É com muita felicidade que viemos anunciar a parceria com mais uma editora, a Livros Ilimitados! Agora vocês conhecerão mais de seus autores e suas obras aqui no Nosso Clube do Livro.
A Livros Ilimitados está no mercado desde 2010 e procura unir dois conceitos: o moderno, uma vez que é aberta a exploração dos diversos formatos de publicação, e o tradicional, já que foca no padrão de qualidade e na distribuição plena dos livros físicos nas diversas livrarias.
Para adquirir as obras por ela publicadas nos formatos físico e digital, o leitor pode recorrer às redes de livrarias e sites mais conhecidos (Saraiva, Travessa, Cultura, Argumento, Amazon, Googlebooks, entre outras) ou optar pela loja online da própria editora, visitando o site Livrosilimitados.com.
Na livraria da Livros Ilimitados o leitor pode comprar as principais obras do mercado editorial brasileiro e internacional, já que seu acervo conta com milhares livros e e-books.
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Desde já, agradecemos por confiarem no nosso trabalho!
Beijos da equipe do blog!
Ana Caroline, Camila Comparini, Fernanda Rodrigues e Suelen Dias
Confira os principais lançamentos dessa semana da Companhia das Letras.
13 palavras, de Lemony Snicket (Trad. Érico Assis)
A partir de 13 palavras aparentemente aleatórias, Lemony Snicket e Maira Kalman criaram esta história peculiar e irreverente, sobre uma passarinha melancólica e um cão que tenta alegrá-la a todo custo, oferecendo, por exemplo, bolos e chapéus. As crianças vão se surpreender com este livro extravagante e lindamente ilustrado.
Amanhã para sempre, de Jorge G. Castañeda (Trad. Luiz A. de Araújo)
O intelectual, diplomata e político Jorge G. Castañeda é um dos intérpretes mais respeitados do México. Além de diversos livros sobre o tema, o autor de Amanhã para sempre tem se dedicado a investigar as singularidades do caráter nacional e da formação histórica de seu país, forjados basicamente pela submissão do substrato racial, linguístico e cultural das civilizações indígenas preexistentes à conquista e às contribuições impostas pelo colonizador ibérico. Neste ensaio ambicioso e abrangente, que contém capítulos especiais para a edição brasileira, Castañeda investiga as origens do México moderno nos momentos decisivos dos cinco séculos desde a chegada dos espanhóis, recuando até a era pré-colombiana para rastrear os traços primordiais da nacionalidade. Para Castañeda, o México e os mexicanos conquistarão um futuro radioso se conseguirem superar o isolacionismo e o individualismo engendrados em sua longa história de espoliação colonial, violência política e injustiças sociais.
México, de Erico Verissimo
Na primavera de 1955, esgotado pela rotina burocrática de seu cargo na sede da OEA em Washington, Erico Verissimo sai de férias com a mulher, Mafalda, para viajar pelo México. O autor de O tempo e o vento e sua companheira de viagem, sufocados pelo cotidiano asséptico nos Estados Unidos, ansiavam reencontrar-se com o universo mágico da cultura latino-americana. Seguindo um roteiro que incluiu a capital federal, Oaxaca, Puebla, Taxco e outras cidades da Meseta Central, os Verissimo se surpreenderam com a natureza ao mesmo tempo exótica e familiar da mexicanidad. O bloqueio criativo que afetava o escritor e os vulcões que espreitam a milenar história do país. Permeado de argutas reflexões estéticas e antropológicas, este livro é o saboroso relato de Verissimo na pátria de Diego RIvera, José Vasconcelos e Octavio Paz.
Malcolm X, de Manning Marable (Trad. Berilo Vargas)
“Até agora só os negros sangraram, e isso não é visto pelos brancos como derramamento de sangue. Para que o homem branco considere um conflito sangrento, é preciso que sangue branco seja derramado.” Nada mais distinto da mensagem de paz propagada por Malcolm X (1925-1965) em seus últimos meses de vida que o ódio racial que até o início de 1964 lhe impregnava as palavras como ministro da Nação do Islã. Essa transformação radical foi apenas uma das metamorfoses sofridas pelo inspirador do movimento Black Power ao longo de uma existência curta mas plena e tumultuada como poucas. Da pobreza da infância órfã à conversão ao Islã, dos crimes inconsequentes da juventude à longa pena cumprida por assalto armado, dos períodos como gigolô e traficante de drogas à defesa veemente dos direitos civis dos negros americanos, este ambicioso relato biográfico reconstitui o heterodoxo percurso de um dos ativistas políticos mais influentes do século XX, símbolo trágico de uma época de profundas transformações na sociedade norte-americana.
Pastoral americana, de Philip Roth (Trad. Rubens Figueiredo)
No estilo impetuoso de Philip Roth, Pastoral americana narra os esforços de Seymour Levov para manter de pé um paraíso feito de enganos. Filho de imigrantes judeus que deram duro para subir na vida, Seymour tenta em vão comunicar um legado moral à terceira geração da família. Esmagado entre duas épocas que não se entendem e desejam destruir-se mutuamente, Seymour se apega até o fim a crenças que se mostram cada vez mais irreais. A força de sua obstinação em defesa de uma causa perdidalhe confere um caráter ao mesmo tempo de heroísmo e desatino. Para contar a história, Philip Roth ressuscita seu famoso alter ego, o romancista Nathan Zuckerman, herói e narrador dos romances Casei com um comunista e A marca humana. Na voz de Zuckerman, Seymour Levov assume a dimensão patética de um Adão obediente que um dia, sem entender por quê, se vê expulso do paraíso.
