Theodor Seuss Geisel - ou, simplesmente, Dr. Seuss - encantou gerações de crianças com personagens excêntricos, mundos esquisitos e rimas malucas. Ah, tudo que você pode pensar! transporta o leitor a uma dessas terras imaginárias, povoada por seres fantásticos e repleta de paisagens surpreendentes. Um passeio em "Nonoit-Él" pode logo virar um mergulho em "Da-Dagos", e a única garantia aqui é a de uma surpresa a cada esquina. Os 44 livros infantis de Dr. Seuss já venderam mais de 100 milhões de exemplares e alguns de seus personagens, como o Grinch e o Lorax, tiveram suas histórias adaptadas para o cinema. A edição bilíngue permite que as rimas originais criadas por Dr. Seuss também possam ser conhecidas pelo leitor brasileiro.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Indicações da semana #29 - Especial Eu♥SP

Oi, pessoal!
Com a proximidade do aniversário da cidade de São Paulo, no dia 25, teremos nas indicações desta semana três livros que  falam sobre a Terra da Garoa!

Livro: MILITÃO AUGUSTO DE AZEVEDO - São Paulo nos anos 1860
Autor: Pedro Corrêa do Lago
Páginas: 264
Editora: Capivara
Sinopse: Este livro reúne a totalidade das fotografias de São Paulo produzidas por Militão Augusto de Azevedo na década de 1860. A pesquisa foi conduzida por Pedro Corrêa do Lago, que analisou as primeiras imagens da cidade de São Paulo nos primórdios da fotografia no Brasil.


Livro: 1075 Endereços Curiosos de São Paulo
Autor: Marcelo Duarte
Editora: Panda Books
Sinopse: Pense numa coisa bem difícil: onde achar um dentista especializado em coelhos ou uma cerzideira para roupas de mergulho? Mais difícil: onde comprar plantas carnívoras, roupas blindadas, panetones decorados, acessórios para autorama ou camisas-de-força? Pouco ainda? Então, onde alugar um boneco de ventríloquo ou onde trocar as molas do colchão? Pense em mais coisas absurdas, como fazer chover a qualquer hora, onde ter aulas de dominação sexual ou como encomendar um bolo de aniversário com uma loira dentro. Em 1.075 Endereços Curiosos de São Paulo, você irá descobrir lugares e serviços que jamais imaginou que existissem.


Livro: Brás , Bexiga e Barra Funda | Laranja da China
Autor: Antônio de Alcântara Machado
Editora: Martin Claret
Sinopse: Seus contos refletem a integração do imigrante italiano em São Paulo. São escritos em lingua-gem peculiar, marcada pelo vocabulário ítalo-brasileiro, com registros históricos da cidade de São Paulo da década de trinta. É uma viagem ao tempo, um reencontro com Arouche, com a rua Barão de Itapetininga, com o Brás, o Bexiga, a Lapa e o centro da velha São Paulo, já grande e dinâmica, mas ainda sem violências e sem medo, ainda romântica, ainda da garoa.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Especial João Cabral de Melo Neto: O engenho

João Cabral de Melo Neto
(Por João Cabral de Melo Neto)

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro).

A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.

Especial João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina

Morte e vida severina foi publicado pela primeira vez em 1955 como parte do livro Duas Águas. No poema épico que narra a travessia de Severino do sertão ao litoral, temos presente a morte como tema constante na vida do narrador. O poema é de extrema relevância para a literatura brasileira, uma vez que tem um estilo próprio, presente na composição forte, de versos curtos e de sintaxe viva. 

Em 1966, a obra ganhou uma versão teatral, que faz parte da história nacional, ao ganhar a trilha sonora composta por nada mais, nada menos que Chico Buarque. De lá para cá a peça rodou várias partes do Brasil e do mundo, consolidando a nossa literatura ao redor do globo.

Abaixo, segue uma animação baseada em Morte e Vida Severina feita a partir dos quadrinhos pelo cartunista Miguel Falcão.

