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sábado, 24 de janeiro de 2015

[Com a palavra: o autor] O 2015 de Livia Brazil

A Fernanda disse que eu podia, então cá estou eu, escrevendo outra vez pra vocês! E, se me permitirem, estarei por aqui todo mês, conversando um pouco com todo mundo – e querendo saber a opinião de tudo! 

Acho que, como estamos em janeiro, não vai dar pra escapar do famoso post sobre o ano de 2015 e os planos para o futuro. E sabe quais são os meus? Não sei! Ano passado foi um ano cheio de coisas programadas: mudança de apartamento, casamento, Copa do Mundo (sim, se programar o que vai fazer na Copa do Mundo, ainda mais quando ela cai no meio das suas férias!), e não tive muito tempo para coisas não programadas. Sabe, programas espontâneos que surgem do nada e acabam sendo uma delícia?  Pois é, não rolou. 2014 passou e eu não vi, com a busca pelo “apartamento perfeito” começando em janeiro (ainda bem que achei!), as decisões de onde assistir os jogos do Brasil (ó, que escolha difícil!) e toda a organização do meu casamento, que foi, na verdade, algo que fiz o ano inteiro (ok, de maio – quando fui pedida – a outubro, quando de fato foi o casamento). Apesar de terem sido momentos maravilhosos, foi muito desgastante, ainda mais sendo a primeira vez que eu saía de casa.


Por isso, esse ano decidi relaxar um pouco. Às vezes é bom, sabe? Vocês tem que tentar! Até agora, 2015 tem sido um ano que tenho “deixado rolar” – e tenho conseguido fazer coisas incríveis por causa disso. Primeiro, estou cuidando da minha saúde com caminhadas constantes, mesmo no sol super mega hiper quente que está assolando o Rio de Janeiro. Mas, como amo o verão e não me importo muito com o calor, não estou vendo problemas, e ainda pego uma corzinha. Tenho conseguido escrever mais, e, novidade!, estou quase terminando mais um livro. Yay! Boa notícia (espero!) para quem leu e gostou de Queria Tanto e Coisas não ditas. Tenho passado mais tempo com meus pais e meus gatos (eles ficaram na casa dos meus pais quando me mudei porque meu marido tem alergia a pelo de gato. Eu sei, muito triste). E, uma das coisas que estou achando mais legal, e que tem tudo a ver com o Nosso clube do livro, estou lendo mais! Aliás, resolvi fazer um projeto para 2015: ler 30 livros até o final do ano. Sei que para muitos de vocês é pouquinho, mas eu não estava tendo tempo de ler no ano passado! Então vou recuperar todo o tempo perdido e ler 30 livros, já que faço 30 anos esse ano (ai, que velha!). Hoje acabei de ler o primeiro e amei! Se vocês quiserem acompanhar minhas leituras, vou falar sobre todos os livros que vou ler no meu blog 30 livros em 1 ano (www.30livrosem1ano.wordpress.com). Quero saber a opinião de todo mundo sobre os livros que vou ler durante o ano – se vocês gostaram, se querem ler, e qualquer outra coisa que quiserem comentar. Esperarei por vocês lá, no meu único grande projeto para 2015!



E vocês, fizeram algum plano para esse ano? Me contem! Beijinhos!

Sobre a autora:

Livia Grynberg Brazil, conhecida somente por Livia Brazil (para o desgosto de sua mãe), é casada, tem três gatos (Léo, Nilo e Valentina) e um rato de olhos vermelhos e pelo branquinho (Arry). Escreve poesia desde os seis anos de idade, mas só a partir dos treze começou a escrever coisas mais longas. Para o desespero de seus professores, passava as aulas inventando histórias, e foi assim que Alice Maria, personagem de seu primeiro livro, Queria Tanto, surgiu. Publicou-o pela Benvirá em 2011 e, após dois anos, em 2013, publicou seu segundo livro, Coisas Não Ditas, anteriormente uma fanfic de McFly, pela mesma editora. Atualmente, trabalha como revisora freelancer para várias editoras e se desdobra em várias escrevendo dois livros e alguns roteiros para curtas e webséries.

domingo, 21 de dezembro de 2014

[Com a palavra: o autor] O Natal de Livia Brazil

O Natal de Livia Brazil - Nosso Clube do Livro
Imagem por Thomás.
Eu sempre fico animada no Natal. Todos os preparativos, a decoração, os enfeites da árvore de Natal.  A própria árvore de Natal, não importa o tamanho ou a cor, é a sempre a estrela. Não, não é o Papai Noel, é a árvore. Ela que fica no centro da casa, com várias pessoas em volta, primeiramente ornamentando-a e, depois, no dia do Natal, esperando para receber os presentes que, dedos cruzados, serão vários (ah vai, eu sei que fui uma boa menina durante o ano). E além da árvore tem as luzes. As músicas. As comidas. Ah, as comidas... Bem, melhor parar por aqui senão encharco o papel (ou a tela do computador) de saliva.