O amor de uma boa mulher, de Alice Munro (Trad. Jorio Dauster)
Vencedor no National Book Critis Circle Award (1998), O amor de uma boa mulher reúne oito contos da canadense Alice Munro, uma das mais prestigiadas escritoras de língua inglesa da atualidade. Suas histórias – que podem ser lidas como pequenos romances – revelam a complexidade de personagens à deriva, cujos turbilhões se formam sob a aparente normalidade dos eventos cotidianos.
O império de Hitler, de Mark Mazower (Trad. Claudio Carina e Lucia Boldrini)
O império de Hitler foi a maior, mais brutal e ambiciosa tentativa de reformulação das fronteiras europeias na era moderna. Inspirado no legado de potências imperiais como Roma ou a Grã-Bretanha, o Terceiro Reich impôs sua sombra maldita das ilhas do Canal (a poucos quilômetros por mar da grande nêmesis da Alemanha na Segunda Guerra, a Inglaterra) ao Cáucaso, reunindo milhões de súditos das mais diversas etnias, culturas e religiões. Neste trabalho de fôlego – que apresenta uma tese inovadora e surpreendente sobre a derrocada alemã -, o historiador Mark Mazower mostra, no entanto, que os domínios do Reich tinham por base um castelo de cartas. Uma aliança nefasta entre incompetência administrativa e ausência de racionalidade tática levou não só ao colapso da ordem nazista como à decadência de todo um continente.
Histórias do pai da História, de Ilan Brenman
Muita gente acha que a “História”, aquela disciplina que aprendemos na escola, cheia de nomes e datas, não tem nada a ver com as histórias inventadas que lemos nos livros. Mas você sabia que, quando a matéria da História surgiu, ela era uma mistura de fatos reais com um tanto de imaginação? Quando voltavam para casa, os viajantes contavam aos outros tudo o que tinham visto – e um pouquinho do que não tinham visto -, e essa era a única forma de saber o que acontecia pelo mundo. Isso até Heródoto, um historiador e geógrafo grego nascido em 484 A.C., reunir aquilo que presenciou e ouviu falar em suas andanças num grande livro chamado Histórias. E é por isso que ele ficou conhecido como “O pai da História”: criou um documento que permitiu que todos tivessem acesso às mais vaiadas informações sobre o resto do mundo sempre que quisessem, e se tornou o inventor da ciência mais antiga do mundo ocidental. Neste livro, outro grande narrador apresenta alguns dos escritos mais interessantes que Heródoto nos deixou. Depois de lê-los, você verá que a realidade também pode ser uma bela história!
Confira os lançamentos da Companhia das Letras e da Editora Paralela para essa semana:
Junky, de William S. Burroughs (Trad. Reinaldo Moraes)
Se “clássico da contracultura” não fosse uma contradição em termos, seria o epíteto ideal para definir Junky. Publicado originalmente em 1953, após um demorado e agressivo processo de edição — que excluiu trechos e acrescentou ressalvas do editor a boa parte do texto original —, o romance nasceu da experiência de William S. Burroughs, escritor beat de primeira hora, com drogas pesadas. Sexo casual, violência e aliciamento também estão presentes na narrativa dos anos em que o autor passou de usuário esporádico a dependente e traficante bissexto de morfina. Aqui estão narradas de maneira clara e direta as artimanhas dos junkies para conseguir uma receita controlada, a fragilidade de seu código de conduta quando os estoques da droga chegam ao fim, as viagens em busca de ambientes mais propícios ao vício, como o México, onde o preço do grama era menor. Tudo em Junky gira em torno de mostrar por que a “droga pesada não é um meio de aumentar o prazer de viver, [...] não é um barato. É um meio de vida”. Esta edição definitiva traz a versão original do texto, sem as interferências que por décadas nublaram o vigor deste pequeno clássico do nosso tempo.
Os anjos bons da nossa natureza, de Steven Pinker (Trad. Bernardo Joffily e Laura Teixeira Motta)
Ao longo de sua existência, a humanidade exibiu uma notável tendência de redução do comportamento agressivo, com as taxas de mortes por violência caindo exponencialmente no decorrer dos séculos. Quais sãos as razões dessa mudança? Por que é tão difícil acreditar que vivemos num mundo menos violento hoje? Steven Pinker, um dos cientistas mais importantes da atualidade, delineia neste livro a mais abrangente e coerente teoria sobre por que as estatísticas de violência são hoje tão menores que no passado, jogando luz sobre como as agressões que o futuro reserva podem ser evitadas.
Fervor das vanguardas, de Jorge Schwartz
Entre as décadas de 1920 e 1930, a América Latina foi varrida por uma onda de irresistível renovação cultural. No rastro da urbanização, suas pequenas mas combativas vanguardas de escritores, arquitetos, músicos e artistas visuais já não se contentavam com os modelos estéticos servilmente copiados da Europa. Esses pioneiros se voltaram para o substrato “primitivo” das tradições criollas, indígenas e afro-americanas com o ambicioso projeto de fundar uma arte original, ao mesmo tempo enraizada em valores nacionais e conectada com as recentes tendências estrangeiras. Nesta seleção de textos sobre o período mais irrequieto das vanguardas latino-americanas, Jorge Schwartz aborda com uma penetrante visada interdisciplinar o melhor da produção de artistas-chave como Oswald de Andrade, Xul Solar, Joaquín Torres García, Lasar Segall e Oliverio Girondo. O autor analisa a mútua fertilização entre palavra e imagem, assim como os pontos de contato e afastamento entre os modernistas brasileiros e seus confrades hispano-americanos.