Especial João Cabral de Melo Neto: obras

Abaixo segue uma lista com as principais obras de João Cabral de Melo Neto. Os livros aparecem em ordem cronológica conforme a data da primeira edição. Vale ressaltar que na lista não aparecem os volumes traduzidos para as diversas línguas¹.

  • Pedra do sono. Recife: Edição do autor, 1942 (tiragem especial em papel Drexler). 
  • Considerações sobre o poeta dormindo. Recife: Renovação 1941. 
  • Os três mal-amados. Rio de Janeiro: Revista do Brasil, 1943.
  • O engenheiro. Rio de Janeiro: Amigos da Poesia, 1945.
  • Psicologia da composição com a fábula de Anfion e Antiode. Barcelona: O livro inconsútil, 1947. 
  • Poemas reunidos. Rio de Janeiro: Edição de Orfeu, 1954. - Duas águas Rio de Janeiro: Editora José Olympio. 1956 (tiragem especial em papel Westerprin). - Terceira feira. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1961.
  • O cão sem plumas. Barcelona:0 livro inconsútil, 1950. 2a. ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1984 (com Fotografias de Maureen Bisilliat).
  • Joan Miró. Barcelona: Editions de l'Oc, 1950 (com gravuras originais de Miró). Joan Miró. Barcelona: Editions de l'Oc, 1950 (com gravuras originais de Miró).
  • Joan Miró. Rio de Janeiro: Cadernos de Cultura do MEC, 1952.
  • O rio ou Relação da viagem que faz o Capibaribe de sua nascente à cidade do Recife. São Paulo: Edição da Comissão do IV Centenário de São Paulo, 1954.
  • Dois parlamentos. Madri: Edição do autor, 1960.
  • Quaderna. Lisboa: Guimarães Editores, 1960.
  • Poemas escolhidos. Seleção de Alexandre O'Neil. Lisboa: Portugália Editora, 1963.
  • Antologia poética. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1965; 8a. edição, Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1991. 
  • Morte e vida severina e outros poemas em voz alta. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1966; 6a. edição, Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1974 (inclui O rio, Morte e vida severina e Dois parlamentos); 34a. edição, Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1994 (inclui O rio, Morte e vida severina, Dois parlamentos Auto do frade).
  • Morte e vida severina. São Paulo: Teatro da Universidade Católica, 1965.
  • A educação pela pedra. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1966.
  • O Arquivo das Índias e o Brasil [pesquisa histórica]. Rio de Janeiro: Ministério das Relações Exteriores, 1966.
  • Poesias completas. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1968; 4a. edição, Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1986.
  • Morte e vida severina. Rio de Janeiro: Editora Sabiá 1969.
  • Museu de tudo. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1975.
  • O melhor da poesia brasileira (Drummond, Cabral, Bandeira, Vinicius). Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1979.
  • A escola das facas. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1980.
  • João Cabral de Melo Neto. Seleção de José Fulaneti de Nadal. São Paulo: Abril Educação, 1982. 
  • Poesia crítica. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1982.
  • Poesia e composição. Coimbra: Fenda Edições, 1982.
  • Morte e vida severina. Litografias de Liliane Dardot. Recife: Grandes Moinhos do Brasil S/A, 1984. 
  • Auto do frade. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1984; 2a. edição, Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira 1984 (da 2a. edição foi feita uma tiragem de 100 exemplares em papel vergê).
  • Os melhores poemas de João Cabral de Melo Neto. Seleção de Antonio Carlos Secchin. São Paulo: Global Editora, 1985.
  • Agrestes. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1985 (tiragem especial em papel vergê).
  • Poesia completa. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1986.
  • Crime na Calle Relator. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1987.
  • Museu de tudo e depois (Poesia Completa II). Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1988
  • Primeiros poemas. Rio de Janeiro: Edição da Faculdade de Letras da UFRJ, 1990. 
  • Sevilha andando. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1990. 