Esse ano, pela primeira vez, o Natal será aqui em casa. Pra quem não me conhece (aliás, prazer, meu nome é Livia), eu casei esse ano. O que significa que eu também me mudei esse ano. E, por causa de todas essas mudanças e para simbolizar esse momento, decidimos, marido e eu, fazer todas as festas de fim de ano aqui no nosso pequeno apartamento de duas pessoas. Só que virão, em cada dia (24 e 25), pelo menos 10 pessoas (e um cachorro e um rato). E, no máximo, 15 pessoas. Estou um pouco nervosa para ver como vai ser a logística de espaço por aqui, mas isso é um caso a ser pensado (e analisado e desesperado) no dia. E, para falar a verdade, acho que nem será um problema.  As nossas famílias são muito tranquilas, ninguém se importa muito de sentar no chão (ou deitar, depois de ter se empanturrado de comidas natalinas) ou ter que se espremer no sofá. Porque, pra gente, o que importa é estar junto.

Sei o que você pode estar pensando. “Ah, Livia, duvido que seja essa alegria toda, famílias assim só em livros”. Mas é verdade, nossas famílias são muito relaxadas e não ligam pra essas coisas. E eu tenho muita sorte de ter uma família – e de ter entrado em uma nova – assim. Porque, no final das contas, o mais importante no Natal é isso, estar junto de nossas famílias, confraternizando, conversando, trocando opiniões, e comendo, claro, comendo, muito. E trocando presentes porque, vamos combinar, é muito legal ganhar presentes!

Então, se vocês me permitem, peço que torçam pra que tudo dê certo nesse Natal nosso aqui em casa, no nosso primeiro ano, onde vamos cozinhar comidas gostosas e acomodar nossas famílias. E fazer piadas sem graça e rir de coisas bobas. E fazer carinho no cachorro, conversar com meu rato e brincar com a única criança que temos na família (por enquanto). E que no final estejamos exaustos, mas com sorrisos nos rostos por ter sido dois dias incríveis, com muito amor.

E, claro, desejo o mesmo para vocês. Que vocês tenham dois dias maravilhosos com as pessoas que amam, e que sejam dias que vocês sempre se recordem. E lembrem-se de esquecer de qualquer problema, qualquer situação mal resolvida, qualquer indisposição que possa haver e só celebrar essa data que, infelizmente, só temos uma vez por ano e que foi feita para celebrações e para trocarmos carinho e palavras bonitas.

Desculpa aí, pareci uma tia velha nesse final, né?

Sobre a autora:

Livia Grynberg Brazil, conhecida somente por Livia Brazil (para o desgosto de sua mãe), é casada, tem três gatos (Léo, Nilo e Valentina) e um rato de olhos vermelhos e pelo branquinho (Arry). Escreve poesia desde os seis anos de idade, mas só a partir dos treze começou a escrever coisas mais longas. Para o desespero de seus professores, passava as aulas inventando histórias, e foi assim que Alice Maria, personagem de seu primeiro livro, Queria Tanto, surgiu. Publicou-o pela Benvirá em 2011 e, após dois anos, em 2013, publicou seu segundo livro, Coisas Não Ditas, anteriormente uma fanfic de McFly, pela mesma editora. Atualmente, trabalha como revisora freelancer para várias editoras e se desdobra em várias escrevendo dois livros e alguns roteiros para curtas e webséries.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

[Com a palavra: o autor] Um conto de Natal de Cesar Ferraz

Jake Bell

Foto por Jack Berry, sob licença creative commons.

Jake Bell nunca se conformou em ter um sino em seu sobrenome. Motivo de chacotas e brincadeiras sem graça na escola, Jake ficava irritadíssimo quando o Natal chegava. Era toca o sino aqui , bate o sino ali, sempre envolvendo brincadeiras que deixavam o garoto num estado de bullying constante. 

- Mas que droga de Natal! Odeio esta época do ano. Se pudesse, eu desejaria que o Natal nunca existisse com todas as minhas forças! - praguejava ele com intensidade. 