Os amores difíceis, de Italo Calvino (Trad. Raquel Ramalhete)
Um soldado tímido tenta seduzir uma viúva durante uma viagem de trem; uma respeitável senhora vive o drama de perder a parte de baixo de seu biquíni no mar quando a praia está cheia; um leitor oscila entre a realidade da ficção e a fantasia da realidade; um míope enfrenta as agruras do uso de óculos; uma esposa descobre o adultério e o mundo no botequim da esquina; um bandido e o sargento que o procura resolvem passar a noite na cama da mesma prostituta. Apesar dos temas diversos, nesses contos encontramos sempre um desenho geométrico, um jogo combinatório, uma estrutura de simetrias e oposições em que as peças dialogam em cadência de balé. Não à toa, após a leitura desse livro a escritora canadense Margaret Atwood passou a considerar Calvino o maior escritor italiano do século XX.
Editora Paralela
A arte de ouvir o coração, de Jan-Philipp Sendker (Trad. Carolina Caires Coelho)
Uma história de amor comovente e inspiradora, A arte de ouvir o coração vai ensiná-lo a ver o mundo de outra forma. Um bem-sucedido advogado de Nova York desaparece de repente sem deixar vestígios, e sem que sua família tenha qualquer ideia de onde ele possa estar. Isso até o dia em que Julia, sua filha, encontra uma carta de amor que ele escreveu há muitos anos para uma mulher birmanesa da qual nunca tinha ouvido falar. Com a intenção de resolver o mistério e descobrir enfim o passado de seu pai, Julia decide viajar para a aldeia onde a mulher morava. Lá, ela descobre histórias de um sofrimento inimaginável, a resistência e a paixão que irão reafirmar a crença mo poder que o amor tem de mover montanhas.
Confira os lançamentos da Companhia de Letras para essa semana:
Corpos estranhos, de Cynthia Ozick (Trad. Sonia Moreira)
Beatrice Nightingale é uma professora escolar de meia-idade que leva a vida estagnada há anos, desde que seu breve casamento acabou. Mas quando o irmão com quem mantinha pouquíssimo contato lhe pede que viaje de Nova York para Paris com a missão de resgatar um sobrinho rebelde, Bea acaba por se envolver completamente com as pessoas da família que durante muito tempo lhe foi alheia. Essa é a primeira de algumas viagens que a levam a repensar suas escolhas e possibilitam escapar das amarras de seu passado. Nas pegadas do romance Os embaixadores, do mestre Henry James, Cynthia Ozick nos conta a história desse resgate que se transforma, aos poucos, na história de uma desilusão. Ela transpõe com maestria a trama de James para os anos 1950, em que seus heróis terão de enfrentar um mundo complexo e brutal, recém destroçado por duas guerras mundiais.
Beira-mar, de Pedro Nava
“Vinte anos nos anos 1920″. Essa sentença mágica poderia servir de lema à brilhante geração intelectual integrada por Pedro Nava na Belo Horizonte da última década da República Velha. Carlos Dummond de Andrade, Aníbal Machado, Abgar Renault, Juscelino Kubitschek, Milton Campos e Gustavo Capanema, entre outros escritores, intelectuais e políticos seminais do século XX brasileiro, compõem o notável elenco de seus amigos da rua da Bahia, do Diário de Minas Gerais e da Faculdade de Medicina. Neste quarto volume de suas memórias, unanimemente consideradas o mais importante momento do gênero na literatura brasileira, Nava confere à Amizade – com alegórica inicial maiúscula – um papel de destacada protagonista. Contra o pano de fundo de calorosa cumplicidade entre seus jovens companheiros de vida e literatura, Nava rememora os penosos esforços da formação médica e as metamorfoses sofridas por uma cidade, um estado e um país prestes a serem tragados pelo torvelinho inexorável da modernidade.
A conquista social da Terra, de Edward O. Wilson (Trad. Ivo Korytovski)
De onde viemos? O que somos? Para onde vamos? Essas perguntas fundamentais são o ponto de partida deste livro. Em busca das respostas, o autor se concentra na complexa vida social atingida por insetos como formigas, abelhas e cupins, e por pouquíssimos mamíferos – entre eles os seres humanos. Em comum, esses organismos têm um pré-requisito essencial à formação de sociedades avançadas: a necessidade de se fixar em um ninho e defendê-lo de inimigos. No caso dos seres humanos, esses ninhos são acampamentos, aldeias, cidades. O que nos permitiu chegar a uma organização social ainda mais complexa é um corpo avantajado com um cérebro grande e desenvolvido, características que possibilitaram ao homem pré-histórico dominar o fogo e se embrenhar por caminhos tecnológicos. A grande preocupação do pai da sociobiologia neste livro é elucidar os mecanismos evolutivos por trás do surgimento das gigantescas sociedades de formigas e da cultura de nossa espécie. Está aí, para ele, o cerne da natureza humana.
O jantar errado, de Ismail Kadaré (Trad. Bernardo Joffily)
Em sua primeira noite sob ocupação do Exército nazista, em 1943, Girokastra assiste a um jantar que intriga os moradores da pequena cidade no sul da Albânia, onde as lendas milenares competem com as últimas fofocas. O dono da casa é o doutor Gurameto Grande, uma instituição local; o convidado, o coronel Fritz von Schwabe, comandante da tropa invasora. Ao som do gramofone, em meio a valsas e brindes com champanhe, o médico convence o alemão a libertar oitenta reféns em vez de fuzilá-los. Mas desde o início os moradores quebram a cabeça em busca de explicações para os intrigantes detalhes daquela noite. Dez anos depois, a história terá seu desfecho, que se mistura ao “Complô das Batatas Brancas” e à ação dos serviços secretos no campo comunista.