___________
¹João Cabral foi traduzido para o inglês, francês, espanhol, alemão e holandês.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

[Evento] Programação: Hora de Clarice

A Editora Rocco promoverá, no dia 10 de dezembro, a Hora de Clarice, evento para relembrar, homenagear e divulgar a produção literária de Clarice Lispector. Além da mobilização no facebook, a editora realizará eventos em várias cidades. Confira a programação:

Clique nas imagens para ampliá-las.







segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Morre o poeta Décio Pignatari

Faleceu ontem, 2 de dezembro, o poeta, escritor, ensaísta, tradutor, dramaturgo e professor Décio Pignatari. Aos 85 anos, o autor fez história na literatura brasileira ao fundar, junto com os irmãos Haroldo (1929-2003) e Augusto de Campos (81 anos), o movimento da poesia concreta.

Internado no Hospital Universitário de São Paulo desde a última sexta-feira, Pignatari morreu de insuficiência respiratória e pneumonia aspirativa (infecção pulmonar). Ele também sofria do mal de Alzheimer.

"A importância dele não pode ser subestimada. Era uma das inteligências mais incisivas que este país já teve", disse Frederico Barbosa, poeta e diretor da Casa das Rosas. Já o poeta Ferreira Gullar chegou a afirmar que Pignatari "Era uma pessoa muito talentosa e inteligente e também atuava na área do design. Deu uma boa contribuição tanto na poesia concreta, tanto no design". Affonso Romano de Sant'Anna completa: "Acabei de apresentar em Assis uma conferência em grande parte ligada a um texto do Décio de 51 anos atrás, 'A Situação Atual da Poesia Brasileira', em que eu destaquei sua importância na reformulação da poesia brasileira. Apesar das discordâncias, que expressei diretamente quando a ele quando estava vivo, eu gostava dele, ele era espontâneo, briguento e 'italianamente' polêmico", afirmou o poeta.

Abaixo, um poema do autor:

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

[Resenha] Ostra feliz não faz pérola, de Rubem Alves

O resgate de tudo o que é singelo. A luta pela felicidade em vida. A revolta por tudo aquilo que, embora lógico, não faz sentido (e, ainda assim, é aceito!). A palavra que é sentida pelo coração. Uma árvore, uma horta, uma amizade, a arte, Deus, Inferno, milagres, morte – todos eles ganham uma nova (ou seria mais honesta?!) dimensão em Ostra feliz não faz pérola, de Rubem Alves. 

Dividido em onze capítulos temáticos (Caleidoscópio, Amor, Beleza, Crianças, Educação, Natureza, Política, Saúde Mental, Religião, Velhice e Morte), o livro é uma coleção de recortes que abordam o viver por diversos prismas.

Cada uma das partes, por sua vez, é composta por pequenos textos – fragmentos do próprio Alves, trechos e citações que o inspiraram, seja na literatura, na música ou de pessoas do cotidiano do autor.

A reflexão que nomeia a obra já nos dá um aperitivo da poesia disfarçada de prosa que compõem todo o livro e que nos delicia a cada página. A escrita, de forma delicada e sincera, é uma verdadeira conversa com todos os leitores. Prosa mineira, taciturna, que sempre percebe o que há de bom, de melhor, de lindo, sem abandonar as suas convicções. 

E por falar em convicções, a leitura de Ostra feliz não faz pérola deve ser feita com o coração aberto. Aberto aos novos e distintos pontos de vista. As visões do Rubem Alves psicanalista, filósofo e teólogo se fundem, gerando conceitos educacionais e religiosos que se diferem daquilo que a maior parte das pessoas está acostumada. Se assim você o fizer, conseguirá pensar em como você mesmo vê o mundo e quais são suas opiniões sobre ele. 

Embora já houvesse lido alguns textos de Rubem Alves, Ostra feliz não faz pérola foi a primeira obra completa que li deste autor. Assim como ocorrera outrora com os textos soltos, posso afirmar que o livro é um primor que nos conduz a uma celebração da vida. Sem dúvida, uma obra digna de ser lida, relida, dessas que deixamos em nossa cabeceira, sempre à mão!