Era manhã, início da semana de Natal em Nova Iorque. Jake já tinha fechado as notas da maioria das matérias e naquele dia ele saíra duas aulas mais cedo da escola Townsend Harris High School onde estudava. Não esperaria Jimmy sair, seu irmão menor. Demoraria muito e ele tinha mais o que fazer. Iria deixar esta tarefa para Lucy, sua mãe. 

Jake saía sem pressa, pelo portão da escola afora digitando uma mensagem SMS no seu celular para sua mãe quando Dean, um colega mais velho de que Jake não gostava muito, o interrompeu: 

- Hey o que foi Dean? Nos vemos no apartamento do Sean às três horas Jake. Não esquece de levar sua parte meu chapa. 

- Chapa? Ah tudo bem, eu estarei lá... chapa. 

Eles se despediram com um toque de mãos. O garoto estranhou aquele convite inesperado pois não se lembrava de ser amigo de Dean quanto menos de Sean, o anfitrião. Mais estranho ainda foi não ter sido alvo de brincadeiras com sinos por ele e por nenhum dos seus outros conhecidos que estavam ali, como sempre faziam na saída da escola nesta época do ano. Deixaram-no simplesmente sair caminhando em paz. Assim que os primeiros flocos de neve caíram em seu rosto gelando seu nariz, Jake enrolou o cachecol verde-musgo em volta de seu pescoço dando um sorriso gostoso de alívio e comemoração. Em seguida terminou de enviar seu SMS: 

- MÃE, SAÍ MAIS CEDO NÃO VOU ESPERAR O JIMMY. PODE PASSAR PARA PEGÁ-LO? VOU VOLTAR CAMINHANDO PRA CASA. ATÉ MAIS TARDE. 

“Enviar”. 
Então ele saiu caminhando pelas calçadas do Queens rumo ao Parque Corona. Jake morava do outro lado do parque, bem entre os lagos Meadow e Willow. Ele não pode deixar de notar uma sensação estranha. Que dia atípico era aquele! Pela primeira vez em muito tempo ninguém vinha com graça pro lado dele. 

Embaixo da fina camada de neve que caía, Jake passava entre os vários transeuntes. Estavam todos apressados, esbarrando ora em um ora em outro. Parecia que aquele clima de Natal tinha sumido. 

- O que está acontecendo hoje hein? Mas que dia! Ninguém olha por onde anda! O mundo todo acordou virado para a lua? 

Ele percebera que as pessoas estavam apáticas e caminhavam feitas robozinhos programados para atingir seus destinos. 

- Aww!! - gritara ao esbarrar numa pesada bolsa Victor Hugo de uma senhora toda produzida que nem ao menos virou-se para se desculpar do garoto.

- Hey senhora, é Natal afinal não é? Mais atenção com o próximo por favor! Não acredito no que vou falar, mas já começo a sentir falta do espírito natalino! - complementou em pensamentos. Mas ninguém prestava atenção em Jake. Era como se ele não existisse. Nem mesmo sua mãe respondera seu SMS.

Ao lado da escola ficava o cemitério Hebron onde seu avô, Jacob, estava enterrado. Jake resolveu dar uma passada para uma breve conversa com o avô. Caminhou até o lado oeste do cemitério onde se encontrava a lápide de Jacob Francis Bell. Ela, assim como todas as outras, estavam visivelmente abandonadas. Sujas, com a grama mal cortada, enfeitadas de flores mortas e ressecadas. Quase como que esquecidas pelas pessoas.

- Eu não acredito vô, que deixaram esse lugar nesse estado. Ah se o senhor ainda estivesse vivo seria o primeiro a cuidar disso aqui. Talvez eu volte amanhã e dou um jeito de melhorar as aparências tudo bem? O senhor não merece esse descaso todo. Não tem nem um mês que passei por aqui e estava tudo tão diferente! O Que será que aconteceu? O dia está todo esquisito vô. Me conte por favor o que está acontecendo que eu mesmo não faço ideia.

- Hey garoto! - disse em voz alta o zelador do cemitério que caminhava na direção de Jake. Garoto, o que está fazendo aqui? Visitando o meu avô oras! E posso saber por quê? Esse lugar não recebe visitas há séculos!

Jake olhou ao seu redor numa mirada de 360 graus e realmente não viu vivalma.

- Ora senhor, simplesmente porque é meu avô e já que estamos quase no Natal vim ter uma conversa franca com ele. Poderia me deixar a sós?

- Você veio para o Natal? Mas o que é Natal?

- Como assim o que é Natal! Você também está louco? Até você? Vai pra casa garoto! É perigoso ficar aqui sozinho e eu não posso ficar cuidando de você. Já tenho que ir para a ala leste. Anda tendo muitos assaltos nas redondezas e...