O humano mais humano, de Brian Christian (Trad. Laura Teixeira Motta)
Todo ano, cientistas e entusiastas da inteligência artificial se reúnem em um evento onde é aplicado o famoso teste de Turing, no qual programas sofisticados enfrentam humanos para determinar se computadores podem pensar. A máquina que se sai melhor é consagrada como o Computador Mais Humano. Resta ao membro mais convincente da nossa espécie a distinção de Humano Mais Humano. É esse prêmio que o filósofo e poeta Brian Christian vai buscar. Usando um relato da competição como ponto de partida para uma investigação abrangente e fascinante, Christian repensa: o que significa ser humano?
Um encontro, de Milan Kundera (Trad. Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca)
Por meio de uma singular seleção de artistas – de Beethoven a Fellini, de Francis Bacon a Gabriel García Márquez -, Milan Kundera revisita em Um encontro, seus vários interesses estéticos: música, cinema, literatura e artes visuiais. Os bastidores da criação literária intercalam-se com reflexões sobre o ofício de outros autores, entre contemporâneos como Philip Roth e antecessores consagrados como Dostoiévski. Neste mosaico de impressões, lembranças e textos críticos, a sensibilidade humanista tão característica do autor de A insustentável leveza do ser transparece, sobretudo nas agudas observações acerca da República Tcheca, seu país natal. Ao longo destes encontros com obras, mulheres e homens notáveis, Kundera procura apreender o que neles há de mais essencial, isto é, “aquilo que o próprio artista, só ele, pode dizer”.
Editora Seguinte
O cavaleiro fantasma, de Cornelia Funke (Trad. Laura Rivas Gagliardi)
Jon Whitcroft não estava nada feliz naquele internato. Tinha saudade de casa e não via a hora de provocar algum acidente envolvendo o Barba, o novo – e insuportável – namorado de sua mãe. Até que, na sexta noite em Salisbury, Jon encontra um motivo ainda maior para sair correndo dali: ele passa a ser perseguido por um bando de fantasmas, que desejavam nada mais, nada menos que a sua morte! Mas, em vez de pedir ajuda para a mãe, ele recorre a outro protetor: Sir William Longspee, um cavaleiro fantasma que, depois de ser assassinado, jurou zelar pelos fracos e inocentes. Air William cumpre sua promessa e, ao lado de Jon, percorre cemitérios, duela contra zumbis e vai em busca de seu próprio destino – revelando aos poucos sua história repleta de mistérios.
Editora Paralela
Adeus, por enquanto, de Laurie Frankel (Trad. Maria Alice Stock)
E se o amor continuasse além da vida? Laurie Frankel, a talentosa autora de O atlas do amor, inova em seu segundo romance, no qual conta a história do jovem casal que estendeu seu amor para além dos limites da vida. Não é milagre e nem magia, é pura ciência da computação! Graças ao software que Sam Elling, um divertido programador do MIT, desenvolve, torna-se possível conversar com projeções perfeitas de pessoas queridas que morreram. Assim, ele ajuda sua namorada a superar a perda recente da avó, mas não esperava que um dia fosse precisar se tornar usuário de seu próprio programa… Esta é uma história de amor do século XXI, encantadora e original, que nos faz pensar na vida (real e virtual) e na morte, nas paixões e nas perdas. Se de fato nada dura para sempre, talvez o amor desafie a ordem natural, e dizer adeus pode ser apenas um começo.
Confira os lançamentos dessa semana da Companhia das Letras, editora Paralela e selo Seguinte:
As virgens suicidas, de Jeffrey Eugenides (Trad. Daniel Pellizzari)
Num típico subúrbio dos Estados Unidos nos anos 1970, cinco irmãs adolescentes se matam em sequência e sem motivo plausível. A tragédia, ocorrida no seio de uma família que, em oposição aos efeitos já perceptíveis da revolução sexual, vive sob severas restrições morais e religiosas, é narrada pela voz coletiva e fascinada de um grupo de garotos da vizinhança. O coro lírico que então se forma ajuda a dar um tom sui generis a esta fábula da inocência perdida. Adaptado ao cinema por Sofia Coppola, publicado em 34 idiomas e agora em nova tradução, o livro de estreia de Jeffrey Eugenides logo se tornou um cult da literatura norte-americana contemporânea. Não por acaso: essa obra de beleza estranha e arrebatadora, definida pela crítica Michiko Kakutani como “pequena e poderosa ópera no formato inesperado de romance”, revela-se ainda hoje em toda a sua atualidade.
Editora Paralela
Os cães sonham?, de Stanley Coren (Trad. Elvira Serapicos)
Os cães sonham? Eles conseguem se reconhecer no espelho ou entender o que veem na televisão? Eles são mais inteligentes que os gatos? As pessoas têm muita curiosidade – e pouca informação correta – sobre como os cachorros pensam, agem e compreendem o mundo. Stanley Coren resgata décadas de pesquisa científica sobre cachorros para fazer uma incursão inédita à vida social e emocional de nossos companheiros caninos, desmentindo vários mitos pelo caminho. Coren responde as perguntas mais frequentes que recebeu de donos de cachorro, aliando a autoridade de um expert ao estilo informal de alguém que, como todos nós, adora cães.