Livro: Ostra feliz não faz pérola
Autor: Rubem Alves
Páginas: 280
Editora: Planeta
Sinopse: O autor define seu livro: “Pessoas felizes não sentem necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída. Por vezes, a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade. Este livro está cheio de areias pontudas que me machucaram. Para me livrar da dor, escrevi”.

Sobre a Autora:
Fernanda RodriguesFernanda Rodrigues é bacharela em Letras (Português e Inglês) e estudante do curso de Formação de Professores na USJT. Além de ser professora de Língua Inglesa, é louca por assuntos que envolvam a Literatura, as demais artes e o processo de ensino e aprendizagem. Escreve no Algumas Observações, no Escritos Humanos, no Teoria, Prática e Aprendizado e no Barbie Nerd

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Lançamentos da Companhia das Letras

A Companhia das Letras está com quatro lançamentos nesta semana. São eles:



Cândido, ou o Otimismo, de Voltaire 
(Trad. Mário Laranjeira) 
Publicado em 1759, Cândido, ou o Otimismo fez um enorme sucesso ao criticar de forma mordaz e bem0humorada a filosofia do pensador alemão Gottfried Leibniz (1646-1716). O Otimismo de Leibniz é macaqueado brilhantremente por mestre Pangloss, personagem para quem “todos os acontecimentos estão encadeados no melhor dos mundos possíveis”. Mesmo após toda a sorte de infortúnios fantásticos, plenos de punições físicas, naufrágios, sequestros, terremotos e um auto da fé, mestre Pangloss e o ingênuo Cândido crêem viver em um mundo com o máximo de bem e o mínimo de mal – embora a experiência lhes prove justamente o contrário. Além de ridicularizar otimismo, Voltaire valeu-se da sátira para desferir golpes certeiros na vaidade da aristocracia teutônica, nas instituições religiosas – os jesuítas são fustigados por todos os lados-, e na banalidade da condição humana. 

Um coração ardente, de Lygia Fagundes Telles 
Nestes contos escritos entre as décadas de 1950 e 1980 e selecionados pela própria autora, Lygia Fagundes Telles conduz o leitor ao âmago das angústias, sonhos e descobertas de seus personagens, cada um deles movido por um coração ardente. São, na maioria dos casos, histórias que se desenrolam na fronteira entre o real e o fantástico, a memória e a imaginação. Do rapaz que se apaixona inadvertidamente por uma prostituta à adolescente que presencia sem querer o encontro erótico de seu amado com outra, do menino que se vê privado de repente de seu cachorro de estimação à mulher que acha um dedo na areia da praia e engendra enredos possíveis para ele, as criaturas deste livro estão sempre às voltas com seus fantasmas verdadeiros ou imaginários. Senhora absoluta das técnicas literárias e do ritmo tenso da narrativa breve, a autora transita com sutil maestria das descrições de cenas e ambientes para a exploração do mundo interior de seus personagens, com os quais o leitor é levado a partilhar emoções e fantasias. 

Remédios mortais, de Donna Leon 
(Trad. Carlos Alberto Bárbaro) 
No frio do alvorecer veneziano, um ato de vandalismo perturba a paz da cidade deserta. Depois de um breve interrogatório, a polícia descobre que a culpada – esperando para ser presa na cena do crime – não é ninguém menos que Paola Brunetti. para o commissario, o pesadelo começa com um telefonema inesperado de seus colegas de trabalho, em plena madrugada: “Estamos com sua mulher, senhor”. Enquanto nosso herói se vê às voltas com uma crise matrimonial, regada por conflitos éticos, ele terá de investigar um assalto audacioso, seguido de uma morte acidental um tanto suspeita. E se esses crimes estiverem todos ligados, inclusive o ato inconsequente de sua mulher? Resta saber se Brunetti conseguirá provar a inocência de Paola e salvar sua carreira antes que seja tarde demais. 