- Vô eu preciso ir agora - disse Jake em pensamento.

Ele saiu sem dizer uma só palavra ao zelador. Estava mais confuso agora do que quando entrou naquele lugar. Começava a realmente se preocupar. Aquilo parecia tão irreal...

Saindo do cemitério, mais um susto tomou quando chegou ao parque e percebera que toda a decoração de Natal tinha desaparecido. O lugar estava morto, vazio e solitário. Esbranquiçado com a neve e gelado com o dia frio que fazia.

“Onde estaria a gigante árvore de Natal que colocaram lá há algumas semanas atrás?“ Se perguntava Jake que passava por ali todos os dias.

Beep! Beep! ... Beep! Beep! Era seu celular. Finalmente minha mãe respondeu! Ao pegar para ler a mensagem, Jake se decepcionara mais uma vez.
- JAKE VOLTE E PEGUE SEU IRMÃO. QUE FILHO PREGUIÇOSO EU TENHO!

Sua mãe não costumava falar assim com ele. O que estava acontecendo com as pessoas? E então sua própria voz começou a ecoar em sua cabeça com suas últimas frases na escola: “Se pudesse, eu desejaria que o Natal nunca existisse... Se pudesse, eu desejaria que o Natal nunca existisse...”

Jake sentou no gramado extenso do parque Corona e começou a pensar no que estava errado. Não pode ser, não pode ser! - exclamava angustiado.

- Que seja para eu aprender a valorizar mais esta época do ano. Eu nunca me importei, sempre preocupado com as brincadeiras que faziam comigo, com o sino que eu carregava em meu nome. Mas realmente, as pessoas nesta época eram mais felizes, mais sorridentes, mais caridosas. Pode ser uma pura besteira e invenção capitalista, mas o sentimento das pessoas era real. Era a época em que o ser humano era mais humano, em que as pessoas se olhavam nos olhos e que tudo parecia mais fácil de perdoar, de reconsiderar, de olhar com outros olhos. É isso! - pensou exaltado - Eu perdoo a todos aqueles que me zombaram. Página virada, vida nova!

BLÉM BLÉM BLÉM!!! Jake começara a escutar alguns sinos mas não havia nenhuma igreja ali por perto. BLÉM BLÉM BLÉM!!! O barulho foi ficando cada vez mais audível até que a voz de Dean ecoou em sua cabeça: Toca o sino, pequenino...

- HAHAHAHAHA

- Jake acorde!!! Acorde Jake!

Assim, Jake percebera que tudo era um sonho e seus colegas estavam ali tirando sarro dele como sempre faziam e tocando um sino emprestado da professora próximo à sua orelha. Dean badalava o sino freneticamente enquanto Jake pulava de susto desperto e confuso. Enquanto isso, a Srta. Keity Simmons, professora de literatura, repreendia Dean por tocar seu sino na sala de aula sem autorização e Jake por estar dormindo.

- Vocês dois, pra diretoria agora!

Jake olhou pra ela sorridente e disse:
- Feliz Natal pra você também professora! E pra você também Dean! - dizia aliviado ao voltar para a realidade enquanto dava um tapa na cabeça de Dean e saía correndo pelo corredor da escola rumo à sala da Sra. Memphis, diretora da escola.

A professora não entendeu nada e Dean fez uma cara de reprovação. Logo depois saiu correndo atrás dele:

- Volte aqui moleque! Garoto estranho! - dizia Sean ao observar os dois saindo da sala.

Daquele dia em diante, Jake se tornara um rapaz mais vivo e sorridente. Se deu melhor com seus amigos pois também passou a levar tudo menos a sério, mais na brincadeira. A vida tornou-se mais leve para Jake quando começou a acreditar mais no espírito natalino. Naquele momento, desejava que flocos de neve caíssem novamente em sua face e,  por que não, com ao fundo de Jingle Bells...