Editora Seguinte
Destino sombrio, de Luís Dill
No presente, Gildo dirige misteriosamente por uma estrada. No passado, há uma história de amor que não deu certo. No futuro, ele chegará a seu destino e reencontrará o irmão, que acabou de ter um filho e não espera por essa visita. Mas por que tanta agonia? O que ele esconde? De que ou de quem ele foge? Por quê? Uma história contada em três tempos, cheia de mistério e tensão.
Confira os lançamentos da editora parceira Novo Século para Janeiro, entre eles está o 10º livro da série House of Night: Escondida, de P. C. Cast e Kristin Cast. Você pode ler o primeiro capítulo de cada livro clicando nas imagens.
Confira os lançamentos para janeiro da editora Intrínseca, entre eles está Finale, último livro da saga Hush Hush, que chega as livrarias dia 18 de Janeiro.
18/01 – Finale, de Becca Fitzpatrick – No desfecho da série Hush, Hush, Nora e Patch pensavam que seus problemas tinham ficado para trás com a morte de Hank. Na ausência do Mão Negra, porém, Nora foi forçada a se tornar líder do exército nefilim, e era seu dever terminar o que o pai começara – o que, essencialmente, significava destruir a raça dos anjos caídos. Destruir Patch.
Nora nunca deixaria isso acontecer, então ela e Patch bolam um plano: os dois farão com que todo mundo acredite que não estão mais juntos, manipulando, assim, seus respectivos grupos. Mas quando as linhas do combate são finalmente traçadas, eles precisam encarar suas diferenças ancestrais e decidir entre ignorá-las ou deixá-las destruir o amor pelo qual sempre lutaram.
Assista ao book trailer:
21/01 – Muncle Trogg e o Burro Voador, de Janet Foxley – No segundo volume da série, Muncle Trogg, o menor gigante do mundo, está preocupado. O Monte das Lamentações, lar de todos os gigantes, tem dado sinais de que vai explodir, mas tudo que aqueles grandalhões conseguem pensar é em celebrar que os humanos foram embora do sopé da montanha.
Sorte a dele que Emily, uma menina que conhecera quando, certa vez, tentou se passar por um garoto humano, não o abandonou – e ela tem uma ideia. Se os gigantes não querem dar ouvidos ao pequeno Muncle, talvez ouçam o mais inteligente e prodigioso dos animais: o Burro Voador!
Confira os lançamentos da editora Intrínseca para janeiro:
12/01 – O lado bom da vida, de Matthew Quick – Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica — mas ele não se lembra o que fez nem quanto tempo ficou por lá. Para trazer a sua vida de volta aos eixos, Pat passa a seguir uma nova filosofia de vida, que inclui entrar em forma, ser gentil e, principalmente, fazer de tudo para se reconciliar com a ex-mulher, Nikki.
A adaptação do comovente e bem-humorado romance de estreia de Matthew Quick chega aos cinemas brasileiros em 8 de fevereiro. Dirigido por David O. Russell (O vencedor) e estrelado por Bradley Cooper (Se beber não case), Jennifer Lawrence (Jogos vorazes) e Robert De Niro, O lado bom da vida já foi eleito o melhor Filme do Festival Internacional de Toronto pelo público, recebeu 4 indicações ao Globo de Ouro e 5 ao Spirit Awards, o Oscar do cinema independente norte-americano.
Assista ao trailer:
18/01 – Um mundo, uma escola, de Salman Khan – Com mais de 115 milhões de lições vistas no Youtube, o americano Salman Khan é um fenômeno educacional dentro e fora da internet: seus vídeos, que exploram 40 áreas do conhecimento humano, já foram assistidos por mais de 4 milhões de alunos. Em Um mundo, uma escola, o fundador da Khan Academy expõe, pela primeira vez, sua visão radical e revolucionária para o futuro do ensino. Ele propõe uma revisão geral do modelo de sala de aula tradicional, empregando a tecnologia para tornar o ensino um processo mais estimulante e participativo, feito sob medida para cada aluno.
25/01 – Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose, de Stephen Rebello – Leitura obrigatória para todos os amantes do cinema, essa não ficção do jornalista e roteirista Stephen Rebello desvenda os bastidores de Psicose, considerado pelo American Film Institute o melhor thriller de todos os tempos. O livro parte da história verídica dos crimes que inspiraram o clássico e expõe minuciosamente todas as etapas de produção do filme, além de trazer entrevistas com o próprio diretor, o elenco e a equipe envolvida nas filmagens.
Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose inspirou o filme Hitchcock, de Sacha Gervasi, protagonizado por Anthony Hopkins e Helen Mirren — que acaba de ser indicada ao Globo de Ouro e ao SAG Awards por sua atuação como Alma, esposa do famoso diretor. Com previsão para estreia nacional em 8 de fevereiro e distribuição pela Fox, a produção ainda tem Scarlett Johansson como Janet Leigh, a estrela da célebre cena do chuveiro.
Todo mundo já ouviu falar de histórias como esta já que sua receita é muito simples: coloque uma garota bonita e inteligente, que tem um melhor amigo igualmente bonito, educado – e que está muito a fim dela –, mas ela não consegue enxergar isso porque ainda pensa em um ex-namorado que é um enorme sacana e a traiu com outra pessoa. Jogue todos esses elementos dentro de uma narrativa simples e direta e voilà, temos Do seu lado – romance de Fernanda Saads.