Editora Paralela 

O que o Brasil quer ser quando crescer?, de Gustavo Ioschpe 
Por sua contribuição importante e reveladora, O que o Brasil quer ser quando crescer? é absolutamente indispensável se quisermos nos preparar de maneira séria e competente para os desafios do século XXI. Dono de uma inteligência brilhante, aliada a uma fundamentação acadêmica e metodológica de primeiríssima linha, Gustavo Ioschpe nos leva a percorrer o edifício ideológico e pouco afeito a evidências que sustenta a ineficiência do sistema educacional brasileiro. Nesse percurso, utiliza-se de um raciocínio tão claro quanto preciso para demonstrar, ponto a ponto, os principais chavões sobre a educação no Brasil, que, infelizmente, ainda são tidos como verdade absoluta pela maioria da população. Um livro imperdível.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Raridades da literatura cearense

A equipe da X Bienal Internacional do Livro do Ceará esteve na casa do professor Sânzio de Avezedo, para conhecer as raridades da literatura cearense que o docente tem em sua coleção. O resultado da visita está registrado no vídeo abaixo. Vale a pena conferir! :)

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Especial Carlos Drummond de Andrade: Poema de Sete Faces

(Por Carlos Drummond de Andrade)

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do - bigode,

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

De Alguma poesia (1930)

Especial Carlos Drummond de Andrade - Citações

Reunimos algumas citações do nosso poeta. Seguem abaixo a beleza da vida nas coisas simples!



"E salve, dia que surge!"

"E para repousar do amor, vamos à cama".

"É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre".

"Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer".

"Há certo gosto em pensar sozinho. É ato individual, como nascer e morrer".

 "Como as plantas a amizade não deve ser muito nem pouco regada".

"Já não penso em ti. Penso no ofício a que te entregas".

"Pisando livros e cartas, viajamos na família".

"O homem (tenho esperança) liquidará a bomba".

"A contagem do tempo do poeta não é a do relógio nem a da folhinha".

"Mesmo no silêncio e com o silêncio dialogamos".

"E como ficou chato ser moderno. Agora serei eterno".

Indicações da Semana #20 - Especial Carlos Drummond de Andrade

Hoje as nossas indicações da semana são de três edições esplêndidas de Carlos Drummond de Andrade, feitas pelo Instituto Moreira Salles, que todo o amante de Literatura Brasileira deveria conhecer. O motivo? Além dos comentários, análises e notas, temos a caligrafia do Drummond nelas!


Livro: Alguma Poesia - o livro em seu tempo
Autor: Carlos Drummond de Andrade
Editora: Instituto Moreira Salles
Sinopse: Alguma poesia – O livro em seu tempo é a edição especial com textos, críticas e anotações que comemora os 80 anos de Alguma poesia, livro de estreia do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. Organizada por Eucanaã Ferraz – responsável pela programação literária do IMS –, a publicação traz um fac-símile do volume que pertenceu ao próprio Drummond, com anotações manuscritas de mudanças que o poeta incorporaria nas edições seguintes. Além disso, reúne cartas de amigos e críticos acusando o recebimento do livro, bem como uma rica amostra das resenhas e artigos publicados no calor da hora pelos jornais de 1930 e 1931. Um texto de apresentação, assinado pelo organizador, traça o percurso de Drummond de 1924 até maio de 1930 e mostra que, desde as primeiras semanas em que começou a circular, Alguma poesia já se afirmava como peça central da poesia brasileira, objeto de elogios e de polêmicas e críticas. Para a edição do IMS, foi imprescindível a colaboração dos netos de Drummond, Pedro Augusto e Luis Mauricio Graña Drummond, e da Fundação Casa de Rui Barbosa – especificamente do seu Arquivo Museu de Literatura Brasileira, onde estão depositados os recortes, fotos e cartas que ilustram a edição.