Sobre o Autor:
Cesar Ferraz é cientista, ator, viajante e peregrino. Apaixonado por games e tecnologia. Mora em São Paulo, mas está sempre em algum canto do mundo. Leitor e escritor, é apaixonado por literatura fantástica e infanto-juvenil, universo este que o inspirou a escrever sua primeira obra: Noah Stalder.

sábado, 13 de abril de 2013

[Coluna] Com a palavra, o autor: Noble Smith

Olá pessoal!
Hoje, a "Com a palavra, o autor" apresenta a rotina de mais um escritor. O escolhido da vez é Noble Smith, autor de A Sabedoria do Condado, publicado aqui no Brasil pela Novo Conceito. Confira o que ele nos escreveu:

Olá, todo mundo! Eu e minha família moramos em uma pequena cidade chamada Bellingham, no estado de Washington. Minha cidade tem por volta de 80 mil pessoas e está localizada entre Seattle (ao Sul) e Vancouver, Canadá (ao Norte). É um ótimo lugar para se viver porque temos uma grande área de trilhas interurbanas para ciclismo e caminhada, além disso, estamos ao lado de uma gigantesca baía. Já que passo bastante tempo sentado, escrevendo livros, eu tento sair e caminhar todos os dias, mesmo com o tempo chuvoso aqui no Noroeste Pacífico. Aqui é muito escuro, frio e molhado. Às vezes eu caminho até meu pub favorito (uma caminhada de 9,6 km) e almoço. Quando o vento não está muito forte, eu levo minha prancha de stand up surf até a baía. Frequentemente uma enorme foca me segue enquanto estou surfando. Eu amo estar na água. Você tem que usar uma roupa de mergulho porque a água é 8.3ºC no inverno. Caminhar e surfar me ajuda a limpar a minha mente e geralmente tenho ótimas ideias de histórias durante atividade física. Acho que se você só sentasse e escrevesse o dia todo, você iria ficar louco. 

Minha esposa e eu temos um pedaço de terra perto das Ilhas San Juan (um arquipélago com mais de 700 ilhas ao longo do estado de Washington e o Canadá). E nessa propriedade estamos montando um pequeno vinhedo com 200 videiras. Os verões aqui são bem frescos e, geralmente ensolarados, e as pessoas cultivam bonitas uvas aqui. Nós nos sentimos Hobbits quando estamos trabalhando no terreno. Eu tenho uma antiga foice que uso para capinar a grama e eu pareço com uma feliz “Morte” (Acho que é chamado “O Ceifador” em Português, certo?) [NT: “Grim Reaper” é a personificação da Morte, no Brasil ele também é chamado de “Ceifador Sinistro”, “Demônio Ceifador”, ou “a Morte.”]. Enfim, capinar é bem difícil, mas muito gratificante. Faz você perceber que as pessoas deveriam ser muito fortes nos tempos antes de as máquinas começarem a fazer trabalho para nós. Um dia quero construir uma pequena cabana nesse terreno. Nós talvez enterraremos a casa parcialmente debaixo da terra e fazer uma verdadeira toca Hobbit! E claro que teria uma porta de entrada redonda. 

Noble capinando o seu terreno.

Agora estou trabalhando no segundo livro da minha série que se passa na Grécia Antiga. Eu estou muito animado que a +Editora Novo Conceito comprou a trilogia – o primeiro livro sairá no Brasil este ano! É chamado Sons of Zeus e é sobre um jovem atleta Olímpico (um lutador) que tem que salvar sua família, cidade e pessoas queridas de invasores. É baseado em uma história real. Muitas pessoas tem comparado meu livro à Guerra dos Tronos, o que é ótimo porque amo a série de George R.R. Martin (como também a série de TV), mas eu escrevi Sons of Zeus antes de ler um dos livros de Martin. Eu amo ficção histórica, então eu tenho visto essa nova série chamada Vikings, no History Channel. É bem legal! Os Vikings eram horríveis, assassinos a sangue-frio, mas você ainda acaba gostando dos personagens. Os soldados da Grécia antiga eram muito mais honrosos do que os Vikings, e é por isso que acho estou atraído por eles. Irei à Grécia em Abril para outra viagem de pesquisa e estarei no exato lugar que minha história acontece e tuitarei sobre! Você pode imaginar o que os Gregos antigos pensariam sobre a Internet? Seria como mágica.


Bem, isso é um pouco da minha vida de escritor. Agora tenho que fazer a janta para os meus filhos. Eu estou ansioso para falar com o Nosso Clube do Livro de novo! Cheers!

sexta-feira, 22 de março de 2013

[coluna] Com a palavra, o autor!

Olá! 

Hoje apresentamos mais uma coluna no blog, chama-se "Com a palavra, o autor". Nessa coluna, alguns autores convidados terão a liberdade de falar sobre qualquer assunto, desde suas influências literárias até sobre o provável início da 3ª guerra mundial (brincadeira). 

Iniciamos a coluna com a Roberta Splinder, co-autora do livro Os Contos de Meigan (confira a resenha aqui) e ela apresenta para os leitores as suas influências literárias. 

Confira.  

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