Sarah Albuquerque é uma arquiteta nada glamurosa. Trabalha em um escritório de arquitetura, com o seu melhor amigo Igor – que é completamente apaixonado por ela, desde que saiu da universidade. Ela tem uma vida estável – seu próprio carro e apartamento – e uma vida amorosa problemática.
Há 4 anos fora traída por Bruno e, desde então, não consegue seguir com outro relacionamento. No entanto, sua vida vira de cabeça para baixo quando o escritório em que trabalha fecha um grande contrato com outro de publicidade – e advinhe quem é o dono? Se você disse Bruno, acertou!
Dividida entre dois amores, Sarah terá que decidir por aquilo que é melhor para ela: de um lado o melhor amigo Igor, o cara que sempre esteve presente e que a ama de uma forma incondicional; do outro, o ex-namorado Bruno que está de volta e disposto a tê-la novamente.
Como falei antes, é uma história clichê. Quantas vezes nos deparamos com coisa do tipo na televisão ou em filme? Enquanto eu lia, ficava torcendo para que a autora me surpreendesse ou que acontecesse fantástico, alguma coisa que me deixasse de cabelo em pé e os olhos marejados, mas isso não aconteceu.
Já nos primeiros capítulos, o leitor é capaz de traçar exatamente o que irá acontecer no romance e acredito que falar um pouco mais sobre a obra não seria caracterizado como spoiler, porque é algo que estamos tão acostumados a ver, que dá até uma frustraçãozinha. De qualquer forma, não contarei a vocês o que acontecerá!
Contudo o grande diferencial da obra é a sua narrativa.
A história é narrada no presente e em primeira pessoa, sob a perspectiva da própria Sarah. Como vocês sabem, não costumo gostar desse estilo narrativo, mas a autora soube levar muito bem a escrita. Não é uma narrativa pesada, pelo contrário é simples e direta.
Sarah começa a história insegura e depois desenvolve uma confiança irritante, tão irritante que chega a ser egoísta. Outras personagens são muito marcantes no livro, como a mãe da protagonista, Tereza – uma perua muito engraçada – e claro, o Igor.
É impossível não se apaixonar por ele que é a própria personificação do homem perfeito, descrito em diversos romances que vemos por ai. Romântico, educado, inteligente e lindo, Igor consegue arrancar suspiros até da mais durona (eu!)
Do seu lado é um livro bom, gostoso de ler. Ainda que clichê é tão bem escrito que o leitor até esquece esse detalhe. Confesso que o desfecho, apesar de ser óbvio, é muito lindo e eu chorei na cena final. Sim, de modo geral, eu fiquei muito emocionada com a obra, ela é muito real e palpável; indicada para todos aqueles que querem adoçar a vida com um pouco de amor.
Sobre a Autora:
Ana Caroline é estudante de Letras Português Francês na Universidade Federal de Sergipe. Adora ler, é apaixonada por séries da Literatura de Fantasia e espera desenvolver um trabalho de pesquisa sobre esse tema na faculdade. Trabalha em uma livraria, onde o contato diário com os livros levou a desejar criar esse blog. Escreve no Loucuras de Caroline.
É com grande alegria que anunciamos mais uma parceria! A partir de hoje o Nosso Clube do Livro é blog parceiro da editora Novo Conceito. Gostaríamos de agradecer a editora pela confiança em nosso trabalho.
Este é o resultado e o reconhecimento do trabalho que estamos desenvolvendo ao longo deste um mês e dois dias e só é possível graças a todos vocês: leitores, amigos, parceiros de blog, que acreditaram neste sonho junto conosco!
Enquanto isso, vamos conhecer os lançamentos da editora para setembro?
Um Porto Seguro, de Nicholas Sparks
Quando uma mulher misteriosa chamada Katie aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, Katie parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com Alex, o viúvo, com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos, a outra com sua vizinha muito franca, Jo. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes nessa comunidade solícita e tornando-se próxima demais de Alex e de sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso de Southport. Com o apoio simpático e insistente de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas... e que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.
Ladrão de Almas, de Alma Katsur
No turno da noite em um hospital em Maine, Dr. Luke Findley espera ter outra noite tranquila com lesões causadas pelo frio extremo e ocasionais brigas domésticas. Mas no momento em que Lanore McIlvrae — Lanny — entra no pronto-socorro, ela muda a vida dele para sempre. Uma mulher com passado e segredos misteriosos, Lanny não é como outras pessoas que Luke já conheceu. Ele é, inexplicavelmente, atraído por ela... mesmo ela sendo suspeita de assassinato. E conforme ela conta sua história, uma história de amor e uma traição consumada que ultrapassa tempo e mortalidade, Luke se vê totalmente seduzido.
Seu relatório apaixonado começa na virada do século XIX na mesma cidadezinha de St. Andrew, Maine, quando ainda era um templo Puritano. Consumida, quando criança, pelo amor que sentia pelo filho do fundador da cidade, Jonathan, Lanny qualquer coisa para ficar com ele para sempre. Mas o preço que ela paga é alto — um laço imortal que a prende a um terrível destino por toda a eternidade. E agora, dois séculos depois, a chave para sua cura e salvação a depende totalmente de seu passado.
De um lado um romance histórico, de outro uma história sobrenatural, The Taker é uma história inesquecível sobre o poder do amor incondicional não apenas para elevá-lo e sustentá-lo, mas também para cegar e destruir — e como cada um de nós é responsável por encontrar o próprio caminho para a redenção.
A décima segunda profecia, de James Redfield.