Livro: Uma pedra no meio do caminho – Biografia de um poema
Autor: Carlos Drummond de Andrade
Editora: Instituto Moreira Salles
Sinopse: Para marcar os 40 anos do poema “No meio do caminho”, Carlos Drummond de Andrade publicou, em 1967, o livro Uma pedra no meio do caminho – Biografia de um poema, no qual reuniu uma ampla seleção com o que foi dito sobre os famosos versos. O Instituto Moreira Salles lança uma nova edição do livro concebido pelo próprio Drummond, ampliada pelo também poeta Eucanaã Ferraz. Uma pedra no meio do caminho – Biografia de um poema traz todo o conteúdo de sua versão original: texto de apresentação de Arnaldo Saraiva e fortuna crítica do poema mais discutido do modernismo literário brasileiro, publicado pela primeira vez na Revista de Antropofagia, em 1928. A publicação do IMS traz também duas seções inéditas: “Ainda a pedra”, que complementa a seleção feita por Drummond com textos, charges e ilustrações sobre o poema posteriores a 1967; e “Biografia da biografia”, que reúne resenhas e comentários sobre o livro desde seu lançamento. Segundo Eucanaã Ferraz, a primeira edição de Uma pedra no meio do caminho – Biografia de um poema foi uma espécie de resposta de Carlos Drummond de Andrade à dura crítica recebida pelo “poeminha da pedra”. “Houve o tempo em que um trabalho miúdo e constante de difamação do modernismo tomava como exemplo da pior literatura o poema ‘No meio do caminho’”, explica Eucanaã em seu texto de apresentação desta nova edição. Os insultos ao poema transformaram o próprio texto em obstáculo ao escritor, como a pedra criada pelos seus versos. Drummond, com ironia, resolveu então publicar todas as críticas sobre seu poema e devolveu aos seus leitores o documentário produzido ao longo de 40 anos.

Livro: Versos de circunstância
Autor: Carlos Drummond de Andrade
Editora: Instituto Moreira Salles
Sinopse: Versos de circunstância reúne poemas de ocasião escritos por Carlos Drummond de Andrade. Dos 295 poemas, datados entre 1951 e 1968, 229 são inéditos. Com organização do poeta e consultor de literatura do IMS Eucanaã Ferraz e texto de abertura do professor Marcos Antonio de Moraes, o livro publica, além dos versos transcritos, todos os poemas em fac-símile, nos quais é possível acompanhar, na caligrafia fluente de Drummond, o envio das dedicatórias, homenagens, votos de boas-festas e outros textos movidos pelo momento. Versos de circunstância foi o nome dado pelo próprio Drummond aos três pequenos cadernos da marca De Luxe nos quais o autor anotou as dedicatórias que escrevia antes de enviá-las a familiares e amigos – muitos deles nomes importantes da vida pública brasileira, como Otto Maria Carpeaux, Lygia Fagundes Telles, José Olympio, Cleonice Berardinelli. Desses cadernos, que são conservados no Arquivo-Museu da Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa, saltam nomes, datas, acontecimentos, conversas, segredos e declarações. Para Eucanaã Ferraz, “o registro desses versos circunstanciais teve em sua origem, necessariamente, a consciência aguda do desaparecimento, da dispersão, mas também o sentimento de que a escrita pode ultrapassar a morte”. Plenos de amor, intimidade, jogos onomásticos e experimentações sonoras, os poemas são também testemunhos das relações intelectuais e afetivas que traçaram redes de sociabilidade no campo literário em torno do maior poeta brasileiro.

Especial Carlos Drummond de Andrade

Olá pessoal!

Enquanto muita gente está preocupada com as festas e as histórias de terror, em comemoração ao Dia das Bruxas; nós, da equipe do Nosso Clube do Livro, resolvemos fazer uma série especial de postagens em comemoração ao 110º aniversário de nascimento de um dos maiores poetas da literatura brasileira, o nosso queridíssimo Carlos Drummond de Andrade!


Ao longo do dia, vocês poderão curtir variadas vertentes do nosso "Poeta de sete faces". 
Fiquem ligados!

Equipe Nosso Clube do Livro

sábado, 27 de outubro de 2012

Faah Bastos visita o Colégio Modelo

Foto: FaahBastos.com
A escritora Faah Bastos, autora de Sol em Minha Noite e de O Doce Veneno da Ambrósia, visitou o Colégio Modelo, localizado na cidade baiana de Camaçari. A escritora leu um trecho de seu primeiro romance para os alunos do Ensino Médio, autografou exemplares do livro e tirou foto com os estudantes. 

Faah Bastos fez um relato emocionante em seu site oficial sobre este momento especial. No texto, ela descreve a emoção da visita - que, para ela teve um sabor único, já que ela também fora aluna do colégio alguns anos antes. A narrativa mostra o quanto a receptividade dos educandos foi intensa! Além de incentivar a leitura da literatura nacional contemporânea, Faah Bastos ainda provou que é possível realizar sonhos!

Fotos: FaahBastos.com (clique para ampliar)

Quer conhecer mais o trabalho da Faah Bastos?
Acesse: faahbastos.com

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Lançamentos da Companhia das Letras

Olá, olá!
Hoje trazemos para vocês os lançamentos da Companhia das Letras desta semana. Confiram!



Bahia de todos-os-santos, de Jorge Amado 
Há poucas cidades no mundo tão fascinantes, complexas e repletas de história quanto Salvador. E que outro guia melhor do que Jorge Amado para desvelar os encantos, mistérios — e mazelas — seculares de suas ruas, ladeiras, terreiros, igrejas, mercados, trapiches e praias? O autor de tantos romances ambientados em Salvador, responsável em grande parte pela difusão de sua mitologia popular pelo mundo afora, abre aqui de modo generoso as portas da cidade para quem quiser conhecê-la, mas sem perder o olhar crítico e transformador. Diferentemente dos guias turísticos e prospectos oficiais, este livro, publicado originalmente em 1944 e alvo de sucessivas atualizações, não esconde o lado obscuro da capital baiana, seus bairros miseráveis e sem higiene, a vida dura e sem perspectivas da população mais pobre, bem como a deterioração paulatina do meio ambiente e da arquitetura. Bahia de todos-os-santos entrega ao leitor a cidade por inteiro, não só na paisagem física mas também em seus ritos tradicionais e em seus costumes cotidianos. 

Notícias do planalto, de Mario Sergio Conti 
(Edição econômica, com novo posfácio) 
“Com sua força narrativa concentrada, um amplo panorama de personagens de cima e de baixo, denso nos detalhes, e com um desenlace dramático à altura, lê-se Notícias do Planalto como um trabalho documental de Balzac. Sem poupar ninguém — proprietários, comentaristas ou repórteres —, o livro quebrou o tabu fundamental da imprensa: cachorro não come cachorro.” Foi assim que Perry Anderson, um dos grandes historiadores ingleses, classificou Notícias do Planalto num ensaio na London Review of Books. Lançado em 1999, o livro deflagrou uma imensa controvérsia acerca das relações perigosas entre a imprensa e o poder e entre jornalistas e donos de órgãos de comunicação. Com mais de 70 mil exemplares vendidos, entrou para a bibliografia básica de inúmeras faculdades de jornalismo. 

Os inimigos íntimos da democracia, de Tzvetan Todorov 
(Tradução Joana Angélica d’Ávila Melo) 
Em Os inimigos íntimos da democracia, Todorov emite um enfático alerta contra a maior ameaça à sobrevivência dos valores democráticos no século XXI: as estruturas autoritárias gestadas nas entranhas do próprio sistema político ocidental. Para o autor, o risco de uma regressão global a modos de agir e pensar típicos do totalitarismo é o efeito mais alarmante da perversão interna dos valores democráticos nas últimas décadas. Todorov denuncia os descomedimentos da política contemporânea por meio de uma lúcida compreensão dos discursos ideológicos em jogo nos conflitos decisivos da realidade social. 

Aninha, a pestinha, de Juliet Mickelbugh 
(Tradução Eduardo Brandão) 
Aninha era sempre uma gracinha — pintava que era uma gracinha, cantava que era uma gracinha, e todo mundo só dizia: “Que gracinha, a Aninha!”. Mas, irritada com a situação, um dia resolveu passar a fazer só abobrinha. Falava de boca cheia, subia na cadeira, rabiscava a mesa inteira, pintava as paredes de casa, respondia para os adultos, só aprontava confusão! Logo, logo, para todos tinha virado “a pestinha”. Foi aí que ela percebeu que não queria ser nem uma coisa nem outra: queria mais ser ela mesma, só a Aninha. 