No dia 21 de dezembro de 2012, o calendário maia acabará. Muitos veem isso como um sinal apocalíptico. Será? A longa espera pelo romance da Celestine Serie, A 12ª Profecia descreve Hero e seu amigo Wil quando recebem um pedaço de mistério, um manuscrito antigo que descreve uma aproximação secreta à espiritualidade que está chegando com rapidez à segunda década do século XXI. Para entender todo o contexto desse texto, Hero e Wil começam uma busca urgente pela veracidade e totalidade dessa mensagem. Confrontados por políticos poderos e religiosos extremistas, ele lutarão para revelar a verdade que pode transformar nossas vidas — e o mundo.
Um ano inesquecível, de Ronald Anthony
Você acredita que o amor pode durar para sempre?
Jesse Sienna não. O casamento de seus próprios pais era respeitável mas sem paixão; e sua própria história romântica indica que o amor queima ardentemente antes de desaparecer por completo.
Então, quando seu pai, Mickey, muda-se para sua casa e parece não compreender o relacionamento superficial de Jesse com sua atual namorada, mas Jesse não lhe dá atenção.
É apenas um exemplo do quão diferente eles são e fica mais evidente que ele e seu pai nunca terão uma ligação mais profunda.
Mas a verdade é que Mickey Sienna conhece mais sobre amor do que a maioria das pessoas conseguem aprender na vida toda.
Há mais de um século e meio, ele encontrou o amor mais verdadeiro que a vida pode oferecer. Ele sabe das infinitas recompensas de investir seu coração e sua alma em alguém... E conhece o prejuízo devastador de deixar esse alguém perfeito escapar.
Um livro não tão divertido quanto parece, porém não tão insosso quanto pensei.
Brian Jackson, um garoto pobre, que tem uma bolsa de estudos e ótimas notas, entra para a universidade com uma grande ambição: participar do famoso programa Desafio Universitário, um jogo de perguntas e respostas em que poderá enfim demonstrar todo o seu talento para generalidades. Após entrar para a equipe da faculdade e passar pela fase classificatória, Brian se prepara para seu primeiro embate na televisão (ao mesmo tempo em que se vê apaixonado por uma de suas colegas de time: a bela e carismática aspirante a atroz Alice Harbisson).
Quando Alice se recusa a ceder a seus encantos ligeiramente ansiosos, Brian elabora um plano infalível para conquistar o coração de sua amada de uma vez por todas. Ele vai ganhar o jogo. A qualquer custo. Porque, afinal, todos sabem que o que uma mulher realmente procura em um homem é uma vasta gama de conhecimentos...
Eu sei que não devemos comparar uma obra à outra, mas fazendo isso. Devo dizer que há um meio abismo de distância entre Resposta Certa e Um dia. Até porque Resposta Certa é o primeiro livro do autor e Um dia é o último, então, há uma evolução gritante entre as duas obras.
A história é narrada em primeira pessoa, no presente, e todos sabem que tenho um grande problema com esta narrativa. Essa coisa de ver apenas um lado da história não combina comigo, sério.
Mas estamos falando de David Nicholls e, se tratando dele – para mim –, qualquer narrativa era cativante.
No entanto, Resposta Certa está em cheque e, francamente, a história deixou um pouco a desejar. Sendo que o culpado disso é Brian Jackson, o protagonista, que é totalmente chato.
Não sei por que, mas Brian me fez lembrar de Ian – namoradinho de Emma Morley, em Um Dia – e até me perguntei se não era um spin-off, com mudança de nome e de época. Brian e Ian são dois personagens bobos, apesar de adoráveis, beirando a chatice com um estoque de piadas completamente sem graça, que os coloca em situações constrangedoras e embaraçosas.
O livro demorou muito para me cativar. A cada piada sem graça que Brian fazia, uma lhama do deserto morria, e eu sentia uma vontade imensa de me jogar pela janela mais próxima. Mas – por incrível que pareça – são exatamente essas brincadeiras sem graças e as colocações errôneas do protagonista que dão esse toque humorístico sutil à obra.
Embora o protagonista seja bem enfadonho, tenho que dar a mão à palmatória quanto ao quesito construção de personagens: Brian é muito real, ele pode ser o vizinho, o primo ou até você mesmo. Em Um dia é a mesma coisa, e levando em consideração que Resposta Certa é o primeiro romance do autor, pode-se concluir que este é um mérito dele mesmo. Um talento bem natural para isso.
É claro que o livro não é apenas feito pelo Brian Jackson, mas também por Rebecca e Spencer, dois personagens que, se o autor resolvesse explorar um pouco mais, iriam ser mais fantásticos do que já são; Spencer é um amigo fiel e leal, embora nosso “herói” seja um completo babaca com ele durante a história; já Rebecca é uma garota atraente, que deveria estar no lugar da linda e provocante Alice.
A obra ainda tem algumas referências culturais maravilhosas. Confesso que quando ele citou Grandes Esperanças – Nicholls é muito, muito fã mesmo de Dickens – e As Crônicas de Nárnia, meu coração derreteu e quase dei uma chance a Brian... Quase.
Há, sem sobra de dúvidas, uma evolução enorme na escrita do autor. Ainda que sejam histórias bem distintas, o leitor é capaz de encontrar características do escritor, como os personagens fortes e com personalidade própria, não uma coisa fingida; uma narrativa completamente envolvente e as referências culturais, musicais e até mesmo literárias.
Enfim, o livro é muito bom, não chega a ser “nossa-que-livro-hilariante-vou-morrer-de-rir”. Sendo sincera, a escolha entre rir um pouco sim ou cometer suicídio fica em suas mãos!