O voo do golfinho, de Ondjaki 
E se todos tivéssemos o dom de mudar de corpo ao longo da vida? E se voar fosse mesmo possível para todos os que sempre desejaram ter asas? Esta é a história de um golfinho que queria ser passarinho e que um dia ousou dar um salto a mais… 

A força da escravidão, de Sidney Chalhoub 
“Esses escravos ilegais estão a todo momento e por toda parte em presença das autoridades brasileiras, mas eles não são vistos.” A irônica observação de um cônsul britânico diante do escândalo dos africanos escravizados sintetiza o descaso criminoso a que a cidadania dos negros foi submetida no Brasil oitocentista. Em aberta afronta ao direito internacional, mais de 750 mil pessoas foram contrabandeadas para o país após a lei de 1831 que proibia o comércio de cativos. por outro lado, a notória tolerância das autoridades em relação aos horrores do tráfico deteriorava a já instável condição social dos ex-escravos e dos nascidos livres, sinalizando-lhes que seus direitos pouco valiam contra a força avassaladora do poder escravista. Apoiado numa abrangente pesquisa em arquivos da época, o historiador Sidney Chalhoub demonstra como a precária experiência da liberdade dos negros esteve à mercê da cumplicidade entre o Estado e as classes proprietárias durante a maior parte do Segundo Reinado. 

Fora do tempo, de David Grossman 
(Tradução Paulo Geiger)
Em 12 de agosto de 2006, o sargento Uri Grossman foi morto no Líbano, a dois dias do cessar-fogo em nome do qual seu pai, o escritor David Grossman, havia se manifestado anteriormente, em público, ao lado de Amós Oz e A. B. Yehoshua. Cinco anos depois, o ficcionista oferece uma investigação das maneiras de dizer o luto, fazendo a poesia e o maravilhoso ressoarem num espaço próprio, embora permeado pela política e pela biografia. Destituídas das virtudes mágicas capazes de dar corpo ao ausente, as palavras ainda assim insuflam vida em quem encontra fôlego para dizê-las. Em algum ponto da jornada inconcebível limite entre “aqui” e “lá”, o enlutado vislumbra uma hipótese de caminho de volta do exílio. Com Fora do tempo, Grossman testemunha, mais uma vez, que a vida não acabou. Confiando nas virtudes da escrita, ele prossegue em busca das imagens “em alta resolução”, pelas quais “vivemos a nossa própria vida, não um clichês que outros formularam para nós”, conforme declarou certa vez em entrevista ao jornal britânico The Guardian

Uma certa justiça, de P. D. James 
(Tradução Celso Nogueira) 
O crime central deste romance é o assassinato de Venetia Aldridge, uma mulher obsessiva e arrogante que, dedicando-se de corpo e alma à advocacia criminal, conseguiu chegar ao topo da carreira, brilhando no tribunal mais famoso da obsessiva e arrogante que, dedicando-se de corpo e alma à advocacia criminal, conseguiu chegar ao topo da carreira, brilhando no tribunal mais famosos da Inglaterra, o Old Bailey. Foi lá que realizou a defesa de Garry Ashe, um jovem acusado do assassinato brutal de sua tia. Venetia, porém, não poderia prever que um mês depois seria morta com violência em seu próprio escritório — pois, como diz P.D. James no início deste livro, “os assassinos não costumam alertar suas vítimas”. Por mais hábeis que sejam, entretanto, os criminosos sempre deixam pistas, e segui-las é o trabalho do inspetor Adam Dalgliesh e de sua equipe da Scotland Yard. Uma das melhores autoras do romance policial, Phyllis Dorothy James nasceu em 1920 e só estreou na literatura em 1962. Desde então, publicou cerca de duas dezenas de livros.
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