Título Original: Starter for ten
Autor: David Nicholls.
Editora: Intrínseca
Sobre a Autora:
Ana Caroline é estudante de Letras Português Francês na Universidade Federal de Sergipe. Adora ler, é apaixonada por séries da Literatura de Fantasia e espera desenvolver um trabalho de pesquisa sobre esse tema na faculdade. Trabalha em uma livraria, onde o contato diário com os livros levou a desejar criar esse blog. Escreve no Loucuras de Caroline.
A vida de Percy Jackson é assim mesmo uma grande bagunça de deuses e monstros que, na maioria das vezes, acaba em problemas. Filho de Poseidon, o deus do mar, um belo dia Percy desperta sem memória e acaba em um acampamento de heróis que não reconhece. Agarrado à lembrança de uma garota, só tem uma certeza: os dias de jornadas e batalhas não terminaram. Percy e seus novos colegas semideuses vão enfrentar os misteriosos desígnios da Profecia dos Sete. Se falharem, as consequências, é claro, serão desastrosas.
Assim como todo fã de Rick Riordan fiquei ávida para ler o livro, tanto que deixei mais uma parte do meu salário na livraria em que trabalho e comecei logo a leitura. Queria ver como Percy tinha se saído no lugar de Jason Grace.
A receita é simples: junte um trio formado por dois garotos – um bobalhão, mas com grande potencial, outro cheio de problemas – e uma garota extremamente bonita e inteligente (mesmo que ela tenha morrido uma vez). Coloque um pouco de história das mitologias gregas e romanas, algumas aventuras perigosas, jogue tudo em um livro e estão prontas as obras de Rick Riordan.
Temos, apesar da receita simples e repetitiva, uma história que não cai na mesmice de jeito nenhum – e, ai sim, pontos e palmas para o autor.
Em O Filho de Netuno, Rick Riordan deixa os seus leitores extasiados e sem fôlego! (Pelo menos me deixou assim.) O livro é completo: início, meio e fim e, como toda história de Riordan, um início cheio de aventuras que já deixa o leitor ligado, mas dessa vez só o início...
Em minha opinião, O Filho de Netuno começa com um ritmo alucinante, depois começa a ficar chato em alguns capítulos, o ritmo cai e a empolgação vai embora. Confesso que a obra demorou um pouco mais do que eu esperava para me cativar – diferente de O Herói Perdido, que nas primeiras linhas eu já estava quase correndo louca pela casa.
Fiquei com saudade dos deuses gregos. Talvez tenha sido essa a principal estranheza para mim. Mas, a partir do capítulo 28, a história toma um rumo delicioso e, deste ponto em diante, o leitor para e pensa: “esse SIM é o Rick Riordan que conheço”.
Muita ação, muitas lutas, muitos diálogos inteligentes e engraçados, muitos monstros que só existem na vida de semideuses, situações inusitadas e batalhas de tirar o fôlego. Depois desse capítulo não consegui mais largar o livro, fiquei vidrada e compreendi por que eu amo tanto a narrativa de Riordan.
Diferente da série Percy Jackson e os Olimpianos, Os Heróis do Olimpo é toda narrada em terceira pessoa, e cada capítulo corresponde aos pensamentos e ações dos personagens. Em O Filho de Netuno, segundo livro da saga, conhecemos os dois novos amigos de Jackson: Hazel e Frank e revemos personagens antigos como Tyson, srta. O’Leary e Nico di Angelo.
As novas personagens introduzidas na saga são muito bem trabalhadas e desenvolvidas, crescendo à medida que a história cresce.
É impossível não se apaixonar pro Frank – que quase tomou o posto de Percy como meu personagem favorito – ao acompanhar todo o seu drama familiar e seu medo, assim como não tem como não achar Hazel uma personagem forte.
Acredito que de todas as histórias, a de Hazel é a mais interessante! A garota passou por maus bocados mesmo e se eu falar mais alguma coisa vou soltar spoiler.
A maneira como o autor ambienta toda a história para os dias atuais é algo muito interessante: ele usa grandes marcas famosas no mundo inteiro para camuflar os deuses ou semideuses e heróis.
A jogada é interessante e válida! Isso faz com que a obra se torne bem mais verossímil. Já parou para imaginar um deus consultando seu iPad para buscar informações ou em uma conferência no Skype com outro deus?
A narrativa é de fácil compreensão – uma das caraterísticas da literatura infantojuvenil – levando o leitor a se envolver rapidamente com trama. A escrita é leve e tem alguns diálogos engraçados, o que reforça ainda mais a característica do autor.
Uma coisa que para mim foi nova, foi uma leve critica a sociedade contemporânea: destruição da natureza, a terra se revoltando contra o homem, isso não nos soa familiar?
O Filho de Netuno é uma obra muito boa e põe em cheque, de uma forma nada sutil, valores como amizade, lealdade e amor.
Uma obra rica em seu gênero literário, em toda a sua forma e conteúdo. Por tudo isso, eu não vejo a hora de saber o resultado final dessa aventura.
Título original: The Son of Neptune
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Série: Os Hérois do Olimpo
Tradução: Raquel Zampil
Páginas: 426
Sobre a Autora:
Ana Caroline é estudante de Letras Português Francês na Universidade Federal de Sergipe. Adora ler, é apaixonada por séries da Literatura de Fantasia e espera desenvolver um trabalho de pesquisa sobre esse tema na faculdade. Trabalha em uma livraria, onde o contato diário com os livros levou a desejar criar esse blog. Escreve no Loucuras de Caroline.